Tirar Aquarius do Oscar é erro tão grosseiro quanto botar Lula, o Filho do Brasil

Aquarius, excepcional filme de Kléber Mendonça Filho, era o favorito, mas perdeu, para um filme que ninguém viu (Pequeno Segredo), a chance de entrar na disputa pelo Oscar de melhor filme em língua estrangeira.

O governo brasileiro atuou para que Aquarius não fosse o representante do Brasil na disputa? Se o fez, fez muito mal!

Aquarius (como O Som ao Redor, primeiro longa de Kléber) é um grande filme, no nível do que se faz de melhor no mundo atualmente. Orgulharia o Brasil se fosse indicado pela Academia para disputar a estatueta.

Qual o problema do cineasta ser contra o governo Temer? Um eventual protesto dele na cerimônia do Oscar (como ocorreu em Cannes) seria legítimo e faria parte do jogo democrático.

Não escolher Aquarius é um erro tão estúpido quanto escolher Lula, o Filho do Brasil, de Fábio Barreto, uma cinebiografia medíocre do ex-presidente Lula.

Sim! E Lula, o Filho do Brasil, no último ano do governo Lula, foi o eleito para representar o Brasil na disputa pelo Oscar de melhor filme em língua estrangeira!

Lembram? Eu não esqueci!