Hendrix, o maior de todos os guitarristas, faria 75 anos hoje

Se estivesse vivo, Jimi Hendrix, o maior de todos os guitarristas, faria 75 anos nesta segunda-feira (27).

Morreu aos 27, no dia 18 setembro de 1970.

Os garotos que hoje estudam o instrumento e têm às mãos todos os recursos tecnológicos farão coisas inacreditáveis com uma Fender semelhante à de Hendrix, mas não escreverão a gramática, nem a história, como Jimi fez numa carreira tão intensa quanto meteórica. Dizer que a guitarra é extensão do seu corpo é um lugar comum. Tanto quanto classificá-lo como o maior de todos os guitarristas. Mas é verdade. Com o instrumento colado ao corpo, ou dando voltas ao redor deste, às vezes tocando com a boca, Hendrix ultrapassa os limites das convenções musicais. Produz ruídos que se misturam ao que não é ruído. Notas certas no lugar certo fundidas a notas que poderiam ser consideradas incorretas. Acordes que não estão nos manuais, dedos pressionando cordas e trastes como ninguém ousaria fazer. Invenção pura. Resultado excepcional. Como as cores que um gênio da pintura joga numa tela!

O melhor de Jimi Hendrix (a despeito dos muitos títulos póstumos) está nos quatro discos lançados com ele vivo. Os três primeiros, de estúdio. O último, ao vivo.

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