Zuckerberg faz discurso ideal, mas está longe da realidade!

Mark Zuckerberg publicou nesta quinta-feira (16) uma carta em que dialoga com os usuários do Facebook. Defende o conceito de uma comunidade global.

Fundador e CEO da rede social, Zuckerberg reage às críticas feitas ao Facebook.

O Face promove censura? Estimula discursos de ódio? Difunde notícias falsas? Acabou contribuindo com a eleição de Donald Trump?

Qual pode ser o seu papel no projeto de uma comunidade global?

Para a construção dessa comunidade global, Zuckerberg defende cinco mandamentos:

Comunidades solidárias. Comunidades seguras. Comunidades informadas. Comunidades civicamente engajadas. Comunidades inclusivas. 

Muito bom como lista de propósitos!

Tomemos o exemplo brasileiro. O que nós, usuários do Facebook, temos visto?

O que, na prática, o Face tem feito entre nós, um país mergulhado numa crise econômica e num impasse político, a não ser contribuir significativamente para acentuar as nossas divisões e a intolerância dos extremos?

Em que medida o Face que nós frequentamos, onde fazemos “amigos”, produz conteúdos que contribuem com a construção dessa comunidade global que possa melhorar o mundo?

O mundo de Zuckerberg, com suas comunidades solidárias, é belo e irreal como a letra de Imagine, essa balada do beatle John, que nós tanto amamos! Mas que nada pode fazer pelo caos do Espírito Santo quando é executada nas ruas por um motorista solitário!

O mundo está doente, disse o Papa Paulo VI. Faz tempo. Foi nos anos 1960, creio.

A frase continua valendo. Ou vale ainda mais!

As redes sociais têm um papel a desempenhar. O discurso de Mark Zuckerberg trata disso. É interessante como documento sobre a contemporaneidade. Inquieta, mas propõe caminhos difíceis nesse mundo convulsionado.

O progresso agora exige que a humanidade se una não como cidades ou nações, mas como uma comunidade global.

A frase de Zuckerberg parece mais com os versos utópicos de Lennon do que com a vida real!