Música 8:44

Show do Who é incrível jornada pela história de uma grande banda!

“Come on the amazing journey

And learn all you should know”

Essa é a primeira imagem do The Who que guardei na minha memória afetiva. Foi quando vi o quarteto no cinema, em Woodstock, no comecinho dos anos 1970.

O Who que, mais tarde, vi em Tommy, delírio visual de Ken Russell, era assim.

Agora em 2017, sem Keith Moon e John Entwistle, restaram Roger Daltrey e Pete Townshend (foto de Fábio Tito). Foi como os vi neste sábado (23) no Rock in Rio.

O Who estava em Monterey, Woodstock e Wight.

O Who cantou My Generation.

O Who inventou a ópera rock em Tommy. Voltou ao formato em Quadrophenia.

O Who fez Who’s Next.

O Who, para mim, está entre as cinco maiores bandas da história do rock, numa lista que começa, invariavelmente, com Beatles e Rolling Stones.

O baterista Keith Moon morreu cedo. O baixista John Entwistle viveu até o início do século XXI. Ambos foram levados pelos excessos que cometeram.

Ficaram o cantor Roger Daltrey e o guitarrista Pete Townshend. Setentões, eles mostram pelos palcos do mundo o que foi o Who.

Daltrey desafina. Townshend não dá mais aqueles pulos, nem quebra a guitarra no final.

Mas ainda é o Who.

No Rock in Rio, durante 100 minutos, eles apresentaram uma espécie de antologia do quarteto.

Teve The Kids Are All Right, lá do começo, quando o Who soava como os Beatles. Teve – claro! – My Generation. E teve, sobretudo, canções do Who’s Next, Tommy e Quadrophenia.

Na bateria, Zak Starkey, o filho de Ringo Starr, parece dizer: meu padrinho Keith Moon fazia mais ou menos assim!

Três tecladistas, um guitarrista e um baixista completam o time. Juntos, reproduzem algo que se aproxima do som que o quarteto fazia no passado.

O show é simples. Um hit atrás do outro. Rock da melhor qualidade. A história do rock passando na frente do público que vê ao vivo ou na transmissão pela TV.

Amazing Journey!

Viva The Who!