“Manchester à Beira-Mar” merece mais o Oscar do que “La La Land”!

Revi La La Land! Todo mundo dizendo que é o máximo! Fui rever!

Gostei menos ainda do que da primeira vez!

Que filme bobo! Que coisa artificial! Quase fui embora no meio da projeção!

É digno apenas da sessão da tarde.

Fui ver Manchester à Beira-Mar.

É um bom filme. Não mais do que isso.

Acho que esses tempos paupérrimos em que vivemos têm levado as pessoas a grandes surpresas quando elas se veem diante de algo apenas acima da média.

Parece ser o caso de Manchester à Beira-Mar.

Spoiler não é bacana! Então, nada de spoiler!

Mas posso ao menos dizer que a cena que explica o passado do personagem principal é forte sobretudo por causa da música.

Como é belo o Adagio de Tomaso Albinoni!

Alguém dispõe de oito minutos para ouvir?

Manchester à Beira-Mar fala de luto, de perdas. Fala, sobretudo, daquilo que não se recupera nunca mais!

Tem a virtude da contenção. Da ausência de excessos. De não ser piegas. De ter uma narrativa sóbria.

Merece três estrelas e meia!