JANIS JOPLIN, 1943 – 1970

Se estivesse viva, Janis Joplin faria 75 anos nesta sexta-feira (19).

Quando morreu, em outubro de 1970, tinha 27 anos.

Janis Joplin é de uma linhagem de grandes cantoras à qual pertencem mulheres atormentadas que levaram suas dores para o que cantaram.

O que elas sentiam (ou o que faltava a elas) estava explícito na performance vocal. Sobrepunha-se ao idioma da canção.

Bastava ouvir, com alguma sensibilidade, para entender.

Isso é o que há de extraordinário nela. Como em Billie Holiday, Maysa, Edith Piaf, Nina Simone, Elis Regina, Amy Winehouse. Não importa o estilo que abraçaram, nem o lugar de onde vieram.

Janis gravou apenas três discos. Quando morreu, o quarto (Pearl) estava praticamente concluído. É o seu legado, ampliado por alguns álbuns póstumos e as imagens dos shows que já vimos em dois documentários dedicados à sua história.

Dizer que era uma branca que cantava como os negros é sempre uma definição imprecisa. Ninguém canta como os negros.

Mas era uma branca que ouviu muito bem a música dos negros americanos, adotando-a como fonte, como matriz, e que tinha um talento extraordinário.

Sua voz não pôde ser lapidada porque sua carreira foi meteórica.

No rock, no blues, no soul, no country, nos estúdios e nos palcos – Janis Joplin era um diamante em estado bruto.

E que diamante!

AO VIVO

Joplin in Concert

Álbum duplo póstumo, lançado no início dos anos 1970. Traz Janis ao vivo em diversos momentos de sua carreira meteórica. Tem versões vigorosíssimas das canções que se tornaram os clássicos do seu repertório.