No Dia da Consciência Negra, Zumbi, um pastor e quatro músicos

No Dia da Consciência Negra, Dom José Maria Pires.

Dom Pelé, Dom Zumbi. Arcebispo da Paraíba por 30 anos. Firme e doce a um só tempo. Pastor cristão que dialogava com os não cristãos. Com os ateus. Que celebrou a Missa dos Quilombos. Que tinha a convicção de que o problema do mundo não estava na divisão entre capitalistas e socialistas, mas entre ricos e pobres.

(Essa foto, ganhei dele quando eu tinha sete anos. O ano está na dedicatória: 1966.)

DOM JOSÉ

No Dia da Consciência Negra, Gilberto Gil.

Brasil, São Paulo, SP, 01/08/1979. O músico, cantor e compositor Gilberto Gil, durante entrevista. Pasta: 23.854 Foto: Kenji Honda/AE

Agora que a América elegeu Trump e que a França pode dar uma guinada à direita, lembro da presença de Gil no SOS Racismo, em Paris, e dos versos escritos em francês 30 anos atrás, mas ainda tão atuais.

A tradução é mais ou menos assim:

O que faz Jean-Paul Sartre pensar

Faz Yannik Noah jogar

Faz Charles Aznavour cantar

Faz Jean-Luc Godard filmar

Faz bela Brigitte Bardot

Faz pequeno o maior dos franceses

Faz grande o menor dos chineses

Portanto, não incomode meu chapa!

No Dia da Consciência Negra, Moacir Santos.

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O maestro lembrava que todos os homens são irmãos. E acrescentava algo: que alguns são irmãos duas vezes. Quando somente a verdade prevalece entre eles.

Na hora em que se ajoelhou diante de uma igreja, pedindo para ser merecedor do amor de uma mulher, o autor de Nanã não rogou ao Deus dos católicos, mas à mãe natureza!

No Dia da Consciência Negra, uma imagem que não precisa de palavras. Pixinguinha fotografado por Walter Firmo.

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No Dia da Consciência Negra, Zumbi, de Jorge Ben. África Brasil!