Tributo de McCartney é ao american songbook e ao pai

Mexendo nos discos de Paul McCartney.

Lembrando dos 75 anos que o mais musical dos quatro Beatles completa neste domingo (18).

Curiosamente, começo por um disco de exceção. O Kisses on the Bottom, em que Paul presta tributo ao american songbook.

O disco de Paul McCartney traz canções americanas que ele ouviu na infância, geralmente apresentadas pelo pai, que era músico amador. É um acerto com sua memória afetiva. O título é uma expressão de duplo sentido. Um deles, “beijos no traseiro”. É a tradução que fazemos assim que vemos o título na capa. A foto, no entanto, contrasta com o seu caráter chulo: Paul cheio de flores nas mãos, como um autêntico amante à moda antiga, prestes a fazer a felicidade da mulher que ama.

Paul McCartney é um roqueiro que, no fundo, sempre quis fazer canções como Cole Porter e os irmãos Gershwin. E bem que tentou, algumas vezes. Na época dos Beatles, em When I’m Sixty Four e Honey Pie. Ou Your Mother Should Know. Depois, na carreira solo, em You Gave Me the Answer e Baby’s Request. Há outras, mas essas são as principais. Também usou, em Here, There and Everywhere e Honey Pie, uma introdução cantada antes da melodia propriamente dita, modelo que temos tanto em Home como em Always ou Bye Bye Blackbird (que estão no CD). São lembranças inevitáveis quando se ouve Kisses on the Bottom. E a confirmação da presença dessas músicas na vida de Paul.

É gigantesca a lista dos que já gravaram os standards da música americana. Os grandes cantores dos Estados Unidos, negros ou brancos, adoram essas canções. Mas não só os de lá. Há mais de 10 anos, Caetano Veloso se debruçou num disco inteiro sobre o cancioneiro americano (A Foreign Sound), incluindo músicas mais recentes e não apenas aquelas anteriores ao advento do rock’n’ roll. Rod Stewart achou que um era pouco e fez cinco CDs, não disfarçando o caráter ultra comercial da empreitada de qualidade duvidosa. Paul McCartney tinha o dever de não repetir Stewart. Era necessário produzir algo muito melhor. Kisses on the Bottom confirma que ele, felizmente, conseguiu.

McCartney já tinha gravado standards. No disco destinado ao mercado soviético, na década de 1980, tem Don’t Get Around Much Anymore e Summertime. Mas executados por uma banda de rock, ao lado de vários clássicos do rock’n’ roll primitivo. Em Kisses on the Bottom, à exceção de duas canções de sua autoria, dedicou um disco completo aos standards. E com ao menos três escolhas muito positivas. A primeira: convidou um grupo de jazz (o da pianista canadense Diana Krall) para acompanhá-lo. A segunda: não cedeu à tentação, como quase todos, de escolher um repertório óbvio. A terceira: atuou apenas como cantor. E ainda se deu ao luxo de usar o mesmo microfone de Nat King Cole.

Se quisermos, poderemos procurar os defeitos do disco. McCartney não está na praia dele, dirão alguns. Por isto, não fica totalmente à vontade com o repertório, nem com a sonoridade da banda de Diana Krall. Ou: gravou canções que são muito melhores com outras vozes, das damas negras do jazz aos cantores brancos como Sinatra. É tudo verdade. Mas estes argumentos não diminuem o charme do CD. Nós, que amamos os Beatles, sabemos o quanto o american songbook foi fundamental na formação musical de Paul. E que, um dia, ele inevitavelmente se dedicaria a este repertório. Nem que fosse só para prestar um tributo ao pai. Bom que tenha deixado para fazer na velhice.

Antonio Barros e Ceceu e o melhor do nosso São João

Antônio Barros (sozinho ou com Ceceu) compôs centenas de músicas. Entre elas, dezenas e dezenas de sucessos.

É um verdadeiro hit maker o autor de Homem com H.

Costumo dizer que, se tivesse nascido nos Estados Unidos, onde direito autoral é coisa séria, ele seria um milionário.

Nos últimos dias, em meio ao debate sobre a descaracterização do São João de Campina Grande, lembrei muito de Antônio Barros e Ceceu. Dos shows, das conversas, das histórias sobre a criação das canções. Da alegria de estar com eles.

Lembrei, sobretudo, porque os dois são grandes representantes da música do Nordeste. Com um repertório onde há verdadeiras joias do nosso cancioneiro popular.

Como essas três marchinhas que Antônio Barros compôs antes de formar a dupla com Ceceu. Aqui interpretadas pelo Trio Nordestino, Brincadeira na Fogueira, Naquele São João e É Madrugada remetem a regiões profundas do ser do Nordeste.

Confiram na edição do DJ Jorgito.

Prefeito de Campina Grande erra, crente de que está acertando!

Insistir no erro parece ser característica do político brasileiro.

Vimos ontem com Dilma.

Vemos hoje com Temer.

Houve um momento em que os dois reduziram o governo a uma luta insana pela permanência no cargo.

Dilma, nos meses que antecederam a sua deposição.

Temer, agora.

Mas esse texto não é sobre a chapa vencedora de 2014.

É sobre o São João de Campina Grande.

E sobre a capacidade de insistir no erro.

Na semana passada, a partir de uma entrevista de Elba Ramalho, vimos na mídia e nas redes sociais uma intensa discussão sobre a descaracterização do Maior São João do Mundo.

A grade de shows abriu espaço excessivo para artistas sem qualquer vinculação com as tradições das nossas festas juninas, em detrimento de tantos que têm esse vínculo.

OK. É bom para o mercado. É bom para a terceirização do evento. Asseguram os que defendem a mudança.

Certo. Mas e o compromisso que os governos devem ter com o que vai muito além do mercado e da terceirização?

Onde está esse compromisso?

Ao fato: amanheci nesta segunda-feira (12) diante de um vídeo gravado num celular. Nele, o prefeito Romero Rodrigues, durante o show do cantor Pablo, diz ao público do Parque do Povo que vai anunciar uma atração surpresa. Sim! Para a noite de 24 de junho, dia de São João!

Confesso minha ingenuidade: por um instante, acreditei que fosse um grande e inquestionável nome do forró. Como resposta sensata da prefeitura a todo o debate da semana passada.

Que nada!

É Marília Mendonça!

Preciso comentar?

Nunca houve um Batman como Adam West!

Vi o Batman dos anos 1960 na época.

Éramos garotos e levávamos a sério as aventuras da dupla dinâmica. O humor, a coisa pop da série, o intencional caráter kitsch, só percebemos muito depois.

Adorávamos a transformação de Batman e Robin, o bat móvel e a saída da bat caverna, escondida naquele lugar insuspeito.

Torcíamos pelos mocinhos, mas, no fundo, desejávamos que Batman “pegasse” a Mulher Gato!

E tinha a ainda hoje irresistível música-tema composta por Neal Heft, mais tarde recriada por Prince para o Batman de Tim Burton.

No Brasil, vimos em preto e branco. A televisão brasileira ainda não era em cores.

Quando os personagens chegaram ao cinema, tivemos o impacto da cor.

O filme revelava que, ali, ela era elemento essencial.

Fui à estreia, no Cine Plaza, e revi pelo menos umas três vezes. A derradeira, no último dia da década de 1960, numa sessão noturna do Cine Bela Vista. Posso, então, dizer que encerrei os anos 60 vendo Batman.

Na TV, nunca mais vi.

O filme, revi mais de 30 anos depois, no advento do DVD. Reapresentou imagens (o morcego projetado no céu de Gotham City!) que estavam guardadas na minha memória afetiva.

Mas – confesso – achei tudo anacrônico. Gostei só como evocação de uma época.

Agora, morreu Adam West, o protagonista da série. Tinha 88 anos. Envelheceu sendo lembrado pelo personagem. Ficou de tal modo preso a ele que não conseguiu fazer sucesso fora das histórias de Batman. Como o Tarzan de Johnny Weissmuller.

Mas foi o melhor. Digo mesmo sem ser fã.

Adaptada, a velha frase serve para ele:

Nunca houve um Batman como Adam West!

Três discos seminais resumem a arte refinada de João Gilberto

Recluso e longe dos palcos há quase uma década, João Gilberto faz 86 anos neste sábado (10).

A síntese da sua arte está em três discos lançados entre o final dos anos 1950 e o início da década de 1960.

O primeiro LP de João Gilberto, Chega de Saudade, de 1959, é o disco mais importante da Bossa Nova. A música popular brasileira era uma e passou a ser outra depois dele. Suas 12 faixas nos apresentam à revolução estética promovida, principalmente, por João Gilberto e Antônio Carlos Jobim. O disco é do primeiro, mas não existiria sem o segundo, suas canções e seus arranjos.

A batida do violão, ouvida antes acompanhando Elizeth Cardoso em Canção do Amor Demais, e o canto contido de João redimensionaram o samba e projetaram a música do Brasil num cenário que seria transformado por ela. O que ouvimos naquele disco está presente em muito do que os artistas brasileiros produziram nas décadas seguintes. Influência que se estendeu pelo mundo, na Europa, Japão e, sobretudo, no jazz americano.

O repertório de Chega de Saudade reúne músicas de Tom Jobim e seus parceiros (Vinícius de Moraes na faixa que dá título ao disco. Newton Mendonça em “Desafinado”), mas também de autores que ficaram conhecidos através da Bossa Nova, como o Carlos Lyra de “Maria Ninguém” e o Roberto Menescal de “Lobo Bobo”. Compositor bissexto, João Gilberto assina “Oba-lalá” e “Bim Bom” e relê duas fontes: o Ary Barroso de “É Luxo Só” e o Dorival Caymmi de “Rosa Morena”.

Ao LP Chega de Saudade, seguiram-se mais dois discos: O Amor, o Sorriso e a Flor e João Gilberto. Os três me parecem suficientes como tradução do que foi a Bossa Nova. Seminais, formam um conjunto de excepcional beleza e grande unidade. São tão indissociáveis quanto a fusão da voz de João Gilberto com a batida do seu violão.

A batida que João criou é a síntese do samba e a sua reinvenção. A utilização dos baixos desaparece para dar lugar a uma mão direita que percute o ritmo, enquanto a esquerda oferece acordes dissonantes num refinado desenho harmônico. A execução ilude o ouvinte e até o músico: ela parece simples, mas é muito complexa. A voz nem sempre se deixa guiar pelo instrumento que a acompanha. Ora está adiantada, ora atrasada, às vezes os dois se encontram.

É necessário entender este diálogo para que não se incorra no erro de diminuir o artista e sua invenção.

Caetano Veloso, a amizade e o comunismo de Vladimir Carvalho

Caetano Veloso.

Vladimir Carvalho.

Comunismo.

Aproveito a presença de Vladimir em João Pessoa para contar a história de uma amizade iniciada 55 anos atrás.

Muitos talvez não a conheçam.

1962. Aos 27 anos, Vladimir Carvalho largou tudo na Paraíba (o cinema que começava a realizar, a crítica de cinema que fazia) e se mandou para a Bahia.

Foi cursar Filosofia em Salvador. A Universidade da Bahia ainda tinha as marcas do grande reitorado de Edgar Santos.

Na sala de aula, conheceu um rapaz franzino que tinha 20 anos e estava dividido entre o cinema e a música. Publicava críticas nos jornais, queria ser cineasta ou compositor popular.

Vira em Godard seu primeiro filtro pop, e João Gilberto mudara a sua cabeça.

Vinha de Santo Amaro, no Recôncavo. Chamava-se Caetano Veloso.

O pai lhe ensinou que pior do que um comunista era um anticomunista.

Vladimir era comunista, mas convidava os colegas para os shows de rock de um garoto chamado Raulzito. Mais tarde, misturava Lênin com Roberto Carlos quando falava da Jovem Guarda.

A amizade entre os dois nasceu guiada pelo amor ao cinema. E atravessou o tempo, apesar das distâncias.

Vladimir sempre se refere a Caetano de maneira muito afetuosa quando conta histórias da sua passagem pela Bahia no início dos anos 1960:

Me lembro que ainda nos bancos da universidade ele recitava de memória todo o texto do Hiroshima, Mon Amour, sorvendo com prazer as palavras. 

Uma lembrança de Caetano:

Eu o adoro. Eu o adorava na faculdade e continuei adorando na memória e nos raros encontros posteriores. 

Vladimir nunca se afastou da militância comunista.

Caetano, que compôs uma canção corajosa sobre Marighella, sempre esteve à esquerda da esquerda.

Nos 70 anos de Vladimir, Caetano prestou uma bela homenagem ao amigo documentarista.

Transcrevo:

Vladimir Carvalho é um amigo que eu via muito no tempo da universidade e vejo pouco hoje em dia. No entanto, quando penso nele penso num amigo constante. Há pessoas que parecem engrandecer-se por aderirem à luta pela justiça social. Vladimir é o tipo do sujeito que engrandece esses ideais, com sua adesão. E isso pode-se sentir em sua convivência, em sua conversa e em seus filmes. 

Lembrança de Elba Ramalho numa noite mágica e inesquecível!

Um veio d’água na serra

É um olho d’água

Um veio d’água no rosto

É uma mágoa

A correr

Os versos de Luiz Ramalho ficaram retidos na minha memória afetiva do jeito que eu os ouvi naquela noite.

Era sábado, uma semana antes do carnaval de 1980.

Na Piollin (a primeira, por trás da Igreja de São Francisco), as arquibancadas do circo (sem a empanada) foram montadas na entrada da escola fundada por Luiz Carlos Vasconcelos e Everaldo Pontes.

O palco, de costas para o portão, estava pronto para receber Elba Ramalho no show Ave de Prata.

Elba vinha da Ópera do Malandro, de Chico Buarque, e já passara por aqui dividindo o palco com Tadeu Mathias no acústico Baião de Dois.

Mas assim, com banda e já com disco lançado, era a primeira vez.

Noite de sábado, verão, clima de carnaval, arquibancadas lotadas, gente em pé!

E lá vem Elba oferecendo sua música a uma plateia a quem começava a mostrar seu imenso talento.

Era uma Elba que o tempo cuidaria de lapidar. Mas já havia nela uma força e um vigor que os grandes artistas têm.

A força da voz, visceral, nordestina, mas antenada com o mundo.

O vigor no palco, espaço que domina como poucos.

Ave de Prata, o começo de tudo. No Brasil que começava a enxergar a luz. No Nordeste que projetava novos artistas. Elba brilhando no meio deles. Partindo para uma carreira digna e fiel ao que ela é e ao que representa.

Para mim, aquela noite no circo da Piollin foi verdadeiramente mágica!

Mágica e inesquecível!

Vladimir Carvalho debate cinema e cineclubismo na FCJA

O cineasta Vladimir Carvalho chega nesta quarta-feira (07) a João Pessoa para dois compromissos na Fundação Casa de José Américo.

A Fundação comemora os dois anos do cineclube O Homem de Areia, que é o nome do documentário de Vladimir sobre José Américo de Almeida. O presidente da FCJA, Damião Ramos, disse que a comemoração, mais do que festiva, será cultural e histórica.

Nesta quarta, as sete e meia da noite, será exibido o filme A Juventude, de Paolo Sorrentino. Em seguida, Vladimir Carvalho e o psicanalista Luis Andrade debatem o filme.

Na quinta-feira (08), às nove e meia da manhã, será exibido o curta Diálogo de Vladimir Com Zé Américo e o Cinema. Depois, o documentarista participa de uma mesa redonda sobre cinema e cineclubismo na Paraíba.

Vladimir Carvalho é um artista que orgulha a Paraíba. E uma grande figura humana. Tê-lo por perto é sempre uma alegria!

Maysa, tristezas e desamores

Ne Me Quitte Pas, de Jacques Brel, é uma das mais belas canções do mundo. Tem dezenas de registros em vários idiomas.

A gravação de Maysa é prova inconteste de que a brasileira é uma intérprete extraordinária, que seria reconhecida como grande cantora em qualquer lugar do mundo.

Os olhos? A boca? Os cabelos? Quem é essa mulher?

Alguém tenta desvendá-la a partir dessas perguntas num texto que li.

Sim! Os olhos! A boca! Os cabelos! Certamente! Mas, sobretudo, a voz!

A voz e o que ela traduz: as tristezas, a angústia, os desamores.

Maysa é de uma linhagem à qual pertencem Billie Holiday, Edith Piaf, Janis Joplin, Elis Regina, Amy Winehouse. Cada uma no seu lugar,  no seu tempo e com seus talentos específicos.

Sua carreira, a rigor, não deu certo. Sua vida não deu certo. Maysa foi consumida pela solidão e pelo álcool. Quando morreu, aos 40 anos, tinha uma trajetória de duas décadas e estava em declínio.

Faria aniversário nesta terça-feira (06). Seu canto está acima do bem e do mal!

Elba aposta em delicadeza e elegância com quem não merece

Elba Ramalho divulgou um texto em que se dirige ao prefeito de Campina Grande.

Explicou a entrevista dada em Pernambuco sobre a descaracterização do São João.

O tom é conciliatório. Delicado, elegante.

Combina com as práticas dela. Também com o amor que tem à cidade.

Não me surpreende.

A manifestação da artista me remeteu ao artigo que, ontem (05), o jornalista Marcos Alfredo, coordenador de comunicação da Prefeitura de Campina Grande, postou no Facebook, respondendo à fala de Elba em solo pernambucano. Texto grosseiro e deselegante que mais tarde ele tentou justificar. Depois, o próprio prefeito Romero Rodrigues se manifestou.

Sabem qual é a minha conclusão?

Elba foi delicada e elegante com quem não se mostrou merecedor.

Transcrevo o texto dela:

Campina Grande, você retém uma das mais belas e competentes festas juninas do Brasil. Sou muito feliz em estar todos os anos nesse palco que tantas emoções e alegrias já me trouxe.  
Minha fala em Caruaru não foi para criticar, senão reivindicar a participação de mais artistas regionais nas noites alegres do São João Campinense, uma festa caracterizada pelo forró. O forró que aprendemos com Seu Luis , Jackson do Pandeiro, Marinês, Dominguinhos e trios maravilhosos como o Trio Nordestino, Os 3 do Nordeste…
Essa é minha humilde opinião, pode não ser a sua, e em nada diminui a admiração que tenho pelos meus colegas sertanejos.Um peso para cada medida.
Aprendamos a respeitar as opiniões contrárias, sejamos gentis e educados na discordância. Poderia estar cantando em qualquer cidade do Brasil, mas finquei o pé em Campina e lutei para estar lá no dia 23.
Agradeço o esforço do prefeito Romero Rodrigues por sair em defesa de minha permanência nessa noite gloriosa de São João.
Minha gratidão e admiração! Sei da sua luta para manter a festa de pé em face a grande crise econômica que atravessamos. Não vamos mais polemizar, vamos festejar!

Rezei muito antes de escrever esse texto, pois costumo semear sempre nas vinhas do Senhor.
Meus sentimentos são sempre de paz e bem, não esqueçam, vocês sabem quem eu sou 
Deus no comando, tudo será como Ele quer que seja. 
QUE SÃO JOÃO ACENDA FOGUEIRAS DE AMOR NO NOSSO CORAÇÃO!
Paz&Bem!