Fest Aruanda tem noite especial na homenagem a Elba Ramalho

A edição 2017 do Fest Aruanda teve uma noite muito especial nesta segunda-feira (04), na homenagem a Elba Ramalho.

Ao entregar o troféu Aruanda a Elba, o festival resgatou a atriz que há na cantora, essa grande artista paraibana.

A homenagem, com a exibição de Ópera do Malandro, reuniu Elba Ramalho e Ruy Guerra.

A coletiva de imprensa se transformou numa conversa preciosa.

A atriz e o cineasta, juntos, falando sobre a realização do filme.

O receio que Elba tinha de atuar no cinema.

A certeza de Ruy (e de Chico Buarque) de que ela brilharia na tela grande.

O amor dela ao seu ofício. O perfeccionismo dele no set de filmagem.

Perguntei a Ruy Guerra se havia um único musical clássico do cinema americano que teria servido de referência à Ópera do Malandro. Ele disse que não, mas discorreu sobre a sua admiração pelo gênero, de Astaire (ou Kelly) a Bob Fosse.

Depois, o filme. Revisto de longe.

Esses mais de 30 anos que nos separam do tempo em que foi feito o fizeram melhor.

A distância confirma a qualidade, a beleza, a permanência.

Foi o que eu disse a Elba numa breve conversa depois da exibição.

E foi o que ouvi dela.

A sequência de Elba e Cláudia Ohana, em O Meu Amor, está nas antologias da relação do cinema com a música do Brasil.

O dueto de Elba com Edson Celulari, em Pedaço de Mim, é de grande força dramática ali no desfecho da trama.

Viva Chico Buarque! – bradou Elba ao deixar a sala de projeção.

Viva Elba Ramalho!

O Fest Aruanda nos fez lembrar do termo cantriz e foi justíssimo com essa artista e cidadã que tanto nos orgulha.