Sérgio Sampaio fez música para Roberto Carlos sem poupar o ídolo

Se estivesse vivo, o compositor capixaba Sérgio Sampaio faria 70 anos nesta quinta-feira (13). Morreu em 1994, aos 47 anos, sem conseguir manter uma carreira estável que fosse proporcional ao seu talento.

Há o grande disco de estreia, em 1973, puxado pelo êxito comercial da canção Eu Quero é Botar Meu Bloco na Rua. E há um (bom) segundo disco cujo título, Tem que Acontecer, apontava para as dificuldades que o artista tinha para se manter no mercado fonográfico.

Sérgio Sampaio é da geração que conquistou dimensão nacional na década de 1970, depois do Tropicalismo. Muito ligado a Raul Seixas, dividiu com o baiano (mais Edy Star e Miriam Batucada), antes da fama, o projeto coletivo Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10.

Fã de Roberto Carlos (e, como o Rei, filho de Cachoeiro do Itapemirim), Sérgio Sampaio compôs e gravou um blues dedicado ao ídolo. Mas Meu Pobre Blues acaba por não poupar o homenageado.

Vamos ouvir?