Tatiana Medeiros assume MDB em Campina e promete candidatura própria em 2020

Comando do MBD foi confirmado durante encontro com o senador José Maranhão

Foto: Arquivo Pessoal

Depois de meses sem comando, o MDB (Movimento Democrático Brasileiro) de Campina Grande tem nova presidente: a ex-candidata a prefeita do município em 2012 e médica Tatiana Medeiros. Ao assumir o comando da legenda na cidade Tatiana promete reestruturar o partido e lançar, já no próximo ano, candidatura própria à prefeitura campinense.

A missão não é das mais simples. Hoje a legenda possui apenas um vereador na Câmara Municipal da cidade, Olímpio Oliveira (MDB), e desde as últimas eleições municipais não tem conseguido ‘visibilidade’ na política campinense. Em 2016 o partido saiu derrotado das urnas, com o hoje senador Veneziano Vital do Rêgo (PSB).

Com um filho fazendo parte da gestão do prefeito Romero Rodrigues (PSD), com cargo comissionado na STTP, a presidente da legenda garante que o partido não faz parte da base de Romero e está aberto ao diálogo com todos. “Vamos trabalhar para que o MDB tenha um time competitivo e tenha candidatura própria. Nossa intenção é fazermos pelo menos três vagas na Câmara e ter candidatura própria”, comentou Tatiana.

União

A primeira tarefa da nova presidente é unir o partido em torno do novo projeto. Essa união passa, necessariamente, por manter o único vereador da legenda no partido. Olímpio Oliveira tem há anos se destacado no Legislativo campinense, mas nunca recebeu do partido a oportunidade de disputar a chapa majoritária numa eleição municipal. A missão de Tatiana, de reestruturar o MDB na cidade, é aparentemente do tamanho do sonho da legenda em ter candidatura própria em 2020. É gigante.

Prefeitura e Estado ‘brigam’ por projeto do VLT de Campina Grande

Prefeito Romero Rodrigues anunciou apoio de Bolsonaro a projeto da prefeitura, um dia após João Azevedo se reunir com Ministro

Foto: Francisco França

Uma disputa sem sentido, que em nada contribui para a cidade. O projeto de implantação de um Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) parece ter criado um ambiente de hostilidade, nos bastidores, entre a Prefeitura de Campina Grande e o Governo do Estado. A disputa ganhou nesta terça-feira (09) visibilidade, quando o prefeito Romero Rodrigues (PSD) anunciou ter recebido do presidente Jair Bolsonaro (PSL) o aval para tocar o projeto.

O anúncio, porém, com direito a fotos nas redes sociais, aconteceu um dia depois do governador João Azevedo (PSB) ter se reunido com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, para pedir a liberação da antiga linha férrea para implantar o VLT.

A prefeitura diz que o projeto está sendo pensado há “pelo menos três anos”. Mas o Governo do Estado garante que a assinatura do termo de domínio da faixa por onde passará o VLT já tem, inclusive, data marcada: 17 de julho. No encontro entre Romero e Bolsonaro, o presidente teria dado uma “recomendação expressa” para dar prioridade ao projeto apresentado por Romero.

A ‘disputa’ entre o Governo do Estado e a Prefeitura pelo projeto do VLT não é única. Com o alargamento da Avenida João Suassuna, uma das principais da cidade, aconteceu algo parecido. No caso da Avenida, o Estado venceu a batalha e executou a obra.

Nessa nova batalha, assim como nas anteriores, o que menos importa é quem conquista o prêmio de executar os serviços. Para a população, importa muito mais que o VLT saia do papel e se torne uma realidade para a cidade. O fato é que se Estado e Município sentassem à mesa e somassem as ideias, certamente o projeto ganharia mais força, mais apoios. Em vez de uma briga pela ‘paternidade’, teríamos a certeza do ‘nascimento’ da obra. Afinal de contas, é isso que a população espera.

Bolsonaro inaugura Complexo Aluízio Campos dia 11 de Outubro

Presidente deve participar da inauguração, em Campina Grande, ao lado do prefeito Romero Rodrigues

Foto: Codecom

O presidente da República Jair Bolsonaro (PSL) deverá fazer, no próximo dia 11 de outubro, a sua primeira visita oficial depois de eleito em Campina Grande. Ele deverá participar da inauguração do Complexo Aluízio Campos, ao lado do prefeito Romero Rodrigues. A agenda foi ‘pré-acertada’ nesta terça-feira (09) em Brasília, durante uma audiência entre os dois.

A obra do Aluízio Campos teve início em 2015. O Complexo possui 4,1 mil imóveis, entre casas e apartamentos, além de creches, postos de saúde e praças públicas. Desde o início, os serviços já se prolongam por quase cinco anos e passaram pelas gestões de três presidentes: Dilma Rousseff (PT), Michel Temer (MDB) e, agora, Jair Bolsonaro (PSL). No total foram investidos cerca de R$ 330 milhões no Complexo, sendo a maior parte dos recursos do Governo  Federal.

Outra pauta

Além da participação na inauguração do Aluízio Campos, o prefeito Romero Rodrigues também discutiu o projeto de implantação do VLT durante a audiência com o presidente Jair Bolsonaro. Segundo Romero, o presidente da República acatou o pleito e, por telefone, deu recomendação expressa ao ministro Tarcísio Gomes de Freitas, da Infraestrutura, para dar total prioridade à demanda.

Com R$ 27 milhões contingenciados, reitor da UFCG deve aguardar posição da ANDIFES

Reitores estimam que recursos só serão suficientes para manter funcionamento das Federais até o fim de setembro

Foto: Marinilson Braga/Ascom UFCG

O contingenciamento de recursos feito pelo Ministério da Educação (MEC) fez ‘sumir’, do orçamento da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), aproximadamente R$ 27 milhões. A instituição, assim como outras federais brasileiras, só terão recursos para manter as atividades em funcionamento até o fim do mês de setembro deste ano – caso não ocorra o desbloqueio dos recursos por parte do Governo Federal.

Preocupado com a situação o reitor da UFCG, professor Vicemário Simões, deverá aguardar uma posição da Andifes (Associação dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior) sobre o assunto. A expectativa dos reitores é de que, até o próximo mês, o MEC repasse parte dos recursos bloqueados. Caso isso não aconteça, a entidade nacional (Andifes) deverá deliberar sobre um posicionamento “uniforme” em todo o país.

Nesta segunda-feira (8) a reitora da Universidade Federal da Paraíba, Margareth Diniz, também confirmou que o orçamento da instituição só é suficiente até o fim de setembro. No caso da UFPB, o contingenciamento feito pelo MEC é de R$ 44 milhões.

Bloqueio

O Ministério da Educação (MEC) bloqueou, no final de abril, uma parte do orçamento das 63 universidades e dos 38 institutos federais de ensino. O corte, segundo o governo, foi aplicado sobre gastos não obrigatórios, como água, luz, terceirizados, obras, equipamentos e realização de pesquisas.

O Governo Federal alega que a medida não é um corte nos orçamentos das universidades, mas sim um contingenciamento. Segundo o Governo, os recursos poderão voltar a ser liberados com a melhoria da arrecadação e do cenário econômico. No total, considerando todas as universidades, o corte é de R$ 1,7 bilhão, o que representa 24,84% dos gastos não obrigatórios (chamados de discricionários) e 3,43% do orçamento total das federais.

Presidente da CDL-CG defende ampliação do São João para 40 dias

Festa contribui para aquecer comércio e movimentar a economia de Campina Grande. Este ano São João foi recorde de público

Depois do prefeito Romero Rodrigues ter ventilado a possibilidade de ampliar o São João de Campina Grande de 31 para 40 dias, no próximo ano, o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) da cidade endossou nesta terça-feira (09) a proposta. Artur Bolinha, que foi candidato a prefeito de Campina Grande nas eleições de 2016, disse que o aumento dos dias da festa seria positivo para a economia da cidade.

A ideia dele é que o ‘Maior São João do Mundo’ tenha início no fim do mês de maio, com os festejos sendo prolongados para o mês de julho. Com isso, o fim da festa coincidiria com o início do Festival de Inverno da cidade. “Em Gramado eles fizeram algo parecido e tem dado certo. E a gente aproveitaria a estrutura montada no Parque do Povo para o Festival de Inverno”, observou Bolinha.

Para o comércio, o São João é sinônimo de aquecimento nas vendas. As estimativas da prefeitura são de que a festa movimente, por ano, cerca de R$ 200 milhões na economia da cidade.

Ampliação do PP

Na última sexta-feira (5) o prefeito Romero Rodrigues também voltou a falar sobre o projeto para ampliar a área da festa. O ‘Novo Parque do Povo’ teria uma área superior ao atual, com 42,5 mil metros quadrados, e seria construído na Estação Velha. O prefeito não descartou que já em 2020 o projeto possa sair do papel.

Com folha de R$ 8,3 milhões, presidente do Ipsem prevê déficit na Previdência de CG

Previdência de Campina Grande possui 7,1 mil inativos. Mais de mil estão aptos a pedir aposentadoria no município

FOTO: ANTONIO LIMA/ACRÍTICA

Se Estados e Municípios ficarem de fora da Reforma da Previdência e não acontecerem modificações no sistema, em três anos os recursos arrecadados em Campina Grande não serão suficientes para pagar as despesas das previdências municipais. A informação é do presidente do Instituto de Previdência do Município (Ipsem), Antônio Hermano Oliveira. Hoje a entidade possui uma folha de pagamentos mensal de R$ 8,3 milhões.

“Aqui em Campina ainda estamos pagando porque tem um parcelamento de débito da gestão passada que Romero está pagando. Mas em uns três anos para frente, fechando isso aí tem que haver aporte de recursos. Hoje o que arrecada paga, mas quando parar de pagar o parcelamento vai ter que ter aporte”, explicou Hermano.

Ele classificou como “grave” a exclusão de Estados e Municípios da proposta de Reforma da Previdência, discutida no Congresso Nacional. “Excluíram da reforma os Estados e os Municípios, onde está o maior problema. O que os municípios arrecadam é muito aquém do que se arrecada com os servidores”, acrescentou o presidente do Ipsem.

Aptos para aposentadoria

Atualmente o Instituto de Previdência Municipal de Campina Grande possui 7,1 mil servidores inativos. Esse número pode aumentar a qualquer momento, já que segundo as estimativas do órgão pelo menos 1,2 mil servidores públicos municipais estão aptos a pedir aposentadoria.

“Na hora que eles quiserem, poderão se aposentar. Isso é extremamente dificultoso. Em todo o país os municípios sofrem com a situação atual da previdência”, comentou Hermano.

Saúde substitui auditoria e médicos da FAP voltam amanhã ao trabalho

Ofício comunicando a substituição foi encaminhado nesta segunda-feira à FAP

Depois de uma semana com as atividades paralisadas, os médicos cirurgiões do hospital da FAP irão retornar às atividades nesta terça-feira (9). O retorno acontece depois que a Secretaria de Saúde do município atendeu o pedido da categoria e promoveu substituições no setor de auditoria.

Através de um ofício, encaminhado à direção da FAP, a secretária Luzia Pinto anunciou as mudanças. O pedido de substituição havia sido feito pelos médicos na última sexta-feira, durante um encontro com representantes do Conselho Regional de Medicina (CRM).

O impasse

Os médicos paralisaram as atividades depois que descobriram que os códigos das AIH’s estariam sendo modificados, sem o consentimento dos profissionais. De acordo com uma denúncia, encaminhada ao Ministério Público, em um dos casos um procedimento que deveria custar R$ 1.075 foi pago por R$ 56, causando prejuízos para os profissionais médicos e ao Hospital da FAP.

De acordo com os profissionais, pelo menos 122 AIH’s foram identificadas com alterações – o que provocaria a diminuição nos valores pagos aos médicos e ao Hospital da FAP. A Secretaria de Saúde nega qualquer tipo de ingerência nas mudanças dos códigos.

Colapso nas federais: UFPB e UFCG vão parar após setembro por falta de recursos

Universidades sofrem com o contingenciamento feito pelo Governo Federal. Reitores dizem que só há orçamento até o fim de setembro

Foto: Marinilson Braga/Ascom UFCG

A situação das universidades federais aqui na Paraíba é preocupante. Tanto a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) como a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) têm sofrido com o contingenciamento de recursos feito pelo Ministério da Educação. Nesta segunda-feira (8), os reitores das duas instituições fizeram um alerta: só há orçamento para manter as universidades funcionando até o fim de setembro.

Depois disso, as atividades estariam comprometidas por conta da falta de recursos repassados pelo MEC. “Não só a UFPB, mas outras federais. A maioria para em setembro se os recursos não forem repassados”, afirmou em entrevista à TV Cabo Branco a professora Margareth Diniz, reitora da UFPB. Segundo ela, a universidade teve cerca de R$44 milhões contingenciados.

“Se o bloqueio for mantido, o que a gente recebeu e ainda tem a receber, excluindo o valor bloqueado, a gente também só fica até o fim de setembro. A partir de outubro teremos dificuldades orçamentárias”, disse o professor Vicemário Simões, reitor da UFCG.

Bloqueio

O Ministério da Educação (MEC) bloqueou, no final de abril, uma parte do orçamento das 63 universidades e dos 38 institutos federais de ensino. O corte, segundo o governo, foi aplicado sobre gastos não obrigatórios, como água, luz, terceirizados, obras, equipamentos e realização de pesquisas.

O Governo Federal alega que a medida não é um corte nos orçamentos das universidades, mas sim um contingenciamento. Segundo o Governo, os recursos poderão voltar a ser liberados com a melhoria da arrecadação e do cenário econômico.

No total, considerando todas as universidades, o corte é de R$ 1,7 bilhão, o que representa 24,84% dos gastos não obrigatórios (chamados de discricionários) e 3,43% do orçamento total das federais.

Estelionato sentimental: homem é condenado a indenizar mulher em R$ 55 mil na Paraíba

Homem teria enganado mulher e prometido casamento. Vítima descobriu que ele já era casado

Um homem, proprietário de uma agência de viagem, foi condenado a pagar uma indenização de R$ 50 mil por danos morais e R$ 5 mil por danos materiais pela prática de estelionato sentimental. De acordo com os autos da Ação de Indenização por Danos Morais e Materiais nº 0066782-21.2014.815.2001, uma cliente teria comprado um pacote de viagens para a cidade de Natal por intermédio do acusado, iniciando, a partir daí, um relacionamento amoroso virtual.

Após ganhar a confiança da cliente, o empresário passou a se queixar de dificuldades financeiras, sendo que ao ser questionado, asseverou que necessitava da quantia de R$ 10 mil para investir em nova estrutura de uma agência de viagens. No dia 24 de fevereiro de 2014, foi feito um depósito de R$ 5 mil pela cliente, deixando claro que se tratava de um empréstimo.

A autora da ação relata que, em 26 de fevereiro de 2014, o proprietário da agência de viagens veio a João Pessoa e, durante sua estadia, pediu que fosse efetuado o pagamento de suas despesas, sempre alegando um motivo, como perda da carteira, sendo que a promovente, além de suas despesas, ainda lhe emprestou a quantia de R$ 600,00.

Após a estadia em João Pessoa, a autora afirma que o acusado não atendia mais suas ligações e que depois disso, ao buscar informações, descobriu que o mesmo era casado. Pleiteou uma indenização por danos morais e materiais, posto que foi enganada e acreditava estar num relacionamento amoroso, quando o promovido era, na realidade, casado e pai de três filhos.

Mérito

Analisando o mérito da questão, a juíza Silvana Carvalho Soares, da 4ª Vara Cível da Comarca de João Pessoa, observou que o réu se utilizou da confiança da mulher, acenando com possibilidade de grandes lucros e de uma parceria e casamento, no campo pessoal. No entanto, ao tomar posse da quantia disponibilizada, passou a não mais responder as ligações, caracterizando-se, assim, o ardil utilizado para subtrair a quantia que pediu.

“Resta claro que o réu, entendendo os sentimentos da autora em relação a ele, praticou conduta ilícita consistente em exploração econômica, mediante ardil, o que se convencionou chamar na doutrina e na jurisprudência de estelionato sentimental, pretendendo obter vantagem ilícita de sua ‘namorada’, na vigência do relacionamento, com o único propósito de, valendo-se de meios fraudulentos e sem observância da boa fé objetiva, obter vantagem que não lograria se não houvesse o envolvimento amoroso”, destacou a magistrada na sentença. Dessa decisão, cabe recurso.

Presidente da Famup considera “injusto” corte de convênios com cidades da Paraíba

George Coelho prometeu levar situação à bancada federal paraibana, para tentar reverter medida

Foto: Famup

O presidente da Federação das Associações dos Municípios da Paraíba (FAMUP), George Coelho, reagiu duramente ao cancelamento de convênios, feito pela Fundação Nacional de Saúde (FUNASA) com 42 cidades paraibanas. Ele classificou a medida como “injusta” e disse que a população dos municípios ficará prejudicada, caso a decisão do Governo Federal não seja revista.

“Nós sabemos da necessidade dos municípios que precisam desses convênios. São obras importantes, de saneamento básico, de tratamento de resíduos sólidos que precisam ser executadas. A Famup ver com preocupação e estamos conversando com nossos representantes federais para que o Governo Federal volte atrás nessa decisão”, afirmou George Coelho.

Entre as cidades atingidas pelo cancelamento estão Campina Grande, Catingueira, Santa Helena, Ingá, Boa ventura, Pedra Lavrada, Soledade, Itabaiana, Araçagi, Várzea, São Mamede, Sossego, Uiraúna, Vieirópolis e Picuí. No total o cancelamento suspende R$ 33,4 milhões em convênios que deveriam ser liberados para os municípios do Estado.

Possibilidade

No caso de municípios que possuem obras físicas já iniciadas, em convênios firmados entre os anos de 2016 e 2018, ainda é possível a liberação dos recursos. Para isso as prefeituras devem procurar a Funasa para apresentarem informações sobre os projetos e garantir a continuidade dos serviços. De acordo com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), o cancelamento dos convênios aconteceu por falta de orçamento do órgão federal.