Delegado busca imagens e apela ao amigo do rapaz morto em blitz que apareça e fale

Delegado Giovani Giacomelli (Foto: Arquivo/Wscom)

Delegado Giovani Giacomelli (Foto: Arquivo/Wscom)

O delegado de Polícia Civil Giovani Giacomelli esclareceu hoje (24) que ainda não há conclusão nem linha de investigação fechada sobre a morte do jovem baleado sexta-feira (21) em blitz da Polícia Militar no bairro de Manaíra, em João Pessoa. Disse que depende de imagens possivelmente gravadas no local onde o fato ocorreu e também de testemunhos. Para tanto, é de fundamental importância o depoimento do rapaz que supostamente dava carona de moto à vítima.

“Quero que ele saiba que não é caso para prisão em flagrante. Preciso ouvi-lo e recomendo que ele me procure o quanto antes”, apelou Giacomelli, que é Delegado de Homicídios e deverá conduzir todo o inquérito aberto para apurar o caso. Por enquanto, a Polícia Civil só dispõe da versão dos PMs que realizavam a blitz. Eles disseram que a vítima – identificada como Cícero Maximino (ou Maximiano) da Silva, de Teotônio Vilela (AL) – puxou arma e tentou atirar contra os policiais.

Ao Jornal da Paraíba, a pessoa que estava com Cícero garantiu que não havia qualquer arma com eles. Traziam apenas documentos e três celulares – um do motoqueiro e dois do rapaz que seria apenas estudante, teria vindo a João Pessoa apenas para passear e ontem foi levado pela família a uma sepultura em Alagoas. O motoqueiro explicou que “passou direto” pela barreira policial, sem atender a uma possível ordem de parar, porque não viu a blitz.

Contou também ao JP que em dado momento sentiu que o amigo caíra da moto, olhou para trás e viu um corpo estendido no chão. Depois, entrou numa rua perpendicular à via onde fora montada a blitz, estacionou o veículo e voltou correndo para tentar socorrer Cícero, mas foi impedido por policiais de se aproximar.

O delegado Giacomelli informou ao blog que uma equipe de investigadores está nas ruas desde cedo desta segunda-feira em busca de imagens que possam mostrar como tudo aconteceu ou ajudar a esclarecer dúvidas sobre a ocorrência. Imagens que podem estar gravadas em câmeras públicas ou da vigilância eletrônica de que dispõem hoje muitas casas comerciais, residências e prédios de apartamento. Revelou ainda que ligou para números de telefone que seriam de familiares de Cícero, mas ninguém atendeu a qualquer das ligações.

 

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