Sindicato dos Médicos desmente violência em parto no HU

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O Sindicato dos Médicos do Estado da Paraíba (SimedPB) desmentiu hoje (25) em nota oficial denúncia feita há uma semana por estudante de Fisioterapia sobre violência obstétrica no Hospital Universitário Lauro Wanderley (HHLW), de João Pessoa. A entidade informa que em depoimento à Ouvidoria do HU a parturiente supostamente vítima de episiotomia desnecessária elogiou a equipe médica que a atendeu e desqualificou a forma como o aluno denunciou o fato. O blog reproduz a nota na íntegra, a seguir.

NOTA OFICIAL DO SINDICATO DOS MÉDICOS DO ESTADO DA PARAÍBA (SIMED/PB)

O Sindicato dos Médicos do Estado da Paraíba – SIMED/PB – vem a público se manifestar sobre informações recentemente veiculadas no facebook e repercutidas em blogs jornalísticos e ostensivamente nas redes sociais sobre suposta violência obstétrica cometida pela equipe médica do Hospital Universitário Lauro Wanderley.

1. Inicialmente, destaca-se que a denúncia se alicerça no depoimento de um estudante do 7° período do curso de fisioterapia da UFPB, veiculado no seu respectivo perfil pessoal na rede social Facebook.

2. Destacamos que um estudante, equivocadamente, desrespeitou a competência profissional do ambiente clínico e interpretou o fato isoladamente, desacreditando a conduta aplicada pela equipe médica. Enfatizamos ainda que durante o parto a equipe médica é a responsável direta pela paciente e pelo nascituro, sendo seu dever empreender a melhor técnica para salvaguardar a integridade dos seus pacientes.

3. Diferente ao que foi exposto pelo estudante, em depoimento prestado pela própria parturiente à Ouvidoria do HULW, esta relata em forma de elogios o tratamento recebido por toda a equipe que a assistiu durante seu parto. Além disso, a paciente discorda e desmente, por completo, as denúncias apresentadas nas redes sociais, sobre o suposto constrangimento e violência sofrida.

4. Dessa forma, manifestamos a nossa indignação e o nosso repúdio à forma como a denúncia foi veiculada, violando os princípios básicos do contraditório e da ampla defesa e não possibilitando uma discussão entre os agentes envolvidos. Tendo como única consequência macular a imagem da equipe médica e da instituição HULW, expondo de igual maneira toda categoria médica à sociedade.

5. O SIMED/PB adotará providências para a rápida apuração dos fatos e envidará todos os esforços para responsabilizar cível e criminal os envolvidos na malsinada denúncia, a fim de garantir reparação ao patrimônio imaterial da equipe médica do HULW.

6. O SIMED/PB é um incansável defensor das prerrogativas médicas e jamais se furtará de lutar por todos os médicos que exercem suas funções e em algumas situações estas são exercidas sem qualquer condição de trabalho.

João Pessoa/PB, 25 de outubro de 2016.

A DIRETORIA

Carta da parturiente

Cópia de carta assinada pela sra. Antônia Severina Vicente (reproduzida abaixo) foi enviada ontem (24) à noite ao blog pela Assessoria de Imprensa da Associação de Ginecologia e Obstetrícia da Paraíba (Sogopa), que também se manifestou publicamente sobre a denúncia do estudante de Fisioterapia, igualmente contestando o que foi denunciado (veja nota da entidade, na sequência).

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A nota da Associação dos Obstetras

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7 Comente Sindicato dos Médicos desmente violência em parto no HU

  1. LAIZA THAIS Disse:

    Qual a novidade? Eles sempre se encobrem! #ApoiamosKarlMarx #PeloFimDaViolênciaObstétrica

  2. Cláudio Silva Disse:

    Minha esposa teve filho la e não vi nenhuma violência. Muito pelo contrário! Já que você apoia o Karl Marx nas acusações, então vá lá e prove todo o absurdo que esse menino irresponsável publicou. Mania desses meninos fumadores de maconha criticar as pessoas sem conhecer o serviço. Eu e minha esposa fazemos la no HU o acompanhamento do meu filho. Se quiser conversar, estarei la na quinta pela manhã. Não tenho medo de imprensa ou de meninos revoltadinhos que so querem atacar as outras classes

    • Ewerton Henrique Patrício Disse:

      Fumador de maconha?!
      Primeiro, busca conhecer o estudante Karl Marx assim como você conhece toda a equipe médica/técnica do HU/UFPB. Segundo, se na sua mente medíocre estudantes que vivenciam irregularidades e protestam são meninos revoltadinhos, espero que seu filho quando lidar com situações parecidas possa agir corretamente independente se você o achará revoltadinho e fumador de maconha. E por último, mas com maior importância, em qualquer órgão público desse país, seja municipal, estadual e federal não se mede a qualidade do serviço oferecido por alguns casos que são “bem-sucedido” aos pacientes, mas sim pelos próprios profissionais que estão durante TODO o expediente a conviver com os demais. Graças a Deus sua esposa e filhos foram bem atendidos. Não classifique todos os médicos, enfermeiros e estagiários como aqueles ao qual atenderam vocês. Vá por mim a UFPB não é essa maravilha toda não viu, e o HU não sairia do mesmo pacote.

    • Jane Disse:

      Pena que os poderosos sempre vencem.Existem O PROFISSINAL, e aquele “profissional”.Não acredito do nada esse estudante ia criar um fato desse.Que aconteceu algo errdado sim, mas sabemos que ele falou de uma classe toda poderosa.Quero saber quantas vezes precisamos de um Hospital público e fomos tratados como deveríamos, pouca vezes encontramos profissionais comprometidos e humanos.Quando nos deparamos elogiamos é como se fosse coisa do outro mundo, que na verdade era para ser assim. Lendo a matéria desse caso, só pensei no aluno e a médica, não importa aqui a justiça dos homens o que vale é a consciência de cada um.Se a médica fez isso como está a sua consciência? E se o aluno criou todo o fato.Julgamento cada um levará consigo.

  3. Ana Disse:

    Isso já era esperado, o sindicato dos médicos iam admitir a violência? ! Isso é até ridículo ! O que interessa é o que já sabemos. Aconteceu sim!

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