“Ben-Hur”, o de 1959, tem subtexto homossexual. Você sabia?

“Ben-Hur” está de volta. O remake que tem Rodrigo Santoro no papel de Jesus Cristo entra em cartaz dentro de alguns dias. Mas não é dele que quero falar e sim da versão de 1959.

O “Ben-Hur” de 1959, dirigido por William Wyler e estrelado por Charlton Heston, é um grande filme. Cinemão, sim, mas irretocável. Poucos épicos são tão bons quanto ele, não importa o que digam os seus críticos.

A corrida de bigas, então, é um momento à parte. Sobrevive fora do filme!

“Ben-Hur” salvou as finanças da Metro, ganhou o Oscar em 11 categorias e entrou para a história do cinema como um espetáculo extraordinário. Mas há um aspecto que nem sempre é lembrado quando o assunto é “Ben-Hur”: o subtexto homossexual do filme.

Você sabia que “Ben-Hur” tem um subtexto homossexual? Pois tem!

“Ben-Hur” conta uma história que se passa no tempo de Jesus Cristo. Jesus não é o personagem principal, mas está na trama. O personagem central é Judah Ben-Hur. Na corrida de brigas, ele duela com Messala, que no passado fora seu melhor amigo.

O escritor Gore Vidal, um dos roteiristas, inseriu uma nítida homoafetividade entre os dois personagens. Charlton Heston fez Ben-Hur sem saber. Mas Stephen Boyd fez Messala sabendo e trabalhou com esse dado ao construir o personagem.

Veja a cena do reencontro dos dois, com o depoimento de Gore Vidal, e tire suas dúvidas. É óbvio demais!