Vereador, ex-vereador e dois comerciantes estavam na ‘lista da morte’ em Princesa Isabel

Um vereador foi preso suspeito de envolvimento com as mortes. Operação acontece nesta sexta-feira

Foto: Ascom

As investigações feitas pela Polícia Civil na ‘Operação Manto da Justiça’, realizada nesta sexta-feira (17) na cidade de Princesa Isabel, no Sertão do Estado, revelam um cenário assustador: um vereador, um ex-vereador e dois comerciantes estariam na ‘lista da morte’ do grupo de extermínio investigado. A informação é do delegado Cristiano Jacques, um dos coordenadores da ação. Os nomes das futuras vítimas não foram divulgados pela polícia por medida de segurança.

Hoje quatro pessoas foram presas, em cumprimento a mandados de prisão expedidos pela Justiça. Um dos presos é o vereador de Princesa Isabel, Rinaldo Eufrasino de Andrade, conhecido como Rinaldo do Gavião, que segundo a Polícia Civil é suspeito de envolvimento com as mortes em investigação.

“Era um grupo que vinha contratando e executando pessoas e tomamos conhecimento que havia novas propostas para matarem mais pessoas. Tivemos que desencadear no dia de hoje a operação para evitarmos mais mortes”, disse Cristiano Jacques.

ENTENDA O CASO

O caso começou a ser investigado a partir da tentativa de homicídio que teve como vítima um comerciante, no dia 17 de dezembro do ano passado, no centro de Princesa Isabel. As suspeitas são de que o mandante do crime é uma pessoa influente na cidade e comanda um grupo de extermínio na região, onde dá ordens para que pistoleiros matem pessoas que são seus credores – para não pagar as dívidas. “Após a morte dos credores, ele manda executar os seus pistoleiros”, revelou o delegado André Rabello.

Em novembro do ano passado o mandante dos crimes teria ligado para um pistoleiro e oferecido R$ 15 mil para que ele matasse pessoas influentes da cidade de Princesa Isabel, mas o plano não deu certo. A Polícia apura o envolvimento do grupo em assassinatos ocorridos nas cidades de Tavares e Princesa Isabel.

Operação prende vereador suspeito de envolvimento com pistolagem em Princesa Isabel

Ação é realizada pela Polícia Civil e cumpre mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça

Foto: Walter Paparazzo

A Polícia Civil deflagrou nesta sexta-feira (17) a ‘Operação Manto da Justiça’, com o objetivo de reprimir uma célula criminosa voltada para a execução de pessoas na região de Princesa Isabel. Até agora quatro pessoas foram presas, mas as diligências continuam no decorrer do dia. Entre os presos está um vereador da cidade de Princesa Isabel, Rinaldo Eufrasino de Andrade, conhecido como Rinaldo do Gavião, suspeito de envolvimento com as mortes investigadas.

Foram cumpridos nove mandados judiciais, sendo dois de prisão temporária e sete de busca e apreensão expedidos pela Comarca de Princesa Isabel\PB.

Segundo informações do delegado  André Rabello, o objetivo da operação é evitar a morte de duas pessoas que seriam assassinadas nos próximos dias na cidade. O mandante desses crimes, segundo a Polícia Civil, é um dos homens que teve a prisão decretada pela Justiça e será alvo da operação.

Ainda de acordo com Rabello, a investigação foi realizada pelo delegado Cristiano Jaques, que descobriu uma trama de mortes nessa região.

ENTENDA O CASO

Segundo informações apuradas pela Polícia Civil, no dia 17 de dezembro de 2019, no centro da cidade de Princesa Isabel, um comerciante foi surpreendido por dois indivíduos que chegaram em uma motocicleta. O comerciante foi atingido por três tiros, só não morrendo por ter sido socorrido.

Suspeita-se que o mandante do crime é uma pessoa influente na cidade e comanda um grupo de extermínio na região, onde dá ordens para que pistoleiros matem pessoas que são seus credores – para não pagar as dívidas. “Após a morte dos credores, ele manda executar os seus pistoleiros”, revelou o delegado André Rabello.

PLANO PARA NOVAS MORTES

Em novembro do ano passado, o mandante teria ligado para um pistoleiro e oferecido 15.000,00 reais para que ele matasse pessoas influentes na cidade de Princesa Isabel, mas o plano não deu certo. Havia comerciantes e pessoas influentes na região que estavam na “lista” para serem mortos por pistoleiros. Os nomes das futuras vítimas não foram divulgados pela polícia como medida de segurança.

“O clima estava tenso em Princesa e para evitar novas mortes, as forças policiais se reuniram para restabelecer a ordem pública que estava sendo ameaçada com essas execuções, e anteciparam a deflagração da Operação para evitar novas mortes que estavam previstas pelos criminosos”, concluiu o delegado André Rabello.

Operação Famintos: Justiça prorroga por mais 180 dias afastamento de cinco servidores da PMCG

Servidores são investigados, mas ainda não foram denunciados pelo MPF. Prazo do primeiro afastamento terminaria no fim deste mês

Foto: Arquivo Jornal da Paraíba

O juiz da 4ª Vara Federal na Paraíba, Vinícius Costa Vidor, decidiu prorrogar por mais 180 dias o afastamento de 5 servidores da prefeitura de Campina Grande, no âmbito da Operação Famintos – que apura fraudes em licitações e desvios na merenda escolar do município. A decisão foi tomada após um pedido feito pelo Ministério Público Federal (MPF), já que o prazo de afastamento de alguns dos servidores acabaria no fim deste mês.

Foi prorrogado o afastamento cautelar da ex-diretora Administrativa e Financeira da Secretaria de Educação de Campina Grande, Maria do Socorro Menezes de Melo; do ex-presidente da Comissão de Licitações do município, Helder Giusepe Casulo de Araújo; do motorista José Lucildo da Silva e das servidoras Marisette Ferreira Tavares e Maria José Ribeiro Diniz.

Os servidores afastados ainda não foram denunciados pelo MPF. Já com relação ao núcleo empresarial, a Justiça já condenou 16 pessoas suspeitas de envolvimento no suposto esquema.

“Nesse sentido, considerando a complexidade da investigação, o papel relevante dos servidores investigados na viabilização dos atos criminosos, que os documentos apreendidos e os dados telemáticos obtidos ainda não foram integralmente analisados, não sendo possível mensurar, nesse momento, a extensão da participação de cada um dos servidores públicos no esquema e de que maneira se dava a sua atuação nas fraudes sob investigação, faz-se necessária a prorrogação da medida cautelar, a fim de coibir a retomada das atividades criminosas, sobretudo em procedimentos licitatórios e contratações administrativas”, relata o juiz na decisão que prorrogou o afastamento.

Foto: Reprodução

Confira aqui, na íntegra, a decisão que prorroga o afastamento dos servidores

A operação Famintos

As investigações foram iniciadas a partir de representação autuada no MPF, que relatou a ocorrência de irregularidades em licitações na Prefeitura de Campina Grande (PB), mediante a contratação de empresas “de fachada”. Com o aprofundamento dos trabalhos pelos órgãos parceiros, constatou-se que desde 2013 ocorreram contratos sucessivos, que atingiram um montante pago de R$ 25 milhões. A CGU, durante auditoria realizada para avaliar a execução do PNAE no município, detectou um prejuízo de cerca de R$ 2,3 milhões, decorrentes de pagamentos por serviços não prestados ou aquisições de gêneros alimentícios em duplicidade no período de janeiro de 2018 a março de 2019.

A prefeitura de Campina Grande ratificou a nota, divulgada na época da operação, que afirma que a distribuição da merenda escolar no município atende a todos os padrões de excelência. Ainda de acordo com a PMCG, a CGU atestou em 2016 a regularidade da execução do programa na cidade.

STF determina sequestro de bens de Wilson Santiago, de Wilson Filho, do prefeito de Uiraúna e de parentes

O deputado federal Wilson Santiago e o prefeito João Bosco Fernandes são investigados na Operação Pés de Barro. Ambos negam irregularidades

Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, determinou o sequestro dos bens do deputado Wilson Santiago (PTB), de parentes dele, do prefeito da cidade de Uiraúna, João Bosco Fernandes, e de alguns de seus parentes. A decisão foi tomada após uma representação feita pela Polícia Federal no âmbito da Operação Pés de Barro, que investiga o pagamento de propina nas obras da Adutora Capivara, no Sertão do Estado.

Wilson Santiago e João Bosco são investigados pela Polícia Federal e apontados como sendo os destinatários de propina. Além dos bens dos dois, foram alvo de sequestro os bens em nome da esposa de João Bosco Fernandes, Maria Juliet Gomes Fernandes, e dos filhos Camila Gomes Fernandes e Danilo Gomes Fernandes.

Já no caso de Wilson Santiago, o ministro determinou o sequestro dos bens da esposa dele, Maria Suely Alves de Oliveira Santiago, e dos filhos Joe Wilson Santiago Filho (deputado estadual paraibano), Mayara Raissa Alves de Oliveira Santiago e William Ramon Alves de Oliveira Santiago.

“Os Relatórios Parciais de Análise de Mídia nº 60/2019 e nº 61/2019, por sua vez, revelam conversas de whatsapp extraídas pelo Laudo Pericial nº 911/2019 que corroboram os fortes indícios de que os recursos financeiros obtidos por Bosco no esquema criminoso ora investigado estejam sendo lavados através da aquisição de bens semoventes (touros reprodutores e gado) e imóveis na zona rural de Uiraúna/PB em nome de terceiros”, relatam os investigadores da Polícia Federal no pedido.

“Em semelhante sentido, no Relatório de Análise de Áudio 027/2019 (arquivo de áudio “42. NETO MOTORISTA vs GEORGE 4”), Severino Neto, que tem pleno conhecimento dos meandros do esquema criminoso ora investigado e dele participa ativamente, relata indícios de possível ocultação patrimonial de Wilson Santiago em nome de seus filhos, mais especificamente de Mayara Raissa Alves De Oliveira Santiago, bem ainda que o Deputado Federal utilizaria o dinheiro da propina para pagar uma dívida de R$ 4.000.000,00 contraída contra um agiota da região de Uiraúna para saldar despesas de
campanhas políticas”, narra outro trecho do documento da Polícia Federal.

Entenda o caso

As investigações que originaram a ‘Operação Pés de Barro’ apuraram pagamentos de propina nas obras de construção da “Adutora Capivara”, no Sertão do Estado. A investigação possui vídeos que comprovariam a entrega do dinheiro a pessoas próximas a Wilson Santiago e, até mesmo, ao próprio prefeito de Uiraúna, João Bosco Fernandes, flagrado colocando recursos na cueca. Ao preço de R$ 24,8 milhões, a obra da Adutora de Capivara deveria ter sido concluída em junho do ano passado. Mas, mesmo com R$ 17 milhões já liberados, pouca coisa foi executada.

A defesa do deputado Wilson Santiago afirma que ele nunca recebeu propina e que não tem conhecimento de que seus assessores tenham recebido. “O deputado tem total interesse no esclarecimento desses fatos até para que ele possa comprovar a sua inocência”, declarou Luís Henrique Machado, advogado do parlamentar.

Nota do prefeito de Uiraúna:

O prefeito constitucional de Uiraúna, João Bosco Nonato Fernandes, foi surpreendido na manhã desse sábado (21) com a ação da Polícia Federal em sua residência e na residência de pessoas ligadas ao deputado federal Wilson Santiago, contudo não se absteve em nenhum momento de colaborar com as investigações e cooperar com o Trabalho do Ministério Público Federal.

O Processo tramita em sigilo. O prefeito está nesse momento sendo conduzido à capital João Pessoa, acompanhado de seus advogados, para prestar os devidos esclarecimentos que forem necessários à Polícia Federal. Os advogados de defesa do prefeito no entanto não tiveram ainda acesso ao conteúdo dos autos na íntegra, por tanto maiores esclarecimentos só serão passados após análise total dos fatos.
O prefeito João Bosco Nonato Fernandes e seus advogados estão confiantes de que a inocência do mesmo acerca das acusações será provada e a verdade reestabelecida tão breve seja possível.

Após sentença que condenou 16 por fraudes, MPF recorre da absolvição de dois réus na Operação Famintos

MPF entende que dois dos réus, já condenados, também devem ser enquadrados na Lei das Organizações Criminosas

Foto: Ascom

O Ministério Público Federal (MPF) decidiu recorrer de parte da decisão do juiz Vinícius Costa Vidor, da 4ª Vara da Justiça Federal, que condenou os 16 denunciados do núcleo empresarial investigado na ‘Operação Famintos’. Em um recurso, apresentado ao Tribunal Regional Federal (TRF5), o MPF pede que no caso dos empresários Luiz Carlos Ferreira de Brito Lira e Ângelo Felizardo do Nascimento a decisão seja complementada.

Luiz Carlos foi condenado a 14 anos e 4 meses, mas os procuradores pedem que ele também seja condenado pelo crime de organização criminosa. Já Ângelo Felizardo foi condenado a 18 anos e 2 meses, mas o MPF entende que ele deve ser também enquadrado no parágrafo 1º do artigo 2º da Lei 12.850 (Lei das Organizações Criminosas), aplicado a quem “impede ou, de qualquer forma, embaraça a investigação de infração penal que envolva organização criminosa”.

Foto: Reprodução MPF

Confira aqui, na íntegra, a Apelação feita pelo MPF

Operação Famintos

As investigações foram iniciadas a partir de representação autuada no MPF, que relatou a ocorrência de irregularidades em licitações na Prefeitura de Campina Grande, mediante a contratação de empresas “de fachada”. Com o aprofundamento dos trabalhos pelos órgãos parceiros, constatou-se que desde 2013 ocorreram contratos sucessivos, que atingiram um montante pago de R$ 25 milhões.

A CGU, durante auditoria realizada para avaliar a execução do PNAE no município, detectou um prejuízo de cerca de R$ 2,3 milhões, decorrentes de pagamentos por serviços não prestados ou aquisições de gêneros alimentícios em duplicidade no período de janeiro de 2018 a março de 2019.

PSDB vai instaurar procedimento para expulsar prefeito da Paraíba flagrado com dinheiro na cueca

João Bosco Fernandes pode ser expulso do partido. Ele é um dos investigados presos na Operação ‘Pés de Barro’, da Polícia Federal

Reprodução: TV Paraíba

O PSDB nacional decidiu instaurar um procedimento ético-disciplinar contra o prefeito da cidade de Uiraúna, João Bosco Fernandes (PSDB), investigado na Operação ‘Pés de Barro’ e flagrado colocando dinheiro na cueca. A medida foi determinada pelo presidente nacional da legenda, Bruno Araújo. Segundo a Polícia Federal, o prefeito teria transportado R$ 25 mil escondidos na roupa.

João Bosco Fernandes foi preso no fim do mês de dezembro, quando a operação policial foi deflagrada. De acordo com as investigações, ele seria um dos destinatários de pagamentos de propina feitos por um empresário responsável pela execução das obras da Adutora de Capivara, no Sertão do Estado. O deputado federal Wilson Santiago (PTB) seria o outro destinatário final dos recursos.

A operação

A operação tem como base um acordo de colaboração premiada. O colaborador disse à Polícia Federal que teria sido pressionado a pagar propinas de 10% ao deputado e 5% ao prefeito. Este último teria passado a receber os recursos a partir de 2017. As vantagens ilícitas, de acordo com a Polícia Federal, viriam de suposto superfaturamento das obras da Adutora de Capivara. O sistema adutor deve se estender do município de São José do Rio do Peixe-PB ao município de Uiraúna-PB, no Sertão da Paraíba. As obras contratadas, inicialmente, pelo montante de R$ 24,8 milhões já teriam permitido, de acordo com as investigações, a distribuição de propinas no valor R$ 1,2 milhão.

Foto: Reprodução Redes Sociais

 

Outro lado:

A defesa do deputado Wilson Santiago afirma que ele nunca recebeu propina e que não tem conhecimento de que seus assessores tenham recebido. “O deputado tem total interesse no esclarecimento desses fatos até para que ele possa comprovar a sua inocência”, declarou Luís Henrique Machado, advogado do parlamentar.

Nota do prefeito de Uiraúna:

O prefeito constitucional de Uiraúna, João Bosco Nonato Fernandes, foi surpreendido na manhã desse sábado (21) com a ação da Polícia Federal em sua residência e na residência de pessoas ligadas ao deputado federal Wilson Santiago, contudo não se absteve em nenhum momento de colaborar com as investigações e cooperar com o Trabalho do Ministério Público Federal.

O Processo tramita em sigilo. O prefeito está nesse momento sendo conduzido à capital João Pessoa, acompanhado de seus advogados, para prestar os devidos esclarecimentos que forem necessários à Polícia Federal. Os advogados de defesa do prefeito no entanto não tiveram ainda acesso ao conteúdo dos autos na íntegra, por tanto maiores esclarecimentos só serão passados após análise total dos fatos.
O prefeito João Bosco Nonato Fernandes e seus advogados estão confiantes de que a inocência do mesmo acerca das acusações será provada e a verdade reestabelecida tão breve seja possível.

 

Câmara suspende Cota Parlamentar de Wilson Santiago, mas pode ‘derrubar’ afastamento’ em fevereiro

Deputados irão analisar a decisão do ministro Celso de Mello, que determinou o afastamento, na volta do recesso parlamentar

Foto: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

A Câmara dos Deputados decidiu suspender o pagamento da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) do deputado federal paraibano Wilson Santiago (PTB), investigado na ‘Operação Pés de Barro’, da Polícia Federal. Mas o Plenário da ‘Casa’ deve votar se mantém ou não o afastamento dele do mandato, determinado pelo ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF). A expectativa é de que o tema entre na pauta na primeira sessão do ano. Nos bastidores há uma articulação entre os deputados para ‘derrubar’ a decisão.

É que alguns deputados defendem que, até agora, as investigações só revelaram o envolvimento direto de assessores do deputado nas supostas entregas de propina. Por enquanto, argumentam, não há nenhum vídeo ou áudio que comprometa diretamente o paraibano.

Nesta terça-feira (14), o blog Pleno Poder publicou um levantamento colocando o parlamentar como o ‘campeão de gastos’ (entre os paraibanos) com a Cota Parlamentar em 2019.

Em nota, a Câmara dos Deputados declarou que tomou ciência da decisão do STF no dia 23 de dezembro do ano passado, quando os trabalhos parlamentares estavam em período de recesso. “Naquela data, a Câmara prontamente cumpriu a decisão e registrou o afastamento do deputado, bem como determinou que nenhuma despesa do parlamentar fosse paga mediante utilização de recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar”, diz um trecho da nota.

Entenda o caso

As investigações que originaram a ‘Operação Pés de Barro’ apuraram pagamentos de propina nas obras de construção da “Adutora Capivara”, no Sertão do Estado. A investigação possui vídeos que comprovariam a entrega do dinheiro a pessoas próximas a Wilson Santiago e, até mesmo, ao próprio prefeito de Uiraúna, João Bosco Fernandes, flagrado colocando recursos na cueca. Ao preço de R$ 24,8 milhões, a obra da Adutora de Capivara deveria ter sido concluída em junho do ano passado. Mas, mesmo com R$ 17 milhões já liberados, pouca coisa foi executada.

A defesa do deputado Wilson Santiago afirma que ele nunca recebeu propina e que não tem conhecimento de que seus assessores tenham recebido. “O deputado tem total interesse no esclarecimento desses fatos até para que ele possa comprovar a sua inocência”, declarou Luís Henrique Machado, advogado do parlamentar. Sobre os gastos com cota, o Blog procurou a assessoria do deputado Wilson Santiago, mas até agora não obteve retorno.

MP denuncia ex-governador Ricardo Coutinho, Ney Suassuna, duas deputadas e mais 31 na Operação Calvário

Denúncia é a sexta da Calvário e foi protocolada nesta segunda-feira. Grupo é acusado de organização criminosa e outros crimes

Foto: Ascom

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) protocolou no Tribunal de Justiça, nesta segunda-feira (13), a sexta denúncia com base nas investigações da “Operação Calvário”. O Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e a Comissão de Combate aos Crimes de Responsabilidade e a Improbidade Administrativa (Ccrimp) acusam 35 gentes públicos, empresários e operadores financeiros de formarem uma organização criminosa (Orcrim) para a prática de delitos, como corrupção e lavagem de dinheiro, através de atividades de organizações sociais (OSs) na saúde e da adoção de inexigibilidades (fraudadas) na educação.

De acordo com a denúncia 0000015-77-22-020.815.0000, a organização criminosa atuava em três núcleos: político, administrativo e financeiro operacional.

Clique aqui e leia a denúncia completa

Foram denunciados no núcleo político o ex-governador Ricardo Vieira Coutinho; a deputada estadual Estelizabel Bezerra de Souza (Estela Bezerra); a ex-secretária de Estado, Maria Aparecida Ramos de Meneses (Cida Ramos) e a prefeita do Conde, Márcia de Figueiredo Lucena Lira. Faziam parte do núcleo administrativo: Waldson Dias de Souza, Gilberto Carneiro da Gama, Coriolano Coutinho, José Edvaldo Rosas, Cláudia Luciana de Sousa Mascena Veras, Aracilba Alves da Rocha, Livânia Maria da Silva Farias (colaboradora) e Ivan Burity de Almeida (colaborador).

Ainda estão denunciados como integrantes do núcleo financeiro operacional da Orcrim: Francisco das Chagas Ferreira, Ney Robinson Suassuna, Geo Luiz de Souza Fontes, Bruno Miguel Teixeira de Avelar Pereira Caldas, Jair Éder Araújo Pessoa Júnior, Raquel Vieira Coutinho, Benny Pereira de Lima, Breno Dornelles Pahim Filho, Breno Dornelles Pahim Neto, Denise Krummenauer Pahim, Saulo Pereira Fernandes, Keydison Samuel de Sousa Santiago, Maurício Rocha Neves, Leandro Nunes Azevedo (colaborador), Maria Laura Caldas de Almeida Carneiro (colaboradora), Daniel Gomes da Silva (colaborador), David Clemente Monteiro Correia, José Arthur Viana Teixeira, Vladimir dos Santos Neiva, Valdemar Ábila, Márcio Nogueira Vignoli, Hilário Ananias Queiroz Nogueira, Jardel da Silva Aderico.

Mais informações confira no Blog do Suetoni

Calvário: Ivan Burity relata ‘disputa interna’ de Gilberto e Rosas por divisão de propinas

Delator afirmou que Gilberto Carneiro e Edvaldo Rosas teriam pedido recursos sem o conhecimento da ex-secretária Livânia Farias

Foto: Reprodução TV Paraíba

O depoimento do ex-secretário executivo do Turismo, Ivan Burity, revela muito mais do que o pagamento e distribuição de propina de fornecedores do Estado para campanhas políticas. O relato mostra que chegava a existir uma ‘disputa interna’ pelo dinheiro. As declarações estão na delação premiada feita por ele aos investigadores da Operação Calvário.

Ivan diz que foi procurado pelo ex-procurador geral do Estado, Gilberto Carneiro, e pelo ex-presidente do PSB estadual, Edvaldo Rosas (os dois em momentos distintos), para que desviasse parte da propina obtida junto aos fornecedores para ambos. O dinheiro seria “para atender as demandas do PSB, presidido por Rosas, bem como demandas jurídicas “especiais” de Gilberto.” O dinheiro seria repassado sem o conhecimento da ex-secretária de Administração do Estado, Livânia Farias.

“Na hora relutei, porque Ricardo Coutinho havia dado uma ordem expressa para atender apenas Livânia, mas eles argumentaram dizendo que eu estava chegando naquele momento e precisava entender que o tal “Coletivo Girassol” tinha suas divisões internas”, diz um dos trechos da delação de Ivan Burity.

Confira o trecho em que Ivan relata as ‘disputas’ internas:

O ex-procurador do Estado Gilberto Carneiro e Edvaldo Rosas foram alvos da última fase da Operação Calvário, denominada de Juízo Final. Gilberto foi preso preventivamente, enquanto Rosas foi alvo de mandados de busca e apreensão. O Blog ainda não conseguiu contato com os dois para falar sobre o assunto.

Em delação, Ivan Burity detalha viagens com dinheiro e propina para campanhas da Paraíba. Veja vídeo

Delação do ex-secretário descreve fatos do depoimento da ex-secretária Livânia Farias e revela ‘esquema’ de propinas milionárias

Foto: Reprodução TV Paraíba

O ex-secretário executivo de Turismo, Ivan Burity, fez um relato minucioso de suas viagens ao Rio de Janeiro, Fortaleza e Curitiba, que tinham como objetivo receber propina (supostamente) de empresas e trazer para a Paraíba. Os recursos, em grande parte, eram utilizados em campanhas eleitorais no Estado. As revelações fazem parte da delação premiada dele, no âmbito da Operação Calvário, cujos trechos o Blog teve acesso. O ex-secretário já foi preso na Calvário e hoje está liberdade, após decidir colaborar com a Justiça.

Em um dos trechos, denominado de ANEXO 1, Ivan relata que viajou para Curitiba no primeiro semestre de 2012, por determinação da ex-secretária de Administração do Estado Livânia Farias, para receber R$ 1 milhão de uma empresa que tinha contratos com a Secretaria de Educação do Estado. A viagem, porém, não foi a única. Em 2014, ele diz que transportou para a Paraíba R$ 800 mil da mesma empresa.

No mesmo ano, Ivan conta que se deslocou à Fortaleza, de onde teria trazido R$ 1,2 milhão de uma empreiteira com obras no Governo do Estado. Parte desse valor, R$ 300 mil, foi usado “para saldar compromisso urgente de campanha”. O restante, R$ 900 mil, teria sido entregue ao então vice-governador da Paraíba, Rômulo Gouveia – já falecido.

Veja o trecho da deleção de Ivan onde ele relata as viagens:

CONFIRA O ANEXO 1 DA DELAÇÃO DE IVAN BURITY