Chega ao 3º dia ocupação da Reitoria da UFPB por estudantes da Residência Universitária

A ocupação começou na segunda-feira (Foto: Pollyanni Dallara/Wscom)

Sem perspectiva de solução no curto prazo, estudantes que moram na Residência do Campus de João Pessoa mantêm acampamento no hall do edifício-sede da administração universitária

Cerca de 70 residentes estão acampados no hall do prédio da Reitoria desde a tarde da segunda-feira (8). Representantes do grupo e de entidades estudantis já foram recebidos pela reitora Margareth Diniz para discutir as reivindicações dos internos, mas as negociações, pelo visto, não evoluíram.

Os alunos protestam contra o que classificam de “péssimas condições” da moradia. Somando às denunciadas precariedades, houve falta de energia elétrica e de água nas unidades da Residência Universitária no último final de semana.

A administração da UFPB providenciou ainda na segunda o restabelecimento da energia elétrica e o abastecimento da Residência através de carro-pipa, mas as demais queixas dos residentes ainda não teriam sido atendidas.

Servidores da Universidade que trabalham na Reitoria não deixaram de cumprir o expediente por conta da ocupação, mas reconhecem que o movimento afeta suas atividades e o livre trânsito de pessoas que procuram atendimento, especialmente na Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (Progep), localizada entre a o hall e o Gabinete da Reitora.

“Tem um grupo acampado no corredor que dá acesso à Progep, mas o pessoal está conseguindo vir trabalhar. Já as audiências com a reitora tiveram que ser canceladas até que essa situação se resolva”, disse ao blog um(a) funcionário(a) da UFPB.

Essa é a segunda ocupação de protesto estudantil na Reitoria da UFPB em pouco mais de um ano. No final de fevereiro de 2016, quatro alunos da instituição acorrentaram-se ao corrimão da rampa de entrada do prédio e fizeram greve de fome por dez dias.

Aquela manifestação, que denunciou insuficiências e falhas da política de assistência estudantil do atual reitorado, foi encerrado no dia 3 de março, graças à intervenção do Ministério Público Federal (MPF).

  • Colaboração de Geri Júnior

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