Há 50 anos, Festival de Monterey projetou Hendrix e Joplin

Sexta 16, sábado 17, domingo 18 de junho. Tal como agora em 2017. Só que há 50 anos.

Naquele fim de semana, o Festival de Monterey se transformou no primeiro dos grandes festivais de rock.

Os Beatles, duas semanas antes, haviam lançado o LP Sgt. Pepper, e os hippies viviam o verão do amor.

O festival projetou Jimi Hendrix (na foto, com Brian Jones), que, embora americano, ainda não era conhecido nos Estados Unidos.

E também Janis Joplin, a cantora do grupo Big Brother and Holding Company. Sua performance no blues Ball and Chain é inesquecível.

Monterey foi uma espécie de ensaio para Woodstock, que, dois anos mais tarde, se consagraria como o maior e mais importante evento do gênero.

A síntese do que foi Monterey está no filme de D. A. Pennebaker. Monterey Pop tem inestimável valor documental. E inaugura uma série de filmes de longa metragem (Woodstock, Gimme Shelter, etc.) que levaram muita gente aos cinemas, sobretudo na década de 1970.

Vistos de longe, festivais como o de Monterey são ingênuos e espontâneos. Têm boa música pop e muito amadorismo.

O rock ainda não estava contaminado pelo profissionalismo que, mais tarde, transformaria os grandes shows em espetáculos indiscutivelmente belos, mas às vezes assépticos demais.