MPF vai pedir esclarecimentos à UFPB sobre máquinas de vender comida e bebida

Rodolfo Alves, procurador-chefe do MPF-PB (Foto: Ascom/PRPB)

Rodolfo Alves, procurador-chefe do MPF-PB (Foto: Ascom/PRPB)

O procurador da República Rodolfo Alves Silva, chefe do Ministério Público Federal na Paraíba (MPF-PB), vai solicitar esclarecimentos à Universidade Federal da Paraíba (UFPB) sobre a instalação de máquinas de vender comida e bebida nos campi da instituição durante o processo de regularização da ocupação de lanchonetes e copiadoras mediante licitação.

Através da Assessoria de Comunicação do MPF-PB, Rodolfo informou ainda que somente após receber e avaliar as informações da UFPB é que poderá tomar alguma providência ou fazer recomendações à administração universitária, assim como o fez em relação à necessidade de regularizar, via concorrência pública, a exploração de pontos comerciais dentro da instituição.

Sobre o assunto, o blog voltou a ouvir hoje (22) Francisco Pereira, prefeito universitário interino, para dirimir algumas dúvidas manifestadas por leitores. Em resposta às questões levantadas, ele informou, por exemplo, que as máquinas na UFPB serão semelhantes às que existem em aeroportos. De três tipos: um vai vender café e achocolatado; outro, refrigerantes, sucos e água; e um terceiro, salgadinhos ensacados.

Pereira adiantou que a Prefeitura Universitária pedirá ao fornecedor ou fornecedores das máquinas a inclusão de sanduíches naturais, tendo em mente “uma maior diversidade de alimentos” à comunidade acadêmica. Segundo ele, até o dia 5 de dezembro será concluída uma consulta interna para saber quais centros têm interesse em contar com essas máquinas.

“Alguns já se manifestaram, como o Centro de Informática, o Centro de Ciências Jurídicas e a Reitoria”, declarou. Pereira disse ainda que é possível que haja mais de um fornecedor, a depender da demanda, o que aconteceria caso um centro manifestasse interesse em ter uma máquina de café e outra de snack, por exemplo.

Vai ter licitação

Concluída a consulta interna, será aberta a licitação às empresas interessadas. Devido ao recesso que se aproxima, o edital só deve ser lançado em janeiro de 2017. Pereira explicou que os valores cobrados pela UFPB para colocação das máquinas vai depender do espaço a ser ocupado. Há um valor-base, mas não soube precisar quanto, alegando que não estava na Prefeitura durante o contato com o blog.

Concluídos os trâmites, as máquinas devem ser instaladas em meados de fevereiro, segundo o prefeito. A previsão inicial é de um contrato por um ano, com a possibilidade de renovação por até 60 meses, desde que a empresa cumpra com as exigências da UFPB. Conforme Pereira, todos os prazos constam de resolução aprovada no Conselho Universitário (Consuni).

O que diz a Aduf

Sobre a instalação das máquinas automáticas de vender lanches, Marcelo Sitcovsky, presidente do Sindicato dos Professores da Universidade Federal da Paraíba (Aduf-PB), criticou a ausência de um diálogo mais amplo com a comunidade acadêmica. “Tomamos conhecimento das mudanças pelos funcionários. Como a questão envolve toda a Universidade, tínhamos sugestões a dar. A mudança afeta o dia a dia de todos e deveria ser discutida de forma mais ampla”, declarou.

O presidente disse que com a padronização dos serviços haverá uma limitação na oferta de alimentos, além do encarecimento dos produtos. “Sem contar a qualidade nutricional dos lanches, que são industrializados”, destacou. Sitcovsky lembrou que muitas pessoas passam o dia na Universidade e fazem refeições como almoço e jantar na Universidade, o que não é possível nas máquinas.

  • (Valéria Sinésio)

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