Safadão: cachê de Campina joga Caruaru na ‘fogueira’

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Wesley Safadão (foto de divulgação)

Aumentou consideravelmente de ontem para hoje (22) a polêmica em torno do cachê do cantor Wesley Safadão, que deve se apresentar sábado (25) em Caruaru por R$ 575 mil, mas estaria cobrando ‘apenas’ R$ 295 mil para subir ao palco do Maior São João do Mundo, em Campina Grande, no dia 1º de julho próximo. Com um detalhe: enquanto na cidade pernambucana o show seria bancada inteiramente com recursos públicos, através da Fundação de Cultura da Prefeitura local, na Paraíba o artista levaria R$ 195 mil do governo municipal e os R$ 100 mil restantes de um patrocinador privado.

O cachê mais barato para a festa campinense teria ainda um componente afetivo, para justificar o ‘desconto’: as apresentações de Safadão são contratadas através da Luan Promoções, do empresário campinense Luiz Augusto da Nóbrega, que começou no ramo através da casa de shows Spazzio, em Campina Grande, e hoje é o maior agente dos artistas de fama nacional com inserção no Nordeste. Além disso, um dos primeiros empregos de Romero Rodrigues, alcaide da vez na Vila Nova da Rainha, fez com que ele trabalhasse justamente para o homem que hoje agencia as principais atrações nordestinas no ‘showbiz’ brasileiro, aí incluídos Flávio José, Elba Ramalho, Bel Marques e outros menos cotados.

Apesar desses laços, Luan divulgou nota nesta quarta informando que o show no Parque do Povo ainda não está confirmado. De fato, os valores estão sendo renegociados porque a transparência da Prefeitura Caruaru causou uma ‘saia justa’ ou ‘rodada’ entre os contratantes e o contratado. Veja só: o município pernambucano expõe em seu portal na Internet todos os valores de cachês dos artistas que contratou para se apresentarem no Pátio do Povo. Inclusive os R$ 575 mil de Safadão. Com a informação de que o mesmo show custaria ‘tão somente’ R$ 195 mil em Campina (e não os R$ 295 mil antes acertados originalmente), instalou-se automaticamente um mal-estar entre as partes caruaruenses e safadenses ou luanenses.

Promotores e agenciadores de shows consultados pelo blog revelaram que a exposição dos dois cachês – R$ 575 mil em Caruaru e R$ 295 em Campina – obrigou a Luan a divulgar a nota, não propriamente desmarcando o show, mas colocando em dúvida sua realização. Enquanto isso, entre quatro paredes ou linhas telefônicas supostamente seguras, em tese não grampeáveis, prossegue a peleja para subir o valor de Campina que é para não deixar Caruaru tão mal na fita. Embora a Prefeitura de lá sempre possa alegar que está pagando mais caro porque a data de apresentação do cantor no Pátio do Povo é mais concorrida, o que realmente encarece o preço de espetáculos como o do artista mais caro do Brasil, atualmente.

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