Professor acusado de falsificar diplomas fica em silêncio ao ser interrogado pela PF

Intimado para interrogatório na Polícia Federal no dia 31 de março último, o professor Deyve Redyson (foto) compareceu à sede da Superintendência da PF em Cabedelo, mas usou o direito de permanecer em silêncio para somente falar em juízo. Ele é acusado de fraudar diplomas com os quais comprovou currículo em concurso público da UFPB.

A informação de que Redyson não falou à PF foi transmitida hoje (20) à rádio CBN João Pessoa pela advogada Kátia Farias, que defende o professor. Ela acrescentou que agora cabe ao delegado presidente do inquérito realizar as diligências que entender necessárias, concluir e encaminhar relatório ao Ministério Público Federal (MPF), que decidirá se o denuncia ou não à Justiça.

Há dez anos lecionando na UFPB, Deyve Redyson Melo é Professor Adjunto III, lotado no Departamento de Ciências da Religião, do qual foi afastado desde fevereiro deste ano para responder a um processo administrativo disciplinar instaurado pela própria instituição. O procedimento apura a mesma denúncia objeto de inquérito na PF.

Entre os diplomas que teriam sido falsificados, o de maior grau acadêmico é o de Doutor em Filosofia pela Universidade de Oslo, Noruega. Na UFPB, onde atuava também como pesquisador e orientador de teses acadêmicas, Redyson trabalhava na área de Pensamento Oriental, com enfase no Budismo, Filosofia da Religião, Ateísmo em Schopenhauer, Feuerbach e Educação.

 

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