Pink Floyd, Polenguinho, arco-íris LGBT e a legião de idiotas!

Ouvi de um amigo muito inteligente:

Vivemos um neomedievo!

Pode haver algum exagero, mas não estamos longe.

Ontem (18) mesmo, li estarrecido a notícia de que internautas reagiram mal a uma campanha publicitária da marca Polenguinho.

A campanha é inspirada na capa do disco The Dark Side of the Moon, do Pink Floyd.

Está aí a capa, uma das mais famosas que a indústria fonográfica já produziu.

E está aí a imagem da campanha da marca Polenguinho.

A legião de idiotas que Eco viu nas redes sociais não tardou a se manifestar.

Um absurdo! – logo disseram.

Não compro mais Polenguinho! – também disseram.

O motivo: a marca estaria difundindo a ideologia de gênero ao usar numa campanha publicitária as cores do arco-íris LGBT!

Vou confessar: pensei que fosse uma notícia falsa. Fake total, de tão absurda que era!

Mas aconteceu de verdade!

A marca até soltou uma nota para se explicar, com receio de vender menos.

A ignorância é uma coisa terrível! A burrice, também! O atraso! A ausência de conhecimento! A falta de informação!

The Dark Side of the Moon, o disco do Pink Floyd, é de 1973.

É um clássico absoluto do rock. “Uma coleção de canções brilhantes, melodiosas e vibrantes”, diz aquele livro que indica 1001 discos para você ouvir antes de morrer.

Vendeu milhões de cópias. Está em todas as antologias do gênero.

Sua capa é um ícone pop da segunda metade do século XX.

A música que está no chamado “disco do prisma” foi produzida por esses quatro caras: o pianista Richard Wright (o único morto), o guitarrista David Gilmour, o baterista Nick Mason e o baixista Roger Waters, o Pink Floyd.

Só lembrei do meu amigo:

Vivemos um neomedievo!