Coletânea de Paul McCartney (de tão boa) é irresistível!

O mercado de discos está repleto de coletâneas. A qualidade delas muitas vezes depende de um conceito. “O melhor de…” não é o suficiente para tornar atraente uma compilação.

Vejamos o caso de Paul McCartney. Aniversariante de junho (fez 74 anos), o beatle lançou uma caixa com quatro discos (no Brasil, temos a versão simplificada, com dois CDs).

“Pure McCartney” (Universal Music) teve o próprio Paul como curador. O conceito é dele: uma seleção para ouvir no carro durante uma longa viagem, em casa num final de tarde ou numa festa com os amigos.

O conceito é banal. Poderia ser outro: um extenso painel do cancioneiro solo de Paul McCartney montado por ele.

Mas o fato é que “Pure McCartney” desmente um pouco essa tese de conceito. As canções são tão boas que a coletânea se torna irresistível.

Uma das virtudes é que Sir Paul misturou lado A com lado B. Fora da ordem cronológica, canções menos óbvias se fundem aos grandes sucessos numa sequência de 39 números (na edição brasileira). Eles confirmam McCartney como um dos melhores do seu tempo quando o assunto é o artesanato da canção.

E fazem de “Pure McCartney” um excelente songbook.