Ameaças motivam troca de casa por apartamento

Edifício Manoel Pires, no Centro da Capital (Foto: Wikimedia Commons)

Edifício Manoel Pires, no Centro da Capital (Foto: Wikimedia Commons)

Meus pais aderiram ao apartamento quando notaram o que chamam de pouca utilidade dos espaços abundantes de uma casa. Com os filhos casando ou estudando fora, então, a casa ficou imensa para eles. Fora quarto de dormir, banheiro, sala de tevê e a cozinha ampla o bastante para caber mesa de refeição, os demais cômodos foram declarados inúteis pelo casal.

LEIA MAIS

Tragédia familiar força mudança para o centro da cidade

Casa da Maestro Osvaldo Evaristo, no Bairro dos Estados, em João Pessoa

Casa da Maestro Osvaldo Evaristo, no Bairro dos Estados, em João Pessoa

Do Conjunto Boa Vista, os Barbosa da Nóbrega mudaram-se para uma casa alugada na Vila Felipeia da Avenida Almeida Barreto, que fica por trás do Mercado Central de João Pessoa. Mudança forçada por uma tragédia familiar.

LEIA MAIS

Do vício de fumar à rejeição da menina do Liceu

Liceu Paraibano (Foto: G1/O Globo)

Liceu Paraibano (Foto: G1/O Globo)

No antigo Conjunto Boa Vista, primeiro bairro em que os Barbosa da Nóbrega residiram na Capital a partir de 1972 , vivi uma primavera de eventos antes impensados e talvez impossíveis em Bananeiras. Simultâneos a alguns prazeres que estragavam a saúde sem o dono da saúde perceber, graças à energia que a juventude permite acumular e desperdiçar com a mesma facilidade. Desperdício aumentado no vício de fumar.

LEIA MAIS

Na casa de conjunto, no escurinho da mangueira

Casa no Boa Vista, hoje Bairro dos Ipês, em João Pessoa

Hoje sem a mangueira, a segunda e última casa dos Barbosa da Nóbrega no Conjunto Boa Vista

Quando meus pais resolveram trocar Bananeiras por João Pessoa, em 1972, a minha ansiedade concentrou-se inteira na casa onde os Barbosa da Nóbrega morariam inicialmente na Capital, no Conjunto Boa Vista, atual Bairro dos Ipês. Seria uma ‘casa de conjunto’ tipo B (um pequeno terraço, sala, cozinha, três quartos, um banheiro), mas seria nossa. Aluguel, nunca mais. Meu pai fora promovido de inquilino em Bananeiras a mutuário, em João Pessoa. Não era pouco.

LEIA MAIS

Na última casa em Bananeiras, a mocinha da casa foge para casar

Rosane, Carlos e Tiago, os dois primeiros filhos, Fernando e Diego, o caçula

Rosane, Carlos e Tiago, os dois primeiros filhos, Fernando e Diego, o caçula (foto de álbum de família)

Até os setenta do século passado ainda era muito comum encontrarmos no interior de Paraíba e Nordeste pais que escolhiam ou no mínimo vetavam namorado de filha adolescente. Lá em casa, a regra evoluiu. Fixaram idade mínima. Minhas irmãs Rosane e Rejane poderiam namorar, mas somente a partir dos 15 anos. Namorar em casa, bem entendido, e sob vigilância.

LEIA MAIS

Feito Gonzaga, também tenho um sítio que anda comigo

Casa da Praça do Colégio, última residência em Bananeiras

Casa da Praça do Colégio, última residência em Bananeiras, que terá sua história contada no próximo capítulo

Parei sábado passado na penúltima residência da família Barbosa da Nóbrega em Bananeiras. Casa da Rua Coronel Antônio Pessoa, a principal do lugar. Casa grande e comprida, mas de quintal minúsculo e ainda por cima com metade do terreno tomado por um galinheiro e um quarto de despejo. Para compensar, talvez, o Professor Vicente comprou um sítio a três léguas do cidade. Para quem antes morou no campus de uma Escola Agrícola, pense na festa!

LEIA MAIS