No Dia do Amigo, músicas sobre amigos e amizades

Hoje é o Dia do Amigo. Num tempo em que os amigos são cada vez menos presenciais e mais virtuais. E deixam de ser amigos movidos por cores partidárias, diferenças ideológicas, intolerância religiosa.

Mas o que desejo, aqui, é apenas lembrar de músicas que falam de amigos e amizades. São muitas. O cancioneiro do mundo está cheio delas.

Dos Beatles (“In My Life”) aos Rolling Stones (“Waiting on a Friend”), de James Taylor (“You’ve Got a Friend”) a Simon & Garfunkel (“Bridge Over Troubled Water”). De Milton Nascimento (“Canção da América”) ao MPB4 (“Amigo É Pra Essas Coisas”), de Roberto Carlos (“Amigo”) a Gilberto Gil (“Meu Amigo, Meu Herói”).

Os versos estão na nossa memória afetiva.

“Amigo é coisa pra se guardar no lado esquerdo do peito”, do Milton cantado por Elis Regina.

“Meu amigo, meu herói, como dói saber que a ti também corrói a dor da solidão”, do Gil cantado por Zizi Possi.

E as imagens: como uma ponte sobre águas turvas que protege o amigo, na letra da canção de Paul Simon que ele gravou com Art Garfunkel.

Ou, simplesmente, a garantia: “você tem um amigo”. Com a doçura da autora (Carole King) ou a delicadeza do intérprete (James Taylor).

 

Zé Ramalho e Orquestra Sinfônica: compositor fala sobre o concerto

Zé Ramalho e a Orquestra Sinfônica da Paraíba se encontram pela primeira vez num concerto que será realizado no dia cinco de agosto, às 20h30, no teatro A Pedra do Reino, do Centro de Convenções. O evento comemora o aniversário da cidade de João Pessoa e marca os 40 anos de carreira de Zé Ramalho.

A orquestra, formada por 138 músicos, será regida pelo maestro Luiz Carlos Durier.

Nesta terça-feira (19) antecipei aqui na coluna muitos detalhes e o repertório do concerto.

Mas faltava ouvir Zé Ramalho, sua expectativa, a escolha do repertório, as impressões sobre os arranjos escritos por Emanoel Barros. Foi o que fizemos ontem à tarde.

Segue o que Zé me disse:

A ideia

Essa oportunidade de realizar esse concerto com a Orquestra Sinfônica da Paraíba é graças ao governador Ricardo Coutinho. É uma ideia dele, que me fez pessoalmente o convite, na granja residencial do governo.

40 anos

Acho sensacional a possibilidade do resultado final nessa celebração dos meus 40 anos de carreira. Pretendo, se possível, chamar o evento de: Concerto dos 40 Anos – Orquestra Sinfônica da Paraíba e Zé Ramalho.

Os arranjos

Os arranjos que o maestro Durier tem me enviado são de uma presteza e beleza incomparáveis, talento e competência, simpatia e comunicação. Nos demos muito bem quando o conheci, nesse último verão de João Pessoa.

O repertório

O repertório vai desde Avôhai, Vila do Sossego, Chão de Giz, passando por Admirável Gado Novo, Jardim das Acácias, A Terceira Lâmina, até Eternas Ondas, Banquete de Signos, etc. São 12 músicas selecionadas por mim, representativas desse longo caminho. Serão, a meu ver, as escolhidas para a plateia, que será só de convidados.

O significado

Fazer essa apresentação na minha terra, e na cidade de João Pessoa, onde me formei culturalmente e socialmente, será de muito significado para mim.

No Dia do Futebol, Gil e Dominguinhos em “Meio de Campo”

Não gosto de futebol. Costumo dizer que é um dos meus defeitos. Mas presto atenção naqueles craques que são verdadeiros “artistas” da bola. E presto mais atenção ainda na relação da música com o futebol.

Os hinos que Lamartine Babo compôs, a marcha do tri (que nem o ufanismo da Era Médici conseguiu tirar da nossa memória afetiva) e o que compuseram Jorge Ben, Chico Buarque, Milton Nascimento, Os Novos Baianos. Tantos e tantos mais.

Escolhi Gilberto Gil e sua “Meio de Campo”, com Dominguinhos à sanfona, para marcar o Dia Nacional do Futebol (18) aqui na coluna:

 

 

Zé Ramalho e Orquestra Sinfônica: coluna antecipa o repertório

O compositor Zé Ramalho escolheu pessoalmente as músicas de sua autoria que serão executadas no encontro dele com a Orquestra Sinfônica da Paraíba. O concerto será às 20h30 do dia cinco de agosto, no teatro A Pedra do Reino, do Centro de Convenções.

Sob a regência do maestro Luiz Carlos Durier, a orquestra, com 138 músicos, executará dez músicas de autoria de Zé Ramalho e um bis que será uma surpresa para o público.

Na abertura, a OSPB fará “Meu Sublime Torrão”, de Genival Macedo, e no encerramento, “Tico Tico no Fubá”, de Zequinha de Abreu.

No meio do programa, haverá um número instrumental escrito pelo trompetista Emanoel Barros, jovem músico pernambucano que escreveu os arranjos sinfônicos para as músicas de Zé Ramalho.

As dez músicas que Zé Ramalho cantará acompanhado pela Orquestra Sinfônica da Paraíba são as seguintes:

Avôhai

Vila do Sossego

Chão de Giz

Admirável Gado Novo

Beira Mar

Garoto de Aluguel

Jardim das Acácias

Canção Agalopada

A Terceira Lâmina

Eternas Ondas

 

Ator de “De Volta Para o Futuro” reaparece e toca no show do Coldplay

O ator Michael J. Fox, mundialmente famoso por causa da trilogia “De Volta Para o Futuro”, reapareceu em público e tocou no show do Coldplay. Há anos, Fox luta contra o mal de Parkinson, doença que comprometeu sua promissora carreira.

No show do Coldplay em Nova Jersey, Fox tocou guitarra na balada “Earth Angel” e no rock “Johnny B. Goode”, as duas músicas que ele toca na primeira parte da trilogia “De Volta Para o Futuro”.

Durante o show, o telão mostrou o filho de Chris Martin, líder do Coldplay, pedindo ao pai que tocasse uma música do filme favorito deles. A banda atendeu ao pedido do garoto e iniciou a balada. No meio do número, Martin chamou Michael J. Fox ao palco. O ator entrou em cena tocando guitarra e dividiu com o Coldplay a execução das duas músicas.

Nos anos 1980, o jovem Michael J. Fox toca “Johnny B. Goode”, clássico do rock, em “De Volta Para o Futuro”. Sequência magistral. Filme inesquecível!

 

Zé Ramalho e Orquestra Sinfônica: saiba como será o encontro histórico

Zé Ramalho e a Orquestra Sinfônica da Paraíba se encontram pela primeira vez num concerto no dia do aniversário de João Pessoa. O projeto – um sonho antigo do governador Ricardo Coutinho – começou a ser concretizado numa conversa do governador com o compositor no início do ano.

A apresentação de Zé com a OSPB vai ocorrer no dia cinco de agosto, às 20h30, no teatro A Pedra do Reino, do Centro de Convenções. O concerto será gravado para registro em DVD. A orquestra será regida pelo maestro Luiz Carlos Durier.

Luiz Carlos Durier

“Estamos fazendo história”, me disse o maestro Durier numa conversa ontem (18) à noite por telefone. Ele falou da importância do trabalho de Zé Ramalho e do quanto o artista é merecedor de um registro com essa estética musical.

Os ensaios serão iniciados na próxima semana. Zé Ramalho chegará a João Pessoa na semana do concerto e fará vários ensaios com a orquestra. Mas o compositor já recebeu todos os arranjos para se familiarizar com eles.

Os arranjos foram escritos por um jovem trompetista, Emanoel Barros, que fará 21 anos no dia do concerto. “A escolha do arranjador foi pela qualidade técnica e musical que ele tem e também por sua veia muito forte com a música popular”, disse o maestro Luiz Carlos Durier.

Emanoel-Barros-1

Segundo Durier, Emanoel Barros é muito talentoso e já escreveu os arranjos que a Orquestra Sinfônica da Paraíba executou no ano passado, no concerto de inauguração do teatro A Pedra do Reino.

138 MÚSICOS

A Orquestra Sinfônica da Paraíba subirá ao palco do teatro A Pedra do Reino para o concerto com Zé Ramalho com uma formação de 138 músicos.

O maestro Luiz Carlos Durier explicou que a orquestra será formada pelos músicos da OSPB e os da Orquestra Sinfônica Jovem. Zé Ramalho, segundo o maestro Durier, atuará como o solista da orquestra, acompanhando-se ao violão em dez de suas canções.

O compositor trará o baixista com quem trabalha há muitos anos. O músico da banda de Zé se integrará a uma base de música popular que tocará com a orquestra e que será formada por Leo Torres (guitarra), Glauco Andreza (bateria) e Erick John (teclado).

O concerto terá uma concepção cênica e uma iluminação especiais. Elas adotarão uma temática nordestina e serão fiéis ao universo musical e poético de Zé Ramalho.

No próximo post, tenho mais informações sobre o encontro de Zé Ramalho com a Orquestra Sinfônica da Paraíba.

Túnel do tempo: Lucy Alves canta Beatles. Veja o vídeo

Gosto muito das coisas que apontam para a universalidade da música (e da arte).

Como Paul McCartney, no estádio do Arruda, no Recife, dizendo: “Salve a terra de Luiz Gonzaga!”

Como a nossa Lucy Alves cantando “Ob-la-di Ob-la-da”, uma música de McCartney, e incorporando à canção a sua sanfona e uma “pegada” bem nordestina.

Encontrei mexendo no Youtube.

A gravação é de 2012. Lucy e suas irmãs (Laryssa e Lizete) gravaram para um desafio proposto pelo Fantástico.

Vejam o vídeo:

Embora assinada pela dupla Lennon & McCartney, “Ob-la-di Ob-la-da” foi composta por Paul McCartney. É um reggae que os Beatles gravaram em 1968 e incluíram no “Álbum Branco”. Naquela época, o ritmo jamaicano ainda não havia conquistado o prestígio internacional que obteve na década de 1970 a partir da consagração de Bob Marley & The Wailers.

Morre aos 75 anos o apresentador de TV Eliakim Araújo

Eliakim e Leila

Ele veio do rádio. Ela era repórter de TV. Eliakim Araújo e Leila Cordeiro formaram o primeiro casal de apresentadores da televisão brasileira. Eliakim, de 75 anos, morreu neste domingo (17) nos Estados Unidos, onde morava. Tinha câncer no pâncreas.

Quem viu televisão no Brasil dos anos 1980 tem a lembrança de Eliakim e Leila na bancada do Jornal da Globo. Depois na Manchete, mais tarde no SBT.

Eles começaram num tempo em que os apresentadores ainda eram meros leitores de tp. Mas já havia nos dois um tom mais leve, uma certa informalidade que apontava para o padrão que temos hoje.

No currículo, Eliakim Araújo tinha o plantão da renúncia do presidente Jânio Quadros, em 1961. Sua voz ficou conhecida através da Rádio Jornal do Brasil. Mas sua imagem conquistou dimensão nacional quando, ao lado de Leila Cordeiro, formou o simpático casal de apresentadores da Rede Globo.

Charles Chaplin – este sim! – podia ser chamado de gênio

Na adolescência, li um livro sobre Charles Chaplin organizado por Carlos Heitor Cony. Um dos textos daquela compilação dizia que Chaplin era um gênio de uma arte nova. Mal nascera o cinema, sua gramática ainda nem estava totalmente escrita, e já havia nele um artista que merecia ser chamado de gênio.

Houve um tempo em que os filmes de Chaplin foram retirados do mercado. Clássicos como “Em Busca do Ouro”, “Luzes da Cidade” e “Tempos Modernos” não estavam ao alcance das novas gerações de cinéfilos. Ficaram guardados na memória de quem os vira muitos anos atrás. Fui contemporâneo do relançamento da década de 1970, um pouco antes da morte do artista. Na época em que seu último filme – “A Condessa de Hong Kong” – era um acontecimento recente. Bem como a sua volta aos Estados Unidos para uma homenagem na festa do Oscar. Muitos ainda esperavam que, no fim da vida, Chaplin surpreendesse o mundo com um novo trabalho.

Ao contrário de John Ford e Alfred Hitchcock, ou mesmo Ingmar Bergman, Chaplin fez poucos filmes (não estou considerando os de curta metragem do início da carreira). Foram apenas 11,  entre o começo da década de 1920 e meados da de 1960. Em dois, dirigiu, mas não atuou. Em seis, viveu na tela o personagem Carlitos, se considerarmos que o vagabundo está no barbeiro judeu de “O Grande Ditador”. Em três, interpretou outros personagens. Era um perfeccionista envolvido com todo o processo de realização de um filme. Escrevia, produzia, dirigia, interpretava, compunha a música. Era um artista completo!

Sua luta com o cinema falado está registrada em três momentos. “Luzes da Cidade” foi realizado no instante em que o som substituiu o silêncio. Chaplin não aderiu. O filme tem música, mas os atores permanecem mudos. A cena final é uma das mais belas e expressivas de que se tem conhecimento. Sem palavra alguma. “Tempos Modernos” chegou às telas quando o som não era mais novidade. Chaplin insistiu em não dar voz aos seus personagens. Quando o vagabundo canta, o faz numa língua que não existe. Em “O Grande Ditador”, rendeu-se, finalmente, ao cinema falado. Só que Carlitos troca de indumentária para pronunciar as palavras do seu discurso.

“Em Busca do Ouro” flagra Chaplin no ápice da sua criação. Tem algumas das mais expressivas imagens do cinema silencioso. Entre elas, a singelíssima dança dos pequenos pães. “Luzes da Cidade” é outra obra-prima absoluta. “Tempos Modernos” é extraordinário como fundo e forma. O humanismo do personagem ultrapassa os limites do tempo. O engajamento do artista marca a época em que o filme foi realizado. “Luzes da Ribalta” põe Chaplin e Buster Keaton frente a frente. Conta a história de um palhaço decadente e antecede o momento em que teve que deixar a América. A morte de Calvero no palco é como a morte do seu criador. Ao som de “Limelight”.

Karol Conka faz show neste sábado na praça do Espaço Cultural

A cantora Karol Conka, que se projetou no universo do rap, se apresenta neste sábado (16) em João Pessoa. O show será na praça do Espaço Cultural. A abertura está marcada para as 20 horas.

O show faz parte da programação do N Design Parahyba, evento que começa hoje e vai até o dia 23 de julho. O encontro nacional é voltado para as áreas de moda, games, web, interiores e economia criativa.

Karol Conka começou a se projetar nacionalmente em 2013. O vídeo “Tombei” teve mais de 3.5 milhões de visualizações no Youtube, e a cantora conquistou o prêmio Multishow como artista revelação.

Serviço

Show: Karol Conká

Abertura: Kevin Luke e DJ Cristal

Data: 16 de julho de 2016

Horário: Abertura 20h

Ingressos pista: R$ 40

Ingressos front stage (frente do palco, acesso e banheiros exclusivos): R$ 65