Rita Lee, a mais completa tradução de Sampa, faz 70 anos

Neste domingo (31), Rita Lee faz 70 anos.

Rita Lee Jones.

Nós a conhecemos assim: ao lado dos irmãos Baptista.

Ela, Arnaldo e Sérgio.

Os Mutantes.

Antes de ser a nossa maior roqueira, Rita Lee integrou o grupo de rock mais importante do Brasil.

Os Mutantes, com seu rock de vanguarda que, bem mais tarde, conquistou dimensão internacional, estava ao lado de Gilberto Gil e Caetano Veloso no Tropicalismo.

Com Gil, em Domingo no Parque. Com Caetano, em É Proibido Proibir.

Todos juntos no manifesto tropicalista e em outros momentos do movimento, nos idos de 1967 e 1968.

A discografia dos Mutantes, sem qualquer exagero, coloca o grupo entre o que há de melhor no rock do mundo.

Longe do grupo, após um rompimento traumático, Rita Lee virou uma espécie de rainha do rock nacional, grande vendedora de discos ao lado do Tutti Frutti, a banda que a acompanhava.

Casada com o guitarrista Roberto de Carvalho, mesclou o rock com o pop. Os dois, Rita e Roberto, competentes hitmakers.

Uma cantora de Bossa Nova que canta rock. Ou uma cantora de rock que canta Bossa Nova. Uma coisa ou outra, na definição de João Gilberto.

Homenageada por Gil em Quando, por Caetano em Sampa, por Chico em Paratodos, Rita Lee chega aos 70 anos fora dos palcos e estúdios.

No livro que escreveu, ressentida ou bem-humorada, conta sua história com a liberdade dada pela passagem do tempo.

Túmulo do samba. Berço do rock. Nesses últimos 50 anos, poucos representaram tão bem a música de São Paulo quanto Rita Lee Jones.

Quando a governanta der o bode, pode crer que eu quero estar com você!

RETRO2017/Caetano foi proibido de cantar em São Bernardo

A proibição do show de Caetano Veloso numa ocupação em São Bernardo não combina com a democracia.

O episódio está na minha RETRO2017.

Vejam o que escrevi:

Em maio de 1981, Joan Baez veio cantar no Brasil.

Era a primeira vez que o público brasileiro ia ver ao vivo a musa americana da canção de protesto dos anos 1960.

Mas os shows foram proibidos.

O presidente, o último do ciclo militar iniciado em 1964, era o general João Figueiredo. O ministro da Justiça, Ibrahim Abi-Ackel.

Baez não cantou, mas aproveitou para fazer contatos políticos, como vemos nessa foto dela com o então líder sindical Lula. Eduardo Suplicy está em pé com a mão no queixo.

Seus fãs brasileiros esperaram longos 33 anos para vê-la no palco. Ela, afinal, se apresentou por aqui em 2014.

A proibição do show de Joan Baez ficou guardada na minha memória como nefasta lembrança de um tempo em que um concerto de música popular que percorria o mundo podia ser proibido no Brasil.

Lembrei do episódio envolvendo Baez quando, no dia 30 de outubro, vi Caetano Veloso impedido de cantar numa ocupação em São Bernardo do Campo.

Lembrei porque nunca mais ouvira falar de artistas proibidos de cantar. Joan Baez fora a última.

No período democrático, Caetano Veloso não tinha a experiência de ser proibido de cantar. Ele falou isso na entrevista que deu em São Bernardo.

Decisão judicial se cumpre, e foi uma juíza que decidiu pela não realização do show na ocupação Povo sem medo, em São Bernardo do Campo.

Mas a proibição não é compatível com a democracia.

Um artista se sente atraído por uma luta (a de famílias em busca de moradia) e resolve cantar para as pessoas envolvidas nessa luta. É absolutamente legítimo. E é muito estranho que a ele não seja permitida essa manifestação.

Achei melancólico. Fica como mais um episódio desses tempos em que – recorrendo ao próprio Caetano – as preocupações se sobrepõem às esperanças.

Na conversa com os jornalistas, Caetano Veloso citou Vinícius de Moraes:

Mais que nunca é preciso cantar!

Está na Marcha da Quarta-Feira de Cinza, da parceria com Carlos Lyra.

Alguns repórteres pareciam não saber do que se tratava. Também achei triste.

Que descansem em paz!

No jornalismo, sempre dei muita importância aos obituários.

Nunca trabalhei num veículo que tivesse uma editoria dedicada às mortes, mas, informalmente, tenho atuado, por onde passo, como uma espécie de editor de obituário.

Então, vamos aos mortos de 2017.

A partir do conteúdo produzido pelo G1, compilei os que me são caros:

Jerry Lewis, 91 anos/ator

Márcia Cabrita, 53 anos/atriz

Belchior, 70 anos/compositor

Jorge Bastos Moreno, 63 anos/jornalista

Paulo Silvino, 78 anos/ator

Fats Domino, 89 anos/cantor

Hugh Hefner, 91 anos/fundador da Playboy

Chuck Berry, 90 anos/músico

Nelson Xavier, 75 anos/ator

Malcolm Young, 64 anos/músico

Rogéria, 74 anos/atriz

Vida Alves, 88 anos/atriz

Luiz Melodia, 66 anos/compositor

Wilson das Neves, 81 anos/músico

Valdir Peres, 66 anos/ex-goleiro

Eva Todor, 98 anos/atriz

Jeanne Moreau, 89 anos/atriz

Antônio Cândido, 98 anos/crítico literário

Ana Maria Nascimento e Silva, 65 anos/atriz

Carlos Chagas, 79 anos/jornalista

Kid Vinil, 62 anos/cantor

Harry Dean Stanton, 91 anos/ator

Mary Tyler Moore, 80 anos/atriz

Luiz Carlos Maciel, 79 anos/jornalista

Zygmunt Bauman, 91 anos/filósofo

Al Jarreau, 76 anos/cantor

Ruth Escobar, 81 anos/atriz

Roger Moore, 89 anos/ator

Emmanuelle Riva, 89 anos/atriz

Loalwa Braz, 63 anos/cantora

Neuza Amaral, 86 anos/atriz

Adam West, 88 anos/ator

William Peter Beatty, 89 anos/escritor

Tom Petty, 66 anos/músico

Almir Guineto, 70 anos/compositor

Vic Miitello, 73 anos/atriz

Mário Soares, 92 anos/político

John G. Avildsen, 81 anos/cineasta

Jerry Adriani, 70 anos/cantor

Anita Pallenberg, 73 anos/atriz

Sam Shepard, 73 anos/ator

Tobe Hooper, 74 anos/cineasta

Jonathan Demme, 73 anos/cineasta

John Hurt, 77 anos/ator

George Romero, 77 anos/cineasta

Gregg Allman, 69 anos/músico

Johnny Hallyday, 74 anos/cantor

J. Geils, 71 anos/músico

Allan Holdsworth, 70 anos/músico

Laudir de Oliveira, 77 anos/músico

Aracy Cardoso, 80 anos/atriz

Martin Landau, 89 anos/ator

Larry Coryell, 73 anos/músico

Jorginho do Pandeiro, 86 anos/músico

Heather Menzies-Urich, 68 anos/atriz

Chiquito Braga, 81 anos/músico

Que descansem em paz!

No aniversário do cinema, filmes vistos com o olhar infantil

Para Bráulio Tavares

28 de dezembro é um dia importante para o cinema. Foi nesta data, em 1895, que os irmãos Lumière fizeram a primeira projeção pública.

Aproveito para mexer com a memória afetiva, saindo em busca de filmes que, na infância, foram, para mim, experiências inesquecíveis.

CINCO SEMANAS NUM BALÃO

JASÃO E O VELO DE OURO

SINBAD E A PRINCESA

EL CID

O MUNDO DO CIRCO

FANTASIA

MIL SÉCULOS ANTES DE CRISTO

VIAGEM FANTÁSTICA

20 MIL LÉGUAS SUBMARINAS

O REI DOS REIS

A MAIOR HISTÓRIA DE TODOS OS TEMPOS

AO MESTRE COM CARINHO

A NOVIÇA REBELDE

OS REIS DO IÊ-IÊ-IÊ

2001: UMA ODISSEIA NO ESPAÇO

A lista começa com Cinco Semanas num Balão porque foi o primeiro filme que vi, numa matinê do Cine Bela Vista.

Na infância (a gente só entende mais tarde), esses filmes chamaram minha atenção para muitas coisas que se fariam presentes em minha vida: o gosto pela história, mitologia, literatura de ficção, música erudita, pelo mundo do espetáculo.

Também há neles o amor pela música, a descoberta do rock, o primeiro contato com o preconceito racial, a religião, a ciência.

Esses filmes foram vistos com o olhar infantil. Mas um deles, em 1969, trouxe uma ruptura, mesmo que eu não tenha compreendido, na época, que se tratava de uma experiência fundadora.

Foi 2001: Uma Odisseia no Espaço.

Acho que o amor pelo cinema começou pra valer quando assisti ao filme de Stanley Kubrick. Somado ao desejo de ser crítico.

O cinema e todas as suas possibilidades.

Como uma porta que se abria para as centenas de sessões da minha juventude, ao longo da década de 1970.

Estas, sim, definidoras do meu gosto, do espectador que sou.

RETRO2017/Chuck Berry Fields Forever!

Chuck Berry, um dos pais do rock, morreu em março.

Tinha 90 anos e deixou um disco inédito, lançado logo depois.

Berry está na minha RETRO2017.

Chuck Berry é um fundador. O que ele produziu e deixou como extraordinário legado está concentrado nos anos iniciais de sua longa carreira.

Em Berry, temos uns 20 hits absolutamente imbatíveis e antológicos. Neles, há as letras com os  comentários sociais para os quais John Lennon chamava atenção. Na guitarra, foi um inventor e, com ela, compôs uma introdução que se repete em vários números e se confunde com o próprio rock. Ele criou um modo de tocar o instrumento, influenciando grandes músicos que surgiriam nos anos seguintes, sobretudo na década de 1960. E ainda há que se destacar a liberdade e a vitalidade de sua performance no palco.

O resumo de tudo isso é que Chuck Berry foi parte fundamental da invenção do rock.

Beatles?

Rolling Stones?

Não seriam o que foram sem ele!

A cultura pop o reverenciou em dois momentos marcantes do cinema. Nos anos 1980, sua Johnny B. Goode reapareceu numa sequência inesquecível de De Volta Para o Futuro.

Mais tarde, Quentin Tarantino resgatou You Never Can Tell em Pulp Fiction, na cena em que Uma Thurman e John Travolta participam de um concurso de dança.

Antes, na década de 1970, ao difundir sua adesão ao rock, Gilberto Gil foi buscar na Strawberry Fields Forever dos Beatles o título do seu tributo a Berry e ao rock’n’ roll.

E bradou:

Chuck Berry fields forever! 

Morre Heather Menzies-Urich, a Louisa de A Noviça Rebelde

Morreu aos 68 anos a atriz canadense Heather Menzies-Urich.

Ela tinha câncer no cérebro.

Heather ficou conhecida na adolescência, quando interpretou o papel de Louisa, uma das filhas do capitão von Trapp, de A Noviça Rebelde.

Quando o filme foi lançado, em 1965, Heather estava com 16 anos.

Ela não fazia cinema desde 0 início da década de 1980.

Do grupo de garotos e garotas que viveram no cinema os filhos do capitão von Trapp, Heather Menzies-Urich não foi a primeira a morrer.

No ano passado, morreu Charmian Carr, a Liels de A Noviça Rebelde.

A Noviça Rebelde é um dos grandes musicais do cinema. O último dos clássicos, realizado quando o gênero já não era atraente como fora nas décadas de 1940 e 1950. O filme é de 1965. Um pouco antes, temos os êxitos de My Fair Lady e de West Side Story (do mesmo Robert Wise). Como estes dois, A Noviça Rebelde ganhou o Oscar de melhor filme. Foi um campeão de bilheteria. O nosso amor por este musical não se baseia, contudo, no seu êxito, mas na sua beleza, no seu encanto, na sua imensa alegria. No fascínio exercido por esta história que, movida pela força da música, há décadas está sobrevivendo à passagem do tempo

Robert Wise era um mestre. Montou Cidadão Kane, de Orson Welles. Dirigiu Punhos de Campeão e Marcado pela Sarjeta, ambientados no mundo dos boxeadores, mas não apenas sobre lutas de boxe. Também é dele O Dia em que a Terra Parou, clássico da ficção-científica, realizado numa época em o cinema falava de temas cruciais da guerra fria, contando histórias de seres que vinham de outros planetas. Em West Side Story, com a música extraordinária do maestro Leonard Bernstein, modernizou o musical sem romper totalmente com a tradição. Em A Noviça Rebelde, foi menos ousado, mais ortodoxo. E se deixou guiar pelo cuidado de não ser piegas, de não se exceder no sentimentalismo.

O título em português nos distancia do original em inglês: The Sound of Music. No fundo, A Noviça Rebelde é um filme sobre o poder da música, sua força, sua beleza, sua capacidade de mexer com o homem, de redimi-lo, de fazê-lo melhor. O filme conta a história de uma família que se reencontrou quando alguém a reaproximou da música. A cena em que o capitão canta com os filhos, rompendo o silêncio que os separava, é comovente. E é regida pela ternura da canção que dá título ao musical.

Charles Chaplin, gênio do cinema, morreu no Natal de 40 anos atrás

Charles Chaplin morreu na Suíça no Natal de 1977, há 40 anos.

Participou da ceia com a família e da troca de presentes.

Foi dormir e não acordou mais.

Naquele 25 de dezembro, o mundo despertou com a notícia da sua morte.

O vagabundo Carlitos é a maior imagem estética do século XX.

No século XXI, só restará uma imagem do cinema.

A imagem de Carlitos.

Quem disse foi Glauber Rocha.

Há algum exagero na fala de Glauber, porque já vimos que outras imagens do cinema resistiram ao século XXI. Mas há algo que aponta para a incontestável genialidade do artista.

Gênio.

Palavra tão banalizada e usada de forma comumente equivocada.

Não quando se trata de Charles Chaplin, o primeiro gênio de uma arte nova, o cinema.

Ator, roteirista, compositor, produtor, diretor. Chaplin era tudo isso.

Judeu? Talvez.

Comunista? Quem sabe?

Ateu? Provavelmente.

Um imenso humanista? Com toda certeza!

Piegas?

Sentimental?

Dizem seus críticos. Os que preferem Buster Keaton.

Bobagem!

Foi artista e homem da indústria. Brigou com o som e demorou a ceder a ele. Foi cidadão engajado nas lutas do seu tempo. Perseguido pelo Macartismo, teve que abandonar a América que o acolheu na juventude. Vinha de uma infância miserável na Inglaterra, tal como um personagem de Dickens.

O legado de Chaplin é de pura genialidade: alguns dos muitos filmes de curta-metragem e, sobretudo, os de longa duração com o personagem Carlitos.

Quando se dedicou somente aos filmes de longa-metragem, Chaplin produziu numericamente pouco. Mas realizou uma sequência de clássicos absolutos do cinema entre O Garoto e O Grande Ditador.

Em Busca do Ouro é sua obra-prima.

Contém algumas das mais belas imagens da era do cinema silencioso.

E Luzes da Cidade?

E Tempos Modernos?

E O Grande Ditador?

E os dramas pós Carlitos (Monsieur Verdoux e Luzes da Ribalta)?

Luzes da Ribalta conta a história de um palhaço decadente e antecede o momento em que Chaplin teve que deixar a América. A morte de Calvero no palco é como a morte do seu criador. Ao som de Limelight.

Fecho com um fragmento do Canto ao Homem do Povo:

Ó Carlito, meu e nosso amigo,

Teus sapatos e teu bigode

Caminham numa estrada de pó e de esperança

É Drummond.

Anitta é a mulher-símbolo do Brasil 2017

A frase do título não é minha.

É de Antônio Carlos Miguel, conceituado jornalista especializado em música, na sua coluna no G1.

Transcrevo o que ele publicou neste sábado (22) a propósito do novo vídeo de Anitta, que foi, sem nenhuma dúvida, um dos assuntos mais comentados da semana:

Afinal, a música é o que menos importa no clipe “Vai, malandra” (com direito à vírgula esquecida). 

Anitta teria voltado ao “funkarioca” em sua bem montada estratégia para conquistar o mundo pop e, nesse sentido, a nova canção funcionou.

Pelos critérios desses tempos midiáticos, em todos os sentidos, para o bem e para o mal, objeto ou sujeito, ela é a mulher-símbolo do Brasil 2017.

RETRO2017/O Rei manda tudo pro inferno outra vez!

O especial de Roberto Carlos permanece como tradição natalina.

O disco com canções inéditas, não mais.

Em 2017, fui vê-lo ao vivo outra vez.

O Rei (em fotos de Carlos Lira) está na minha RETRO2017.

O show repete a muitíssimo bem-sucedida fórmula que o Rei adota há anos: o set list compila uma série de hits e acrescenta alguma canção nova. Dessa vez, duas (Chegaste e Sereia, hits instantâneos).

Não precisa de nada além disso. É sempre um grande show de um artista extraordinário.

Mas Roberto surpreendeu dessa vez com três números muito especiais.

Um desses números foi, para mim, o maior momento do show: Quero que Vá Tudo pro Inferno.

Esperei décadas para ouvi-la ao vivo com o Rei!

Roberto tem transtorno obsessivo compulsivo. Uma doença que o atormenta e que o fez banir canções do seu repertório. Uma delas era esta, sucesso avassalador da época da Jovem Guarda.

Voltar a cantá-la é uma vitória pessoal na luta contra o transtorno. E um presente para seus fãs.

O artista superou (ao menos parcialmente) o TOC, e o público comemora, ouvindo e cantando essa canção tão imensamente transgressora em sua época.

Outra grata surpresa do show: a inclusão de Sua Estupidez, canção de 1969 que não costuma frequentar o set list do Rei. Eduardo Lages ao piano, grande performance vocal do artista. Belíssima canção!

Mais uma surpresa: Se Você Pensa, do remoto ano de 1968, outra da fase soul do artista. Versão maravilhosa! Atual! Totalmente funkeada!

No mais, as mesmas emoções dos outros shows do Rei. Emoções & Detalhes & Além do Horizonte & Outra Vez & Desabafo & Como Vai Você & Olha & Lady Laura & O CalhambequeNossa Senhora & Como É Grande o Meu Amor Por você & Jesus Cristo!

Todas bem guardadas na memória afetiva do seu público.

Que voz! Que carisma! Que banda! Que show!

Que Noite!

Por tudo isso, nós o chamamos de Rei!

Jane Fonda, atriz, ativista e símbolo sexual, faz 80 anos

Jane Fonda faz 80 anos nesta quinta-feira (21).

Quando a vejo assim, octogenária, tenho que constatar que o tempo passou mesmo!

Jane Fonda.

Filha do extraordinário Henry. Irmã de Peter. Mulher de Vadim.

Atriz que, na juventude, conheceu Lee Strasberg e passou pelo “Método”.

Símbolo sexual quando teve Roger Vadim por perto.

Ativista de esquerda.

Uma mulher notável do seu tempo.

Gosto muito de revê-la em três filmes:

A Noite dos Desesperados

Klute

Julia

Mas não resisto ao delírio pop que é Barbarella.