O dia em que Gilberto Gil comparou Campina Grande com Nova York

Nesta quarta-feira (17), o Jornal da Paraíba online está sendo apresentado em Campina Grande, durante um café da manhã.

O meu afeto pela cidade nasceu na infância. Cresci ouvindo as histórias contadas por minha mãe, que foi professora do Colégio das Damas no início dos anos 1950.

Mas quero, eu mesmo, contar uma história que envolve Campina Grande, da qual fui testemunha.

Maio de 1988.

Gilberto Gil estava em João Pessoa para fazer uma conferência sobre racismo no campus da UFPb. Depois do evento, foi à TV Cabo Branco gravar o programa “A Palavra É Sua”. Eu e Rômulo Azevedo atuamos como entrevistadores.

Gil conversou sobre música, política, respondeu às perguntas que gravamos com alguns telespectadores. Naquele ano, pretendia ser candidato a prefeito de Salvador, projeto que acabou não dando certo.

Terminada a gravação, Rômulo Azevedo disse a Gil que estava preparando um especial sobre Jackson do Pandeiro para a série “A Paraíba e Seus Artistas” e que gostaria de ter um depoimento dele.

Gil, sempre muito solícito, disse que sim e começou a falar sobre Jackson, por quem tem grande admiração. Foi aí que, ao lembrar de Jackson, lembrou de Campina e do seu espírito cosmopolita.

E fez a comparação que tanto envaidece os campinenses: