Tem MPB e funk na abertura da Olimpíada. Não vejo problema algum!

Leio no Facebook críticas à escolha dos artistas que vão se apresentar na cerimônia de abertura da Olimpíada do Rio.

Uma delas dizia algo mais ou menos assim: em Londres tinha Paul McCartney, no Rio tem Anitta e Ludmilla.

Procurei a lista dos convidados. Caetano Veloso, Gilberto Gil, Paulinho da Viola, Diogo Nogueira, Zeca Pagodinho, Ludmilla, Anitta e Marcelo D2.

Não vejo problema algum!

A geração de Paul McCartney (para ficar no argumento que li no Facebook) está muitíssimo bem representada por Caetano, Gil e Paulinho da Viola. Paulinho cantará o Hino Nacional acompanhado ao violão.

Tem o samba de Zeca Pagodinho e Diogo Nogueira. Duas gerações. Diogo, filho de João Nogueira.

Tem o rapper Marcelo D2. E as duas representantes do funk carioca (Anitta trilhando um caminho mais pop). Por que não?

O motivo das críticas é a presença do funk? Se for, a visão me parece preconceituosa. O funk – gostem ou não dele – é uma expressão legítima da música popular que se produz atualmente no Rio de Janeiro. Não há porque ignorar.