Globo acerta ao afastar William Waack. Racismo é abominável!

Na infância, perguntei à minha mãe o que eram símbolos.

Ela respondeu que podiam ser coisas pequenas que falavam de coisas grandes.

E recomendou que eu prestasse atenção a eles.

Sobre William Waack, acusado de racismo e agora afastado da apresentação do Jornal da Globo:

Num ao vivo, após a solenidade de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio, ele entrevistou Anitta, que acabara de se apresentar ao lado de Caetano Veloso e Gilberto Gil.

A postura de Waack não foi respeitosa. Em síntese, parecia que ele humilhava a cantora com suas perguntas.

Na hora, lembrei dos símbolos da minha mãe. E passei a prestar atenção às posturas dele.

Por isso, talvez, não tenha me surpreendido com a fala abominável que ontem viralizou na Internet e rapidamente provocou o seu afastamento da bancada do JG.

O vídeo, minutos (ou segundos) antes de um ao vivo durante a cobertura das eleições americanas (a Casa Branca está ao fundo), mostra Waack reclamando de uma buzina:

Tá buzinando por quê, seu merda do cacete? Não vou nem falar porque eu sei quem é. É preto. É preto!

A resposta da Globo foi rápida, acertada e coerente com um caminho adotado pela Rede.

Há uns dois anos, o Jornal Nacional abriu espaço para que Maria Júlia Coutinho se defendesse de ofensas racistas disseminadas nas redes sociais.

Recentemente, tivemos o caso de José Mayer, punido sob acusação de assédio sexual a uma figurinista, sua colega de trabalho.

Agora, William Waack.

A Globo fez o que deve ser feito! E ainda noticiou!

Intolerância, homofobia, misoginia, racismo! São coisas absolutamente abomináveis!

Sempre criticada por razões políticas e ideológicas, a Globo tem um posicionamento admirável em relação a esses temas, afinada com os avanços do mundo civilizado e da contemporaneidade.

Pena que tantos não queiram reconhecer!