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Primeiro jornal da TV Cabo Branco foi ao ar há 30 anos

Antes que o mês termine, quero fazer um registro: o primeiro jornal da TV Cabo Branco foi ao ar há 30 anos, em outubro de 1986. Foi apresentado por Geraldo Oliveira (foto) e Bertrand Freire.

Conto um pouco dessa história.

geraldo-oliveira

A TV Cabo Branco, primeira emissora de televisão de João Pessoa, entrou no ar em caráter definitivo, como afiliada da Rede Globo, no primeiro dia de janeiro de 1987. Mas, antes, houve uma fase experimental, que durou pouco menos de três meses, entre outubro e dezembro de 1986.

Nessa fase experimental, a emissora transmitia o sinal da Band. Muitos dos seus profissionais estavam experimentando o veículo pela primeira vez. Eram jornalistas que vinham de outras plataformas e jovens recrutados na Escola Técnica para postos operacionais. Todos haviam passado por um treinamento que durou alguns meses e, de fato, teriam a oportunidade de “treinar” no ar, antes que a TV passasse a operar como afiliada da Globo.

O primeiro telejornal se chamou Câmera 7. O 7 era uma alusão ao horário em que ia ao ar e ao canal da emissora.

Estávamos no Brasil do Plano Cruzado, do governo Sarney, e às vésperas de uma eleição. O deputado federal Tarcísio Burity seria eleito governador pelo PMDB.

As primeiras edições do Câmera 7 falavam das eleições, das ações da Sunab para garantir o êxito do Plano Cruzado, cobriam os eventos esportivos, a agenda cultural da cidade. Dava ao pessoense a oportunidade de se ver todas as noites num telejornal.

Campina Grande, com a TV Borborema, teve uma emissora de televisão em 1963. João Pessoa demorou muito para ter o seu primeiro canal. Vivíamos do que as repetidoras nos ofereciam. Basicamente, do que era produzido no Recife. A chegada da TV Cabo Branco foi, portanto, um marco na vida da cidade.

O Câmera 7 era, por certo, um telejornal cheio de limitações. Mas era o resultado do esforço de uma equipe consciente de que desempenharia o papel histórico de por no ar a primeira emissora de televisão de João Pessoa.

Não posso mencionar todos os envolvidos, mas há alguns nomes que quero registrar:

Dos repórteres Joanildo Mendes, Saulo Moreno, Gisa Veiga, Karla Almeida, Naná Garcez e Ruth Avelino. Outros, que chegaram logo depois, ainda não estavam nesses primeiros dias.

Dos editores de imagens Carlos Alberto e Bernadete de Oliveira, que editaram comigo o Câmera 7.

Do editor geral, Erialdo Pereira, e do chefe de reportagem, Rubens de Abreu. Do gerente operacional, Cacá Martins.

Não havia computadores, muito menos internet. Usávamos máquinas de datilografia e um tele-prompter doméstico. Além de grandes fitas U-matic. As equipes que acompanhavam os repórteres tinham um cinegrafista, um operador de VT e um iluminador.

Muitos dos garotos e garotas da geração Y, que hoje dividem conosco os espaços de uma redação, ainda nem eram nascidos.