Se estivesse vivo, Kurt Cobain faria 50 anos hoje

Se estivesse vivo, Kurt Cobain, o líder do Nirvana, faria 50 anos nesta segunda-feira (20).

Quando se matou aos 27, em 1994, estava entediado e velho.

Brian Jones, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison – Cobain entrou nessa estatística boba dos que morrem aos 27.

Com os muitos excessos que cometeu e a inadaptação ao mainstream em que se viu jogado junto com sua banda, é sempre difícil imaginá-lo aos 50.

O sucesso o colocou num mundo que combatia – um status com o qual Cobain não se sentia à vontade e que, até hoje, incomoda muitos dos seus fãs.

Kurt Cobain parece, de fato, com aqueles caras que são tão loucamente intensos que não podem viver muito. Como – sem querer comparar os dotes musicais – um Charlie Parker.

Da carreira meteórica e conturbada, ficou, no mínimo, um dos grandes discos do rock. Não é pouco. Nevermind, que começa com o poderosíssimo hit Smells Like Teen Spirit, tem a força do verdadeiro rock’n’ roll. A despeito de ser rústico, primitivo, é absolutamente antológico.

Anterior ao Nevermind, Bleach é cru em demasia e traz a banda em busca dos seus caminhos. Posterior ao Nevermind, In Utero contém um dilema: o que fazer depois de um disco tão bom?

Se você gosta de rock e ainda não parou para ouvir o Nirvana de Nevermind, pode acreditar, não faz ideia do que está perdendo.

Tem uma lacuna a preencher!