Deixem o Safadão cantar em paz! O tempo diz quem vai e quem fica

Terminou a temporada junina. Wesley Safadão esteve em evidência por causa de cachê. Não vou falar disso porque não entendo do que Chico César chamou de “máfia do mercado”. Quero falar do sucesso que o cara faz.

Li no Facebook um artigo do meu querido Jamarri Nogueira. Jamarri lembra que ninguém tem tanta música inserida em nossa memória afetiva como Luiz Gonzaga e, depois, Roberto Carlos (a ordem é inversa: primeiro Roberto Carlos, depois Gonzaga). E diz que jamais Safadão será um Luiz Gonzaga.

Concordo. Claro que Wesley Safadão jamais será um Luiz Gonzaga. Como Zeca Baleiro jamais será um Caetano Veloso. Mas, e daí?

Criminalizar” Safadão, ou quem quer que seja, não me soa nada bem! Lembro de uma extensa lista: Waldick Soriano, Odair José (que virou cult), Luiz Caldas, Beto Barbosa, as duplas sertanejas, Mastruz com Leite e todo o forró de plástico, É o Tchan, Só pra Contrariar e os pagodeiros, Ivete Sangalo e a turma do axé, Michel Teló, Banda Calypso, Anitta, etc. 

Todos já foram execrados. Wesley Safadão é apenas o da vez. Não ouvi, não me interessa, mas ao público dele, sim! E é o que basta.

O tempo sempre acaba dizendo quem vai e quem fica. Por enquanto, deixem o Safadão cantar em paz!