Teatro de Shakespeare, um tesouro da humanidade em sua casa!

Uma vez, há muitos anos, o professor Tarcísio Burity me convidou para ir à sua casa ouvir música erudita. No meio da audição, ele me mostrou uma caixa semelhante a essa:

Peguei na caixa e pensei:

Puxa, estou diante de um verdadeiro tesouro da humanidade! A obra completa de Mozart!

Sem essa obra, a humanidade seria menos humana, diria Otto Maria Carpeaux.

De Mozart para William Shakespeare.

Não vou escrever sobre Shakespeare. Não acrescentaria coisa alguma a tudo o que já foi dito sobre ele e sua obra.

Mas quero fazer dois ou três registros.

Meu primeiro contato com Shakespeare foi no final da infância, quando vi o Romeu e Julieta de Zeffirelli.

Gosto até hoje. O filme me levou a ler o texto. O livrinho de capa preta das Edições de Ouro trazia ainda Tito Andrônico, um completo lado B do autor, que li na adolescência.

Quem, então, me conduziu a Shakespeare foi o cinema.

O Hamlet de Laurence Olivier.

O Júlio César de Mankiewicz, com o Marco Antônio de Marlon Brando.

Filmes sugerindo leituras. Como deve ter ocorrido com muita gente.

Entre meus livros, edições avulsas. Uma peça aqui, outra ali. Nunca o conjunto.

Agora, me vejo diante desse box editado no Brasil pela Nova Aguilar para marcar os quatro séculos da morte de Shakespeare. O seu Teatro Completo em três volumes. Tradução de Barbara Heliodora, que sabia tudo do autor.

Quando incorporei o box aos meus livros, lembrei do professor Burity e sua coleção de Mozart.

E pensei:

O Teatro Completo de Shakespeare! Puxa! Estou diante de um tesouro da humanidade!