Qual o melhor disco de Tom Jobim? Fico com “Matita Perê”. Ouça.

Volto a Antônio Carlos Jobim, que, se estivesse vivo, faria 90 anos nesta quarta-feira (25).

Jobim compôs muito, e suas músicas têm dezenas, centenas, creio que milhares de gravações pelo mundo.

Mas sua discografia é pequena, se pensarmos somente nos discos solo e autorais. Pouco mais de 10 títulos, de The Composer of Desafinado Plays a Antônio Brasileiro.

A grande maioria, gravou nos Estados Unidos. Quando Tom morreu, 22 anos atrás, alguém disse que as gravadoras brasileiras não o gravavam, mas depois lançavam o disco por aqui ou – pior – distribuíam o repertório em coletâneas infames.

Tenho toda a discografia de Jobim, e nada me desagrada. Se sairmos dos títulos solo e autorais, aí a lista é extensa: gravações ao vivo, trabalhos com outros artistas, edições póstumas, tributos.

Quando me perguntam qual o disco da minha preferência, não tenho dúvida: Matita Perê, de 1973. É nele que está Águas de Março. É nele que Tom registrou a suíte A Casa Assassinada, escrita a partir de Chora Coração, tema composto em parceria com Vinícius de Moraes. Alternando canções com música instrumental, Jobim vai do popular ao erudito. É disco seminal!

Aí está a capa.

E aí está Matita Perê, o álbum completo.

Vamos ouvir?