O “haverão” do ministro: Marcos Bagno diz que problema é outro!

O professor Marcos Bagno, autor de Preconceito Linguístico, é conhecido nacionalmente como representante de  uma corrente da Linguística que não exige o cumprimento da norma culta.

Ele não vê nenhum problema que o ministro Mendonça Filho, da Educação, diga “haverão” (haverão mudanças no Enem, quando o correto é haverá mudanças).

Eu vejo! Mas o estudioso da língua é Bagno!

Ontem (23), tratei do assunto aqui na coluna. No texto, mencionei o professor, que conheci durante as férias que passou, há pouco, em João Pessoa.

Nos falamos in box sobre o “haverão” do ministro Mendonça Filho.

Agora, vejo a manifestação pública de Bagno, através do Facebook.

Não posso deixar de dividir com vocês.

Transcrevo a opinião de Marcos Bagno:

Problema nenhum em dizer “haverão”, acontece com qualquer ser humano normal. O problema é a criatura ocupar o cargo que ocupa e ser a criatura o que é: um pusilânime, um energúmeno, uma besta-quadrada ao quadrado. A concordância verbal me incomoda muitíssimo menos do que a discordância ideológica que, de minha parte, é absoluta. Problema nenhum em dizer “haverão”: problema é ser um réptil, um protozoário social, um vírus infeccioso.