Quinteto da Paraíba convida Xangai para concerto memorável

xangai-jp

Quinta e sexta-feira (13 e 14), o Quinteto da Paraíba deu início a um novo projeto. Nele, o grupo sobe ao palco trazendo sempre um artista convidado. O primeiro foi Xangai.

Tinha tudo a ver. No final dos anos 1990, o quinteto e o cantor baiano gravaram juntos um disco antológico (Um Abraço Pra Ti, Pequenina). Parte do repertório foi reapresentada no concerto de dois dias atrás.

Ave de Prata, de Zé Ramalho, teve uma grande performance vocal de Xangai. Mas lá estavam também momentos marcantes de Antônio Barros, Geraldo Vandré e Herbert Vianna.

E – claro! – de Jackson do Pandeiro. Como Alceu Valença e Gilberto Gil, Xangai tem em Jackson uma de suas influências. No jeito de cantar, no modo de fazer a divisão rítmica.

Conheci Xangai no Projeto Pixinguinha de 1979. Faz tempo! Tenho muita admiração pelo trabalho dele.

Sempre correu por fora, longe do mainstream. É opção. Fica como interessantíssima reserva de qualidade e independência.

Canta muito. Belo timbre vocal com notáveis falsetes. Recursos preservados a despeito da passagem do tempo, como vimos sexta-feira no palco da Sala de Concertos Maestro José Siqueira, do Espaço Cultural.

O quinteto abriu com números instrumentais. Em seguida, dividiu o palco com Xangai. Mais na frente, o convidado ficou só ao violão. E, por fim, grupo e cantor se encontraram para o grande final.

Belíssimo concerto! Muito oportuno para abrir esse projeto Quinteto da Paraíba Convida. Em janeiro tem mais. Carlos Malta, me disse Xisto Medeiros.

Todos de parabéns!