Ministro da Educação (logo ele!) não pode errar no verbo haver!

Sim! Eu sei que ninguém é obrigado a seguir a norma culta quando fala!

Claro que eu sei!

Viva os falares do povo! – dirão, com razão, muitos estudiosos da língua.

Mesmo no texto escrito, a necessidade da adoção de um tom coloquial (agora mesmo, no online!) pode justificar coisas que não fazemos quando seguimos rigorosamente o que mandam as regras do melhor português.

Sei de tudo isso!

Mas, vamos combinar!, que é triste ver o ministro da Educação (logo ele!) cometer um erro imperdoável, crasso (como registrou a Veja), lá isso é!

É tão triste que virou notícia!

“Haverão mudanças”, disse o ministro Mendonça Filho sobre o Enem.

Senti vergonha alheia!

O ministro da Educação não aprendeu a usar o verbo haver!

Não conhece aquela “regrinha” básica que a gente aprende cedo na escola!

Quando se trata de tempo, o verbo haver é impessoal, Sr. Ministro!

Pergunte ao presidente Temer, que ele sabe!

Estou sendo preconceituoso? O que diria Marcos Bagno, que sabe tudo de Linguística e é de uma corrente que questiona uma série de rigores que aprendemos na escola?

Acho que não! Estou apenas torcendo para que o ministro da Educação, por ser da Educação, trate bem a língua!

Mendonça Filho à frente da Educação, mostrando que não sabe ao menos conjugar o verbo haver, é apenas um dos tantos retratos das escolhas ministeriais regidas preferencialmente pelas questões políticas.

No Facebook, vi alguém defender o ministro com um desafio.

Algo mais ou menos assim:

Quem nunca errou na conjugação do verbo haver, que atire a primeira pedra!

Pois é! E ainda tentam justificar o injustificável!