Maria Bethânia completa 70 anos. Ela sempre fez do seu jeito

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O nome, quem sugeriu foi o irmão Caetano Veloso, então com apenas quatro anos. Maria Bethânia (“tu és para mim a senhora do engenho”), como na valsa de Capiba gravada por Nelson Gonçalves. O destino parecia traçado desde cedo: a música.

Maria Bethânia se projetou nacionalmente em 1965, quando substituiu Nara Leão no show “Opinião”. “Carcará”, uma música de protesto, foi seu primeiro sucesso.

Independência é uma palavra que deve, sim, ser associada a ela. Desde o início, quando seguiu seu caminho e não quis se engajar no movimento tropicalista, embora tenha sugerido ao irmão que prestasse atenção na Jovem Guarda. Até agora, quando grava por um selo pequeno (Biscoito Fino) e faz seus muitos discos do jeito que quer.

A força incomum da intérprete e o extraordinário domínio de palco são características dela. O gosto pela poesia que, nos shows, mistura com as canções, é outra marca do seu trabalho.

No repertório, extenso e heterogêneo, o refinado e o popularesco são tratados do mesmo modo, fundidos num todo muito peculiar.

Maria Bethânia chega aos 70 anos neste sábado (18/06) como uma das grandes divas da nossa canção popular.

Na foto, a capa do disco em homenagem a Vinícius de Moraes.

No próximo post, falo dos discos de Bethânia.