Eduardo Cunha: “Eu quero falar, eu vou falar”

(Ilustração: Tribuna da Internet)

(Ilustração: Tribuna da Internet)

Preso em uma cela individual de 12 metros quadrados na carceragem da Polícia Federal em Curitiba (PR), o ex-deputado cassado Eduardo Cunha disse ontem (20) a seus advogados que está disposto a prestar informações para colaborar com as investigações da Operação Lava Jato.

“Eu quero falar, eu vou falar”, afirmou o ex-presidente da Câmara, conforme apurou o jornal Valor com fontes próximas ao caso. O desejo do ex-deputado é uma das principais manchetes da versão online da publicação, em matéria assinada pelo jornalista André Guilherme Vieira com participação de Giuliano Gomes, da Agência Estado.

“A intenção inicial de Cunha seria depor sem fechar acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF). Os defensores de Cunha, no entanto, o alertaram para as implicações decorrentes da confissão fora de uma colaboração”, acrescenta Valor.

Eduardo Cunha é processado por corrupção e lavagem de dinheiro e pode passar 20 anos na cadeia, caso não faça acordo de delação premiada que lhe permitirá pagar pelo menos um terço da pena em prisão domiciliar. A pena máxima pode ser aplicada pelo juiz federal Sérgio Moro, caso o ex-deputado prefira exercer o direito ao silêncio.

Uma eventual delação premiada de Eduardo Cunha colocaria em risco de prisão ou de execração pública pelo menos 150 parlamentares e figurões da República do atual governo, principalmente filiados ou aliados ao PMDB, partido ao qual ainda pertenceria o ex-presidente da Câmara.

Eventual acordo de Cunha com o MPF incluiria o livramento de sua mulher, Cláudia Cruz, de prisão ou outro tipo de constrangimento legal. Ela é acusada de lavagem e evasão de divisas de cerca de US$ 1 milhão e responde à ação penal também sob a tutela de Moro.

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  1. Abra o bico cunha se não tu vai ficar na cadeia sozinho e os outros gozando da tua cara e chamando de otário tirou Dilma e fiquemos nua boa

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