Zezé Di Camargo, eu vi a ditadura sexta à noite na Rede Globo!

Para mim, foi um dos assuntos da semana:

Zezé Di Camargo, em entrevista a Leda Nagle, disse que não houve ditadura no Brasil.

Para ele, foi militarismo vigiado.

Fez pior: defendeu que os militares voltem para arrumar a casa e depois devolvam aos civis.

Repito o que já escrevi aqui:

O cantor perdeu uma grande chance de ficar calado!

Vendo TV, nesta sexta (15) à noite, pensei na entrevista de Zezé, a quem respeito como representante do nosso sertanejo pop.

Primeiro, por causa do penúltimo capítulo da super série Os Dias Eram Assim.

Durante uns cinco meses (vi todos os capítulos!), o tema ditadura militar no Brasil esteve presente na trama das 11 da noite da Globo.

É importante! É uma história que não pode ser apagada!

Antes que muitos repitam por aí o que Zezé Di Camargo disse.

Depois, vi Pedro Bial entrevistando Caetano Veloso.

Uma conversa que se estendeu por 60 minutos. Caetano e seus filhos, Moreno, Zeca e Tom, agora reunidos num show que estreia em outubro.

E lá estava também o tema ditadura militar no Brasil.

Conversando com Bial sobre a nova edição do livro de memórias Verdade Tropical, Caetano falou do período em que foi preso pelos militares. Ele e Gilberto Gil.

O episódio da prisão é minuciosamente narrado num dos capítulos do livro.

Pois bem, Zezé, houve ditadura militar no Brasil, sim!

A foto que escolhi para fechar esse post é uma das mais fortes imagens da violência do regime de exceção que se estendeu por 21 anos:

O jornalista Vladimir Herzog morto no DOI-CODI, em São Paulo.