Música 7:01

Este é o lixo que Chico Buarque produziu nos últimos 30 anos?

Um cara que faz música me disse que Chico Buarque não sabe fazer música.

E começou a questionar as linhas melódicas, as soluções harmônicas e a qualidade das letras.

Nas redes sociais, então, são muitos os absurdos que ando lendo sobre Chico.

A maioria vinda de gente desinformada, que não acompanha a carreira do artista disco a disco, show a show, gente que fala por falar.

Quando não, haters de direita ou extrema direita movidos por razões ideológicas, jamais por avaliações estéticas.

Chico Buarque mudou?

Mudou, sim!

Os clássicos instantâneos das duas primeiras décadas de carreira foram substituídos por canções de concepção mais refinada, de assimilação mais difícil, mas nem por isso menores do que as que ouvimos do jovem Chico. Somente diferentes.

Se tomarmos como referência do início dessa fase o disco Francisco, temos aí o que o compositor produziu nos últimos 30 anos.

São os discos da BMG-Ariola (até o duplo As Cidades ao Vivo) e aqueles lançados depois pela Biscoito Fino (a partir de Carioca).

Este é o lixo que Chico Buarque produziu, diriam seus críticos.

Pensando nisso, para quem gosta de listas, fiz uma compilação do período.

Uma espécie de The Best com 28 músicas.

Segue, disco a disco, em ordem cronológica.

E com as capas, para que o leitor saiba de onde vem cada música:

O VELHO FRANCISCO

ESTAÇÃO DERRADEIRA

BANCARROTA BLUES

TODO O SENTIMENTO

MORRO DOIS IRMÃOS

O FUTEBOL

UMA PALAVRA

VALSA BRASILEIRA

PARATODOS

DE VOLTA AO SAMBA

FUTUROS AMANTES

PIANO NA MANGUEIRA

CARIOCA

A OSTRA E O VENTO

INJURIADO

CHÃO DE ESMERALDAS

SUBÚRBIO

ODE AOS RATOS

ELA FAZ CINEMA

RENATA MARIA

LEVE

QUERIDO DIÁRIO

NINA

SINHÁ

TUA CANTIGA

BLUES PARA BIA

MASSARANDUPIÓ

AS CARAVANAS