O colunista está de férias por 30 dias

A partir desta quarta-feira (01) e até o dia 30 de março, estarei de férias!

Filmes, discos, livros, descanso! É bom!

Nesses 30 dias, não produzirei nenhum conteúdo para a coluna.

Obrigado aos que dedicam algum tempo lendo o que posto aqui!

Um abraço a todos!

“Beatles Mono Masters” tem excelente qualidade de áudio!

Comprei por acaso!

Mono Masters – CD duplo dos Beatles em caprichada edição japonesa!

Sabem do que se trata?

É a versão mono do Past Masters.

Ah, mas tem diferenças sensíveis!

A primeira delas (e talvez a mais importante): tem uma qualidade sonora estupenda!

Essas versões todas em mono reservam grandes alegrias para os verdadeiros fãs dos Beatles!

É só fazer o teste: comparemos com as versões do Past Masters! Eu fiz!

Outra coisa muito bacana: a inclusão daquelas quatro faixas que eram inéditas no LP Yellow Submarine e que sempre ouvimos na mixagem stereo.

Na época (início de 1969), a gravadora cogitou reuni-las num EP (ou é lenda?). Teriam composto um EP estranhamente belo!

A audição delas num álbum como o Mono Masters (que é um disco de compactos) dá a ilusão de que o EP de 1969 existe!

Querem mais? O som dos rocks do primeiro disco é devastador! Sobretudo quando ouvidos no volume máximo possível!

Chega de conversa! Vou ouvir Mono Masters mais uma vez!

Carnaval do Fora Temer dá saudade do carnaval de Itamar!

O governo Collor se tornou inviável em 1992!

Um impeachment – instrumento legal – derrubou o presidente. Com ou sem crime de responsabilidade!

O governo Dilma se tornou inviável em 2016!

Um impeachment – instrumento legal – derrubou a presidente. Com ou sem crime de responsabilidade!

José Eduardo Cardozo me disse que houve o crime em Collor e não houve em Dilma! OK!

O vice de Collor, Itamar Franco, assumiu e fez a transição para a eleição de Fernando Henrique Cardoso, em 1994.

O vice de Dilma, Michel Temer, está aí às voltas com impasses cujo desfecho ninguém ousa imaginar!

Lembrei de fazer essa comparação por causa do carnaval!

O carnaval de Itamar e o carnaval de Temer!

Itamar brincou nas ladeiras de Olinda! Lembram?

Itamar foi para o sambódromo e apareceu ao lado de uma modelo sem calcinha! Lembram?

Itamar podia andar na rua sem medo de ser vaiado! Lembram?

E Temer? Pobre Temer!

Nas ruas, nos blocos, a multidão grita Fora Temer! Como se fosse o maior hit desse carnaval! E é!

E nem precisa o presidente aparecer por perto para que o brado seja puxado pelo folião!

O Brasil e seus impasses sem fim!

Que venham outros carnavais!

“La La Land” venceu sem ter vencido! Digno da pós-verdade!

Não estamos na era da pós-verdade?

Donald Trump não é o presidente dos Estados Unidos?

As redes sociais não são grandes difusoras de mentiras?

O Oscar não poderia, então, ficar de fora!

Confesso que me emocionei quando vi o casal Warren Beatty e Faye Dunaway escalado para anunciar o vencedor do Oscar de Melhor Filme!

Beatty e Dunaway velhos!

Eram jovens e belos no devastador Bonnie e Clyde!

Mas isso foi há meio século! No tempo em que as pessoas iam ao cinema ver o novo filme de Arthur Penn! Sabem o que isso representa? Os garotos da geração Y, entre a arrogância e a ignorância, talvez nem saibam quem é Penn!

Pois bem! Lá estão Beatty e Dunaway no palco a protagonizar a maior gafe da história do Oscar!

O vencedor da estatueta de Melhor Filme é La La Land!

Equipe em festa! Todos ao palco! Começam os discursos de sempre! Ridículos como sempre!

De repente, algo acontece!

É uma brincadeira? Dessas brincadeiras bobas que abundam na festa do Oscar?

É um fake digno da legião de imbecis que Eco viu nas redes sociais?

É o Oscar na era da pós-verdade?

É qualquer coisa! Qualquer coisa que nunca havíamos visto!

Não! O Oscar não é de La La Land, esse filme fofo que, com seu escapismo, muitos acham bem à altura da era Trump!

Sim! O Oscar de Melhor Filme é de Moonlight!

La La Land foi apenas um sonho que durou três, quatro, quantos meses mesmo?

A festa acabou!

As 14 indicações viraram seis estatuetas, mas não a principal!

La La Land vai para o lixo da história?

Ou vai para a antologia de um dos grandes gêneros do cinema?

Quem vai julgar é a passagem do tempo!

“Manchester à Beira-Mar” merece mais o Oscar do que “La La Land”!

Revi La La Land! Todo mundo dizendo que é o máximo! Fui rever!

Gostei menos ainda do que da primeira vez!

Que filme bobo! Que coisa artificial! Quase fui embora no meio da projeção!

É digno apenas da sessão da tarde.

Fui ver Manchester à Beira-Mar.

É um bom filme. Não mais do que isso.

Acho que esses tempos paupérrimos em que vivemos têm levado as pessoas a grandes surpresas quando elas se veem diante de algo apenas acima da média.

Parece ser o caso de Manchester à Beira-Mar.

Spoiler não é bacana! Então, nada de spoiler!

Mas posso ao menos dizer que a cena que explica o passado do personagem principal é forte sobretudo por causa da música.

Como é belo o Adagio de Tomaso Albinoni!

Alguém dispõe de oito minutos para ouvir?

Manchester à Beira-Mar fala de luto, de perdas. Fala, sobretudo, daquilo que não se recupera nunca mais!

Tem a virtude da contenção. Da ausência de excessos. De não ser piegas. De ter uma narrativa sóbria.

Merece três estrelas e meia!

O “haverão” do ministro: Marcos Bagno diz que problema é outro!

O professor Marcos Bagno, autor de Preconceito Linguístico, é conhecido nacionalmente como representante de  uma corrente da Linguística que não exige o cumprimento da norma culta.

Ele não vê nenhum problema que o ministro Mendonça Filho, da Educação, diga “haverão” (haverão mudanças no Enem, quando o correto é haverá mudanças).

Eu vejo! Mas o estudioso da língua é Bagno!

Ontem (23), tratei do assunto aqui na coluna. No texto, mencionei o professor, que conheci durante as férias que passou, há pouco, em João Pessoa.

Nos falamos in box sobre o “haverão” do ministro Mendonça Filho.

Agora, vejo a manifestação pública de Bagno, através do Facebook.

Não posso deixar de dividir com vocês.

Transcrevo a opinião de Marcos Bagno:

Problema nenhum em dizer “haverão”, acontece com qualquer ser humano normal. O problema é a criatura ocupar o cargo que ocupa e ser a criatura o que é: um pusilânime, um energúmeno, uma besta-quadrada ao quadrado. A concordância verbal me incomoda muitíssimo menos do que a discordância ideológica que, de minha parte, é absoluta. Problema nenhum em dizer “haverão”: problema é ser um réptil, um protozoário social, um vírus infeccioso. 

Eduardo Lages, maestro de Roberto Carlos, vai fazer show em JP

Eduardo Lages, o maestro de Roberto Carlos há quase 40anos, vai fazer show em João Pessoa.

Será no dia sete de abril, uma sexta-feira, no teatro A Pedra do Reino, do Centro de Convenções.

Lages vai excursionar pelo país com o show Eduardo Lages Convida, e João Pessoa entrou no roteiro.

O formato é atraente. O maestro, seu piano, as músicas que executa sozinho, as muitas histórias de bastidores que vai contando ao longo do show e, claro, os artistas especialmente convidados.

Em João Pessoa, serão duas cantoras as convidadas de Eduardo Lages: Rosemary e Joanna.

Cada uma faz sua parte com o maestro e, no final, todos ficam juntos no palco.

Por enquanto, ainda não tenho informações sobre preços e venda de ingressos.

Ministro da Educação (logo ele!) não pode errar no verbo haver!

Sim! Eu sei que ninguém é obrigado a seguir a norma culta quando fala!

Claro que eu sei!

Viva os falares do povo! – dirão, com razão, muitos estudiosos da língua.

Mesmo no texto escrito, a necessidade da adoção de um tom coloquial (agora mesmo, no online!) pode justificar coisas que não fazemos quando seguimos rigorosamente o que mandam as regras do melhor português.

Sei de tudo isso!

Mas, vamos combinar!, que é triste ver o ministro da Educação (logo ele!) cometer um erro imperdoável, crasso (como registrou a Veja), lá isso é!

É tão triste que virou notícia!

“Haverão mudanças”, disse o ministro Mendonça Filho sobre o Enem.

Senti vergonha alheia!

O ministro da Educação não aprendeu a usar o verbo haver!

Não conhece aquela “regrinha” básica que a gente aprende cedo na escola!

Quando se trata de tempo, o verbo haver é impessoal, Sr. Ministro!

Pergunte ao presidente Temer, que ele sabe!

Estou sendo preconceituoso? O que diria Marcos Bagno, que sabe tudo de Linguística e é de uma corrente que questiona uma série de rigores que aprendemos na escola?

Acho que não! Estou apenas torcendo para que o ministro da Educação, por ser da Educação, trate bem a língua!

Mendonça Filho à frente da Educação, mostrando que não sabe ao menos conjugar o verbo haver, é apenas um dos tantos retratos das escolhas ministeriais regidas preferencialmente pelas questões políticas.

No Facebook, vi alguém defender o ministro com um desafio.

Algo mais ou menos assim:

Quem nunca errou na conjugação do verbo haver, que atire a primeira pedra!

Pois é! E ainda tentam justificar o injustificável!

Pare quatro minutos para ver esse vídeo! É incrível!

O nome dele é Hercules Gomes. Um pianista nascido em Vitória, no Espírito Santo.

Até a semana passada, eu não o conhecia, até que fui apresentado a esse vídeo que dura quatro minutos e alguns poucos segundos.

É incrível!

O virtuosismo, o domínio técnico do instrumento e a sensibilidade do cara a executar um clássico do frevo pernambucano. Duda no Frevo, de Senô, que a gente ouve com orquestra, transformado numa peça para piano.

Não perca, ganhe quatro minutos do seu tempo vendo esse vídeo! Vale a pena!

Andy Warhol, mestre da pop art, morreu há 30 anos

Comprei o livro há quase 35 anos.

No papel amarelado pelo tempo, tem a anotação. Meu nome e a data.

Dá para ler? “Sílvio Osias set. 82”. É o que está anotado. E junto tem um selo comemorativo dos 20 anos do início da Beatlemania. Agora, já são quase 55!

O título do livro: THE BEATLES.

A capa:

A contracapa:

Sabem quem desenhou? Andy Warhol.

Um luxo! Uma biografia dos Beatles lançada em 1982 (apenas dois anos após a morte de Lennon) com capa de Andy Warhol e prefácio do maestro Leonard Bernstein!

Que caminho mais oblíquo estou percorrendo para lembrar de Warhol!!

Pois é! Mas é tudo pop!

Hoje (22), faz 30 anos que perdemos Andy Warhol, mestre da pop art.

Posso folhear os dois volumes dos seus diários ou, então, ouvir Sticky Fingers em sua homenagem!