Morre Jonathan Demme. “O Silêncio dos Inocentes” é maior legado

Morreu aos 73 anos o cineasta americano Jonathan Demme.

Ele tinha câncer no esôfago. Problemas cardíacos, decorrentes da doença, levaram à morte.

Demme trabalhou com Roger Corman, mestre dos filmes B. Levou astros da música para a tela (Talking Heads, Neil Young, Justin Timberlake). Realizou um filme sobre a AIDS (Filadélfia) quando a doença ainda era uma sentença de morte.

Seu maior legado é O Silêncio dos Inocentes. A produção, de 1991, conquistou o Oscar de melhor filme e deu a estatueta de melhor direção a Demme.

Um grande filme, extremamente bem resolvido, que se destaca entre o melhor cinema da década de 1990.

O Silêncio dos Inocentes provoca medo, mas vai muito além.

Seria pouco dizer que a história construída em torno da relação do canibal atrás das grades (Anthony Hopkins) com a jovem agente federal (Jodie Foster) é apenas assustadora. Ela tem elementos que perturbam e inquietam de verdade o espectador.