Um muro a separar homens. E um pedaço do Muro de Berlim no bolso

O pianista e professor Gerardo Parente, grande figura que viveu e morreu na Paraíba, passava por Berlim quando soube que o muro estava sendo derrubado. Correu para lá, pegou um diminuto fragmento e colocou no bolso.

Quando voltou para João Pessoa, me ligou, empolgado, para contar a história.

Gerardo amava a liberdade tanto quanto amava a música. E mantinha a crença de que o homem não podia ser separado por um muro.

Ingênuo, não?

Utópico, não?

Mas admirável! Na conversa cheia de emoção ou na execução de uma melodia de Villa-Lobos.

Lembrei de Gerardo Parente quando vi o presidente Trump anunciando a construção do muro na fronteira dos Estados Unidos com o México.

Selecionei duas fotos para ilustrar essa brevíssima conversa.

A primeira, da construção do Muro de Berlim. A segunda, da sua derrubada.