Alceu Valença, 70 anos. Músico juntou Nordeste com o rock

O compositor pernambucano Alceu Valença, um dos nomes mais importantes da sua geração na MPB, chega aos 70 anos nesta sexta-feira (01/07).

Alceu despontou na primeira metade dos anos 1970, incorporando aos ritmos nordestinos elementos do pop/rock internacional. Essa fusão já havia sido experimentada pelos tropicalistas e reapareceu, lá na frente, no trabalho de Chico Science.

No seu primeiro grande show, em 1975, Alceu Valença era acompanhado pela banda pernambucana Ave Sangria e tinha ao seu lado, no palco, Zé Ramalho e Lula Cortes.

Alceu em João Pessoa 1975

(Na foto, apareço aos 16 anos entrevistando Alceu na passagem do show “Vou Danado pra Catende” por João Pessoa, em abril de 1975)

Mas o sucesso veio um pouco depois: no início da década de 1980, com os discos “Coração Bobo” e, sobretudo, “Cavalo de Pau”.

Fortemente influenciado por Jackson do Pandeiro, Alceu não brilha somente nos estúdios. É também um excelente performer nas apresentações ao vivo. E faz cinema: como ator, dirigido por Sérgio Ricardo, em “A Noite do Espantalho”, e como diretor, no recente “A Luneta do Tempo”.

Projeto McCartney é atração neste sábado no café da Usina Cultural

Waldir Dinoá

The McCartney Project é o show que Waldir Dinoá faz neste sábado (02) em João Pessoa. O repertório, com 29 músicas, reúne canções da época dos Beatles, do grupo Wings e da carreira solo de Paul McCartney.

O show, com duração de duas horas e meia, será apresentado às 21h no café da Usina Cultural da Energisa, no bairro de Tambiá.

Waldir Dinoá não é só um fã dos Beatles. É um estudioso do trabalho do quarteto e também da carreira solo de John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr.

Ele já apresentou The McCartney Project no Recife e agora está trazendo o show para João Pessoa.

Segundo Dinoá, o conceito do projeto é o mesmo em que se baseiam os shows que Paul McCartney vem realizando há mais de dez anos em suas turnês ao redor do mundo. Não faltarão homenagens a John Lennon e George Harrison, garante Waldir Dinoá.

No show, Dinoá, que toca baixo, guitarra e teclado, é apoiado por quatro músicos: Duda Jorge (guitarra e baixo), André Casimiro (guitarra), Nuno Mello Jr. (teclados) e Edu Montenegro (bateria).

No repertório, ele próprio destaca clássicos compostos por Paul na época dos Beatles (como “Let it Be” e “Get Back”), do grupo Wings (como “Band on the Run” e “Jet”) e na carreira solo (como “Coming Up”).

Aos fãs dos Beatles, Waldir Dinoá avisa: “we’re gonna have a party!”.

Alceu Valença faz 70 anos. Conheça os melhores discos

O compositor pernambucano Alceu Valença faz 70 anos nesta sexta-feira (01/07). É nome importante da música popular do Brasil, fundamental na Nação Nordestina. Em seguida, indico alguns discos de Alceu para audição (ou reaudição).

A NOITE DO ESPANTALHO

De 1974. Trilha-sonora do filme homônimo, dirigido por Sérgio Ricardo, também autor de todas as músicas. Alceu atua no filme (ao lado do seu conterrâneo e parceiro Geraldo Azevedo) e é o principal intérprete da trilha.

VIVO!

De 1976. O disco traz o registro, tecnicamente precário, mas historicamente muito importante, do show que projetou Alceu na cena musical dos anos 1970. Tem as presenças de Lula Cortes e do ainda desconhecido Zé Ramalho.

CORAÇÃO BOBO

De 1980. Disco que encaminha Alceu para o seu momento de maior sucesso comercial. Tem “Na Primeira Manhã” e deliciosas releituras de Luiz Gonzaga. A faixa-título era, originalmente, um dueto com Jackson do Pandeiro

Alceu Valença CDs

CAVALO DE PAU

De 1982. Com esse disco, Alceu conquista, afinal, o grande público. É muito executado nas emissoras de rádio e lota as casas onde se apresenta. No repertório, de apenas oito faixas, “Pelas Ruas que Andei” e “Morena Tropicana”.

ESTAÇÃO DA LUZ

De 1985. Disco maduro de um músico consolidado, artística e comercialmente. O hit “Estação da Luz”, adornado por belas cordas, puxa o repertório. A cidade de Olinda, onde Alceu mora, é homenageada nos versos do artista.

AMIGO DA ARTE

De 2014. Frevo, maracatu, ciranda. O músico revisita o que lhe é caro, como se olhasse de longe para seu próprio trabalho. O espírito carnavalesco, em vários frevos, domina o repertório. O dueto com a portuguesa Carminho é comovente.