Dnit inicia este ano obras na BR 230 sem o viaduto que cedeu ao Estado

Rubens Nóbrega

Mais de R$ 300 milhões serão investidos pelo Governo Federal em melhorias e alargamento da BR 230 na Grande João Pessoa. O dinheiro será aplicado na adequação da capacidade da rodovia ao seu atual e futuro volume de tráfego. Vai beneficiar especificamente o trecho compreendido entre o Km Zero, em Cabedelo, e o Km 28.1, no entroncamento com a BR 101 em Oitizeiro, na Capital. A obra deverá ser iniciada ainda este ano pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Segundo o engenheiro Rainer Branco, chefe da unidade do órgão em Santa Rita, até o final do mês deverá ser publicado o edital de licitação da obra, que já contaria com R$ 150 milhões alocados no Orçamento Geral da União (OGU) para este ano. Com esses recursos, o Dnit poderá executar ainda em 2016 boa parte das ruas laterais e da terceira faixa de rolamento a ser implantada nos dois sentidos da BR, conforme projeto aprovado desde o final de 2014.

Originalmente, o projeto contemplava um viaduto no Geisel, mas no final de 2013 o Governo do Estado pediu e conseguiu autorização do Dnit – além de R$ 20 milhões do Ministério das Cidades – para construir, isoladamente, a obra que vem sendo executada entre o estádio Almeidão e a nova Central de Polícia, na mesma rodovia.

Samu monta esquema especial para evento com Dilma no Espaço

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu 192) de João Pessoa colocará sua unidade especial com toda estrutura de uma UTI à disposição de Dilma Rousseff enquanto ela estiver em solo paraibano nesta quarta-feira (15). A providência é praxe durante visita de chefe de governo a qualquer outro lugar do país fora de Brasília. A informação foi prestada há pouco ao Blog do Rubão pelo jornalista Eduardo Carneiro, secretário de Comunicação Social da Prefeitura de João Pessoa.

Eduardo Carneiro esclareceu ainda que o Samu instalou um posto no Espaço Cultural com todos os profissionais (médicos, enfermeiros, técnicos etc.) e equipamentos necessários a atendimentos de emergência durante a audiência pública que a Assembleia Legislativa promove à tarde na Praça do Povo com a presença da Presidente da República. “Teremos ainda motolâncias e uma ambulância do Hospital Clementino Fraga à disposição do público, além de toda a rede de saúde do município de prontidão e em alerta para qualquer ocorrência”, acrescentou o secretário.

Os esclarecimentos da Comunicação da Prefeitura foram necessários porque desde cedo desta quarta circulou boato nas redes sociais sobre uma suposta negativa do governo municipal a um pedido da Assembleia para que o Samu colocasse equipes e viaturas a serviço da multidão esperada para o evento com Dilma. Eduardo Carneiro disse também que o posto fixo no Espaço será compartilhado com o Corpo de Bombeiros e o Clementino Fraga.

SMS DIVULGA NOTA

No final da manhã, a Secretaria Municipal de Saúde divulgou a seguinte nota a respeito dos serviços que mobilizou para a permanência da presidente Dilma em João Pessoa:

A Secretaria Municipal de Saúde informa que, para acompanhar a audiência pública da presidenta afastada Dilma Rousseff, será disponibilizado o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), por meio de uma Unidade de Saúde Avançada e, toda a rede hospitalar e de Pronto Atendimento (UPAS) do município estará a disposição como retaguarda.

O evento contará também com um posto fixo para atendimentos de saúde e com equipes do corpo de bombeiros que dará assistência a todo público presente”.

Professor vê mesquinharia e dor de cotovelo em críticas à obra da Lagoa

Rubens Nóbrega

“Pense num debate mesquinho, inócuo e inútil!”, comentou o Professor Menezes nesta terça-feira (14) sobre a guerra de notas e pronunciamentos em torno de possíveis defeitos da reforma realizada pela Prefeitura de João Pessoa no Parque Solon de Lucena. O embate tem como protagonistas auxiliares e partidários do prefeito Luciano Cartaxo de um lado e, do outro, vereadores de oposição e porta-vozes oficiais e oficiosos do governador Ricardo Coutinho.

O mestre avalia que a oposição está perdendo e perdida nesse confronto, porque apega-se a detalhes que seriam facilmente abafados e rapidamente esquecidos diante do ‘conjunto da obra’. Menezes acredita que terão melhor proveito na estratégia de queimar o filme do prefeito os oposicionistas que investirem na celeridade e divulgação das investigações sobre o suposto superfaturamento de R$ 9,6 milhões que a CGU (Controladoria-Geral da União) levantou ano passado na ‘obra da Lagoa’.

A quantia, lembra o Professor, corresponde à soma dos valores pretensamente desviados dos serviços de desassoreamento da Lagoa, com a retirada e transporte da lama escavada para o aterro sanitário metropolitano. Também entra nessa conta a construção do túnel projetado para dar vazão até o Rio Sanhauá, na Cidade Baixa, do acúmulo de água que transborda e alaga o anel viário interno a cada chuva mais intensa.

“A reforma ficou bacana e as reações a ela expõem uma evidente dor-de-cotovelo de quem teve a chance e os meios para fazê-la e nada fez”, disse Menezes, numa estocada com endereço certo, porque seguramente remete a Ricardo Coutinho, que foi prefeito da Capital por um mandato e meio e não fez qualquer intervenção recuperadora da Lagoa, um logradouro de referência da cidade que nos últimos 50 anos sofreu processo de acentuada degradação.

Prefeito se expõe ao ridículo quando anuncia pagamento de salário

Rubens Nóbrega

A necessidade de produzir ou protagonizar sucessivos fatos políticos que pretensamente melhoram a imagem de governante virou obsessão em muitos detentores de poder em ano eleitoral, seja ele prefeito da cidade mais remota e pequena do país, seja ele governador do Estado mais pobre do Brasil. E se o mandatário estiver em plena campanha para se reeleger, aí então é que “o bicho pega” ou “o couro come”. Porque nesse elenco tem artista capaz de inaugurar lombada, calçada e até semáforo. Ou até mesmo de chamar a imprensa para anunciar que vai pagar salário de servidor, como se dever tão comezinho de gestão pública fosse um favor ou grande realização de governo.

Foi o que fez nesta segunda-feira (13) o prefeito Luciano Cartaxo, de João Pessoa, ao ‘conceder’ dezenas de entrevistas para dizer que vai pagar salário e metade do décimo-terceiro do funcionalismo até o final do mês. Nada original ou inédito, contudo. Nos anos 90 e começo deste milênio, pelo menos dois governadores usaram a regularidade do pagamento da folha de pessoal em propagandas que promoviam a figura de ambos como administradores competentes e eficientes. Nesse embalo, Ronaldo Cunha Lima (1991-94) e José Maranhão (1995-2002) chegaram ao ponto de transformar tabelas de pagamento de salário em trabalhadas peças publicitárias divulgadas em jornais, rádios e tevês da Paraíba. A custo bastante elevado para o erário, como sói.

Mas deve ter sido Cássio Cunha Lima, sucessor de José Maranhão no governo, a grande inspiração ou o espelho onde se mirou o prefeito de João Pessoa. Afinal, quando governou a Paraíba de 2003 a fevereiro de 2009, o hoje senador e líder do PSDB no Senado Federal nem piscou para convocar uma coletiva de imprensa e nela comunicar ao mundo o feito extraordinário de um pagamento antecipado do décimo-terceiro. Talvez justificasse canhestramente tamanha pompa e circunstância o fato de durante aquele período o então governador tucano ter se envolvido em evidentes dificuldades para pagar a folha do Estado em dia. De uma forma tal que na época o servidor era obrigado a contrair empréstimo em banco para receber o próprio salário. Tendo o Estado como avalista e pagante dos juros e demais encargos inerentes à operação, claro.

Luciano Cartaxo não foi, portanto, “o inteligente que inventou” essa história de alçar uma obrigação básica de governo ao nível de gesto magnânimo do poderoso da hora. Mas, como ele e outros fizeram e fazem, parece até que cada um deles tira dinheiro da carteira para distribuir com os pobres funcionários da Prefeitura da Capital ou do Estado. Que merecem o título de pobres porque são realmente mal pagos em sua quase totalidade e ainda têm que enfrentar, coitados, os ‘chefes’ da hora fazendo pouco da inteligência deles e de todos os governados. Sem se dar conta do ridículo que cometem, além de tudo, porque a artimanha ou patranha é tão patética quanto estranha em qualquer outro Estado ou capital brasileira.

OAB-PB coleta sugestões para novo projeto de reforma política

Rubens Nóbrega

A Ordem dos Advogados do Brasil na Paraíba (OAB-PB) vai promover audiência pública sobre reforma política às 18h30 da próxima quinta-feira (16), no auditório da sede da entidade em João Pessoa. O objetivo é coletar e discutir propostas e ideias que, uma vez aprovadas na reunião, serão encaminhadas ao Conselho Federal da Ordem, que está preparando novo projeto de reforma política para submetê-lo ao Congresso Nacional. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (13) pelo advogado Raoni Vita, vice-presidente da OAB-PB, ressaltando que o evento é aberto a todos que dele queiram participar.

O projeto em gestação será o terceiro que a OAB elabora e apresenta nos últimos dez anos. Em 2006, a entidade formatou e levou no ano seguinte ao Senado proposta de reforma política na qual defendia fidelidade partidária total, limitações ao financiamento de campanhas eleitorais, recall do eleitorado para tomar o mandato de maus parlamentares, prefeitos, governadores e presidentes, redução do mandato de senador de oito para quatro anos e o fim do suplente de senador.

Em 2013, articulada com a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), CUT (Central Única dos Trabalhadores) e UNE (União Nacional dos Estudantes), a OAB lançou novo projeto, dessa vez com enfoque na proibição do financiamento empresarial de campanhas eleitorais, criminalização do caixa 2 e o fim da reeleição, além de votação em dois turnos para a eleição de deputados. Tanto em 2006 como há dois anos, as contribuições da Ordem para melhorar o sistema político e eleitoral do Brasil foram ignoradas – ou engavetadas – pelos dirigentes da Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

audiência oabpb

Cássio: polêmica do viaduto serviu para mostrar que obra tem verba federal

Senador lembra que repasses do Pacto Social entre Estado e municípios também são parcelados e estão atrasados

Rubens Nóbrega

O senador Cássio Cunha Lima disse neste domingo (12) que “é bem o estilo Ricardo Coutinho” toda a polêmica em torno dos R$ 17,5 milhões para o Viaduto do Geisel que o Ministério das Cidades retirou da conta do Estado.

O estorno, denunciado pelo próprio governador na sexta-feira (10), serviu de qualquer modo “para que as pessoas tomassem conhecimento que tem recursos do Governo Federal na obra, algo que nunca foi divulgado de forma ampla e clara”, observou Cássio.

Ele informou que em audiência semana passada no Ministério das Cidades solicitou, em nome da bancada paraibana no Senado, a liberação de recursos para o viaduto. “O ministro Bruno Araújo atendeu a uma solicitação do senador (Raimundo) Lira e minha. Claro que Zé Maranhão apoia também”, acrescentou.

Perguntado se teria feito alguma intervenção junto ao ministro no sentido que insinuam os governistas, ou seja, de boicote ao andamento das obras do viaduto por falta dos recursos federais, o senador reforça que ele, Lira e Maranhão têm atuado “de forma coesa na defesa dos interesses da Paraíba” e arremata: “Se intervenção houve foi para ajudar”.

Quanto à forma de liberação dos recursos, antecipada e integral ou por medição e em parcelas, Cássio argumenta que a praxe é a segunda hipótese. “Tanto que nos convênios do Pacto Social do próprio Governo do Estado, com valores significativamente menores, as liberações são parceladas”, acentua.

O senador denunciou, a propósito, que em inúmeros convênios do Pacto Social o Governo do Estado tem atrasado sistematicamente os repasses previstos. “Sem falar nas transferências de recursos de programas na saúde que o Estado não realiza há meses”, acrescentou.

Alunos de escola pública homenageiam Antônio Barros e Cecéu

Foto Atonio Barros e Ceceu

Compositores emocionaram-se diante de adolescentes que mostraram cantando o quanto conhecem e gostam da mais autêntica música nordestina

Rubens Nóbrega

“Muitas das canções de hoje são feitas para entrar no ouvido, mas não entram no coração das pessoas. Daí são rapidamente esquecidas pelo público, apesar do caírem ligeiro no gosto popular enquanto são massificadas pela mídia”. Assim Cecéu resumiu para alunos de uma escola pública da Capital a diferença básica entre as centenas de músicas que ela e Antônio Barros fizeram e aquelas que lideram as paradas atualmente ou “de uns tempos pra cá”, como diria o menestrel Chico César.

O casal foi homenageado na manhã de sábado (11) por concluintes do ensino fundamental da Escola Municipal Fenelon Câmara, no Geisel. A homenagem deixou os consagrados compositores paraibanos bastante emocionados. No auditório do educandário, eles assistiram por mais de uma hora à apresentação de trabalho escolar que mobilizou mais de 30 alunos dos nonos anos em pesquisas sobre vida e obra dos artistas paraibanos que assinam, juntos, os mais executados clássicos do mais autêntico cancioneiro nordestino de todos os tempos.

Sob orientação da Professora Raíssa Santos, de Português, os estudantes expuseram seus conhecimentos sobre Antônio Barros e Cecéu declamando e cantando composições famosas da dupla, a exemplo de ‘Homem com H’, ‘Por debaixo dos panos’, ‘Bate Coração’, ‘Procurando Tu’, ‘Sou o Estopim’, ‘Forró do Xenhenhém’ e ‘Óia eu aqui de novo’. Todas músicas de letras que não precisaram decorar porque, como disse Cecéu, foram feitas “para entrar (e ficar) no coração das pessoas”. Significa que foram feitas com reconhecida e indiscutível qualidade e por essa razão incorporaram-se com merecido destaque à memória e ao patrimônio artístico-cultural dos brasileiros em geral e da Paraíba em particular .

Em retribuição, os meninos e as meninas da Escola Fenelon, além de professoras e funcionários, ouviram dos compositores histórias engraçadas ou pitorescas de uma carreira que não precisou de jabá nem de lobby para ‘emplacar’ suas criações. Alguns dos episódios contados por Antônio Barros e Cecéu relembram, inclusive, passagens marcantes da convivência pessoal ou da parceria artística de um, de outro ou de ambos com Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Dominguinhos e Ney Matogrosso, entre outros monstros sagrados da Música Popular Brasileira.

Ministério admite liberar apenas R$ 3,8 milhões para viaduto do Geisel

Do contrato de repasse celebrado com o Governo da Paraíba no final de 2012, no valor de R$ 17,8 milhões, só foram repassados R$ 239,5 mil até agora

Rubens Nóbrega

O Ministério das Cidades tem mesmo a obra do Viaduto do Geisel como “atrasada”, que dela o Governo do Estado conseguiu executar até agora apenas 22,9% e que o “valor passível de liberação” pelo Governo Federal, neste momento, equivale a exatos R$ 3.835.263,88. As informações constam de documento – ‘Espelho de Contrato de Repasses’ – reproduzido abaixo.

No mesmo extrato é possível confirmar que dos R$ 17.800.600,00 acertados com o Ministério para o viaduto foram liberados apenas R$ 239.560,47. Mas essa parcela foi repassada há quase um ano e meio, em 26 de janeiro de 2015, através da Caixa Econômica Federal. Do contrato celebrado com o Governo da Paraíba no final de 2012 restam, portanto, R$ 17.561.039,53.

DOCUMENTO MC MATÉRIA RUBENS

A soma corresponde a pouco menos do total de dinheiro que o Ministério das Cidades admite ter estornado da conta do Estado, conforme nota divulgada pelo órgão na sexta-feira (10). O argumento é o de que “o governo afastado (da presidente Dilma Rousseff) liberou a integralidade da verba sem que a obra estivesse com o nível de medição de acordo com os critérios necessários para o recebimento do valor questionado”.

O estorno fora denunciado antes da nota do Ministério pelo governador Ricardo Coutinho, insinuando que a retirada dos recursos já depositados na conta do Estado seria obra das gestões de adversários seus na bancada federal junto ao ministro Bruno Araújo, que é deputado federal pelo PSDB de Pernambuco.

Em entrevista ao portal Paraíba Já neste sábado (11), sem citar nomes Ricardo disse que “a Paraíba quer e merece saber quem agiu e age contra as obras do Estado, boicotando a liberação dos parcos recursos e das pequenas contrapartidas” e acrescentou que “alguns (dos supostos sabotadores) já estão se colocando publicamente”.

TJPB vai gastar R$ 266 mil com celulares e tablets e R$ 53 mil com decoração

O Tribunal de Justiça faz licitação também para instalar persianas em gabinete de desembargador ao custo de R$ 12 mil

O Tribunal de Justiça da Paraíba realizará pregão eletrônico no dia 27 deste mês, às 14h, para comprar telefones celulares e tablets de última geração. No total, embolsará R$ 266.105,00 a empresa ‘especializada’ que vencer os concorrentes e for contratada para fornecer “aparelhos telefônicos móveis do tipo Smartphone e Tablets, através do Sistema de Registro de Preços”.

O anúncio da licitação, que recebeu o número 13/2016, causa revolta entre advogados aos quais o TJPB reiteradamente alega dificuldades financeiras para não melhorar instalações e serviços em juizados da Capital, de Campina Grande e na maioria das comarcas do interior. A compra, pelo valor divulgado, causou indignação maior ainda entre servidores do próprio Judiciário, que há anos reivindicam reajustes que venham a recompor minimamente o poder de compra de seus salários, mas sempre se deparam com negativas da cúpula do Poder fundadas em apertos orçamentários.

Esse pregão eletrônico em particular enfrenta outros questionamentos nos bastidores dos fóruns e outras repartições subordinadas ao TJPB, em razão das especificações exigidas para os celulares desejados. Do preço unitário (R$ 3.199,00) ao tamanho do visor (4.7 polegadas), passando pela capacidade de armazenamento de dados e imagens e resolução de câmera fotográfica, tudo converge para o iPhone S, sonho de consumo da classe média mais alta, mais empoderada e mais endinheirada.

Já os tablets estariam cotados a R$ 1.800 a unidade. Para informações mais detalhadas, o leitor pode acessar aqui o edital da licitação.

Persianas por R$ 12 mil

Outra despesa que o TJPB está por fazer através de pregão eletrônico tem como justificativa “a instalação com montagem de persianas no gabinete do Desembargador João Alves da Silva, visando a (sic) conclusão dos trabalhos de reforma do aludido gabinete”. Custo total: R$ 12.639,30. São 11,27 metros quadrados de “persiana modelo horizontal rolo coleção translúcida plissé”, ao custo unitário de R$ 1.121,50.

‘Mangueira natalina’ por R$ 41 mil

O Tribunal de Justiça realizará outro pregão, dessa vez presencial, para adquirir uma “mangueira decorativa de microlâmpadas destinadas a (sic) decoração e iluminação de Natal no Palácio da Justiça, Fórum Cível, Fórum Criminal, Fórum de Mangabeira, Corregedoria e Esma (Escola Superior da Magistratura)”. A compra desse material e sua instalação nos prédios mais vistosos do Judiciário que funcionam na Capital custarão ao erário a soma de R$ 41.580.

Ainda na maratona de aquisições do TJPB consta a aquisição de cancelas automáticas com controle remoto para o estacionamento do Fórum Cível de João Pessoa. No total, os equipamentos e sua montagem consumirão R$ 32 mil dos cofres públicos.

Aguardando informações e esclarecimentos

Às 10h10 desta sexta-feira (10), este repórter encaminhou à Assessoria de Imprensa do TJPB o seguinte pedido de informações e esclarecimentos:

“Bom dia. Solicito informações e esclarecimentos acerca dos seguintes questionamentos:

  1. o TJ realizará pregão eletrônico no próximo dia 27 para comprar smartphones e tablets no valor total de R$ 266 mil e, segundo as especificações contidas no edital, haveria um claro direcionamento para aquisição de iPhone 6 S, conforme manifestações de bastidores que chegaram a este repórter;
  1. além disso, advogados e servidores do próprio Judiciário indagam se há realmente necessidade de tal compra por valor tão elevado para atender apenas, supõem, a desembargadores e assessores mais próximos, enquanto as instalações e os serviços da Justiça Estadual estariam precários e nada se faz para recuperar ou melhorar sob alegação de dificuldades financeiras e apertos orçamentários.
  1. outras licitações que chamam a atenção e causam revolta também são os pregões para instalar persianas no gabinete do desembargador João Alves ao custo de R$ 12 mil, decoração natalina por R$ 41 mil e cancelas automáticas para os estacionamentos dos fóruns no valor total de R$ 32 mil.

Farei matéria logo mais para o portal jornaldaparaiba.com.br e comentários na CBN João Pessoa à tarde, o que reforça com urgência de resposta a presente mensagem.

Grato,

rubens nóbrega

repórter do JP online e comentarista da CBN João Pessoa”.

As informações e esclarecimentos solicitados serão imediatamente publicados tão logo sejam encaminhados e cheguem ao endereço eletrônico fornecido pelo blog.

Advogados veem covardia e ilegalidade no processo contra desembargadora

Defesa cita normas do CNJ que vedam expressamente acolhimento de denúncia anônima contra magistrados

No entendimento dos advogados da desembargadora Maria das Neves do Egito, covardia e ilegalidade são os principais elementos definidores do processo aberto em abril deste ano para verificar a invalidez e antecipar a aposentadoria da magistrada, caso fique comprovada a sua incapacidade de cumprir as atividades próprias do cargo no Tribunal de Justiça da Paraíba.

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