O Brasil não é para principiantes

Nesta quarta-feira (24), lembrei de Antônio Mariz.

Em outubro de 1992, quando foi escolhido relator, no Senado, do processo de impeachment de Fernando Collor, ouvi dele a seguinte frase:

O país vive o instante trágico do afastamento de um presidente.

Lembrei de Mariz, ontem, ao ver nas redes sociais manifestações de grande júbilo pela confirmação (com ampliação da pena) da sentença de condenação do ex-presidente Lula.

Atualizada, a frase de Mariz seria assim:

O país vive o instante trágico da condenação de um ex-presidente.

Penso que não há o que comemorar. Mesmo pelos que são contra Lula.

Mas esse post é sobre Tom Jobim (em foto de Evandro Teixeira).

Se vivo fosse, ele faria 91 anos nesta quinta-feira (25).

O nome completo: Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim.

O nome artístico que gostava de usar: Antônio Carlos Jobim.

O nome que todos usam: Tom Jobim.

O que Chico Buarque usou na letra de Paratodos: Antônio Brasileiro.

Novamente Chico: Maestro Soberano.

Tom Jobim é o maior compositor popular do Brasil.

Nascido no Rio de Janeiro, Jobim se debruçou sobre o samba, grande expressão da música popular do Brasil.

Sua versão do samba carioca é, a um só tempo, popularíssima e (harmônica e melodicamente) complexa.

Como nas outras “praias” que visitou. Modinha, valsa, toada, baião, frevo – há uma marca de excepcional qualidade em tudo o que fez.

Seu vasto cancioneiro permanece vivo e atual como documento sonoro do país que nunca deixou de ser uma promessa de vida em seu coração.

Tão permanente e atual quanto as suas canções é a frase de Jobim que escolhi para fechar o post:

O Brasil não é para principiantes.