A Paraíba tem uma dívida com Sivuca! Quem vai construir o seu memorial?

A Paraíba tem uma dívida com a memória de Sivuca.

Já escrevi sobre o tema, aqui mesmo no JORNAL DA PARAÍBA, mas não ainda na coluna. Por isso, volto a abordá-lo.

Sivuca morreu em dezembro de 2006. Logo mais, faz uma década. Seu acervo ficou com a viúva, a compositora Glória Gadelha, no apartamento onde o casal morava, no bairro de Manaíra, em João Pessoa. São instrumentos musicais, discos, vídeos, partituras, roupas, cartas, documentos, objetos de uso pessoal, etc.

Glorinha pretende colocar todo esse acervo no Memorial Sivuca. A ideia se transformou num projeto que passou pelos gabinetes do Ministério da Cultura e do governo da Paraíba quando José Maranhão era o governador (2009/2010), e Luciano Cartaxo, o vice.

Sabia-se, à época, que o memorial seria construído por Maranhão. Até o local estava escolhido. Ele perdeu a eleição. Ricardo Coutinho não encampou o projeto, que foi parar, mais tarde, na reitoria da UFPb.

Onde está agora?

Em seu tempo, Sivuca foi um dos grandes artistas da Paraíba. Com sua arte, nos projetou dentro e fora do Brasil. Morreu há quase uma década, mas sua música permanece entre nós.

O Memorial Sivuca é um equipamento cultural (e turístico) do qual a Paraíba não deveria prescindir.

Quem, afinal, vai construí-lo?

Quem vai agir para que a Paraíba pague essa dívida que tem com a memória de Sivuca?