Spok encerra turnê em JP. É o frevo na sala de concertos

A Spok Frevo Orquestra se apresentou neste domingo (14) no Teatro Paulo Pontes, do Espaço Cultural, em João Pessoa. Foi o último dos 30 shows da turnê de lançamento do CD “Frevo Sanfonado”.

Spok JP

A big band liderada pelo maestro e saxofonista Spok inovou ao levar a improvisação do jazz para o frevo pernambucano. Agora, dedica um disco e um show aos frevos sanfonados. A matriz é o “Frevo Sanfonado” de Sivuca, que gravou uma série de discos chamada “Forró e Frevo”.

O frevo é uma das mais refinadas expressões da música popular que os brasileiros produziram. São pequenas peças de dificílima execução, extraordinário virtuosismo e grande riqueza melódica e harmônica. Feito para dançar nas ruas e nos salões, o frevo, por sua beleza, também é muito bom de ouvir.

A Spok Frevo Orquestra é uma big band com 17 músicos (quatro saxofones, quatro trombones, quatro trompetes, guitarra, baixo, bateria e percussão). Formação semelhante à Orquestra Tabajara, de Severino Araújo. Ou às orquestras americanas de jazz.

Vê-la ao vivo, como vimos neste domingo em João Pessoa, é um luxo absoluto! É espetáculo de altíssimo nível musical, que pode ser apresentado em qualquer grande festival de jazz do mundo!

Já vi Spok em praça pública, fazendo carnaval. Já vi acompanhando Antônio Nóbrega ou dividindo o palco com Wynton Marsalis, um dos gigantes do jazz. É sempre uma exibição que impressiona pela qualidade do trabalho.

Dessa vez, não foi diferente. Acrescentaram-se as sanfonas e um belo diálogo com outras expressões da música nordestina (aboios, Luiz Gonzaga, etc.).

Spok levou o frevo para a sala de concertos. É um privilégio ver a sua orquestra ao vivo.