Políticos choram a morte de Biuzinha. Há sinceridade nisso?

Tenho algo a dizer sobre a morte do ator Adeílton Pereira, que ficou conhecido em João Pessoa com o personagem Biuzinha. Ficou conhecido na TV Correio, no tempo em que o programa de Tony Show era um sucesso, e nos palcos, participando do Pastoril Profano.

Pois bem. No verão de 2013, estive com Adeílton durante uma transmissão ao vivo, lá mesmo na TV Correio, onde fui editor geral. Por trás da alegria do personagem, tive a sensação de estar diante de um homem triste, talvez amargurado pela luta que, creio, travava pela sobrevivência.

Estou equivocado?

Morreu Adeílton.

Na mídia e, sobretudo, nas redes sociais, vejo dezenas, talvez centenas de manifestações sobre o ator, o talento dele, o papel que desempenhou na nossa cena cultural, a falta que fará, etc.

Muitas são absolutamente sinceras, e é até fácil identificar as que são.

Outras incomodam. As de quem mistura a política (temos uma eleição daqui a pouco mais de 40 dias) com a morte do ator.

Essas, principalmente essas, incomodam, sim!

São manifestações verdadeiras ou tão somente busca de votos? Vêm de pessoas que fizeram algo por Biuzinha? Que reconheceram o seu talento de ator? Que tomaram alguma iniciativa concreta para que ele não parecesse o homem triste que vi naquela transmissão de TV?

Não sei.

Como não sei, não vou mencionar nomes, nem fazer afirmações. Estou apenas fazendo perguntas. Porque tenho, cá, as minhas dúvidas!