Zé Ramalho e Sinfônica começam nesta terça ensaios para concerto histórico

O primeiro ensaio de Zé Ramalho com a Orquestra Sinfônica da Paraíba deve ocorrer nesta terça-feira (02) à noite em João Pessoa. Na sexta-feira (05), o compositor e a orquestra se apresentam às 20h30 no teatro A Pedra do Reino, do Centro de Convenções.

O concerto de Zé Ramalho com a Orquestra Sinfônica da Paraíba faz parte das comemorações dos 40 anos de carreira do artista. A celebração teve início, há poucos dias, com o lançamento de uma caixa com um DVD e três CDs acústicos pelo selo Discobertas.

A Orquestra Sinfônica da Paraíba subirá ao palco do teatro A Pedra do Reino para o concerto com Zé Ramalho com uma formação de 138 músicos.

O maestro Luiz Carlos Durier explicou que a orquestra será formada pelos músicos da OSPB e os da Orquestra Sinfônica Jovem. Zé Ramalho, segundo o maestro Durier, atuará como o solista da orquestra, acompanhando-se ao violão em dez de suas canções.

O compositor trará o baixista com quem trabalha há muitos anos. O músico da banda de Zé se integrará a uma base de música popular que tocará com a orquestra e que será formada por Leo Torres (guitarra), Glauco Andreza (bateria) e Erick John (teclado).

 

 

 

Ney Matogrosso, 75 anos: indicações para reouvir a sua música

Nesta segunda-feira (01/08), Ney Matogrosso faz 75 anos. Seguem algumas indicações para quem quer ouvir (ou reouvir) o trabalho desse grande artista:

SECOS E MOLHADOS

De 1973. Primeiro dos dois discos dos Secos e Molhados, o grupo que revelou Ney Matogrosso. Foi um sucesso absoluto de crítica e público e uma grande ousadia em plena ditadura militar. Novo em sua proposta musical, novo também pela atitude.

ÁGUA DO CÉU – PÁSSARO

De 1975. Primeiro disco solo de Ney Matogrosso. O que ele faria depois dos Secos e Molhados? A resposta veio num LP que parecia ainda mais ousado do que o grupo desfeito. Com sua voz incomum, Ney se consolidava como um dos grandes da MPB.

NEY MATOGROSSO

De 1981. Comercialmente, foi o maior sucesso da carreira de Ney Matogrosso. “Homem com H”, do paraibano Antônio Barros, colocou Ney em primeiro lugar em todas as paradas. Depois, o artista saiu em excursão lotando os lugares onde cantava.

Ney CDs

PESCADOR DE PÉROLAS

De 1987. Gravado ao vivo. Um Ney Matogrosso diferente. Na performance, no figurino, no repertório . Contido, colocando sua bela voz diante de um cancioneiro de clássicos populares. Ao seu lado, Arthur Moreira Lima, Paulo Moura e Rafhael Rabello.

NEY MATOGROSSO INTERPRETA CARTOLA

De 2002. Ney Matogrosso na maturidade debruçado sobre o repertório do grande sambista da Mangueira. Um dos seus muitos álbuns conceituais. Os sambas de Cartola recebem arranjos primorosos para essa leitura muito fiel aos originais.

BEIJO BANDIDO

De 2009. Arranjos camerísticos e sofisticados para um repertório impecável. Ney Matogrosso canta verdadeiros clássicos do cancioneiro popular. Alguns antigos, outros ainda recentes. O disco reafirma a extrema qualidade do seu trabalho.

 

Aos 75 anos, Ney Matogrosso permanece atento aos sinais

Ney Matogrosso faz 75 anos nesta segunda-feira (01/08).

O surgimento dele foi um acontecimento extraordinário naquele remoto ano de 1973. A voz incomum, o figurino, o rosto pintado, a performance no palco, o repertório. Secos & Molhados. Parecia impossível no Brasil da Era Médici.

O grupo arrebatou público e crítica e fez apenas dois discos. Como seria Ney sem os Secos & Molhados?

A estreia foi em 1975, num disco chamado “Água do Céu – Pássaro”. Sozinho, ele era ainda melhor.

Da Continental (uma gravadora de médio porte) para a Warner (uma multinacional do disco), Ney foi consolidando sua carreira. O estouro mesmo veio em 1981, já num terceiro selo, no disco que tem “Homem com H”, do paraibano Antônio Barros.

“Pescador de Pérolas”, de 1987, foi outro marco. Ao vivo, ao lado de músicos como Arthur Moreira Lima (piano), Paulo Moura (sax e clarinete), Raphael Rabello (violão) e Chacal (percussão), Ney trocou de figurino e de repertório. Mostrou que também sabia ser contido e cantar os clássicos do cancioneiro popular.

Em sua longa carreira, com uma extensa discografia, Ney Matogrosso foi dos Secos & Molhados a Villa-Lobos. De Cartola a Cazuza. De Tom a Chico. Tudo muito bem feito, com uma inconfundível marca de qualidade. Nos estúdios e nos palcos.

Ney é clássico e contemporâneo. E, como no título do seu projeto mais recente, permanece atento aos sinais.